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	<title>Sling - Kika de Pano &#187; admin</title>
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<title>Sling - Kika de Pano</title>
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		<title>Dr. Karp e os 5 passos para acalmar o bebê</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Jun 2009 03:58:39 +0000</pubDate>
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<p><strong>O Quarto Trimestre que Falta na Gestação</strong></p>
<p>A teoria do Dr. Karp baseia-se no fato de que os recém-nascidos humanos não são como os de outros mamíferos, que já são capazes de caminhar e correr no primeiro dia de vida. Nossos RN&#8217;s são &#8220;imaturos&#8221;, mais parecidos com fetos que com bebês mais velhos, já que passam a maior parte do tempo dormindo e alimentando-se.</p>
<p>Os RN&#8217;s humanos seriam imaturos porque nossa sobrevivência depende de cérebros grandes, então eles são &#8220;expulsos&#8221; do útero antes de estarem completamente prontos, porque a cabeça de um bebê de 3 meses de idade não passaria no canal de parto.</p>
<p>Nos primeiros 3 meses de vida, o bebê é tão imaturo que realmente seria benéfico a ele que voltasse para o útero sempre que a vida aqui fora estivesse difícil. Como não somos cangurus, o que podemos fazer é tornar o ambiente extra-útero o mais parecido possível com o intra-uterino.</p>
<p><strong>Como é lá no útero ?</strong></p>
<p>O bebê no útero fica apertadinho, na posição fetal, envolvido por uma parede uterina morninha, sendo balançado para frente e para trás a maior parte do tempo. Ele também estava ouvindo constantemente um barulho &#8220;shhhh shhhh&#8221;, mais alto que o de um aspirador de pó (o coração e os intestinos da mãe).</p>
<p>A reprodução das condições do ambiente uterino leva a uma resposta neurológica profunda &#8220;o reflexo calmante&#8221;.</p>
<p>Da mesma forma que o martelinho no joelho só leva ao reflexo de levantar a perna se o médico bater no local específico, os métodos para acalmar o bebê só funcionam se forem feitos da forma correta. Quando aplicados corretamente, os sons e sensações do útero têm um efeito tão poderoso que podem relaxar um bebê no meio de uma crise de choro.</p>
<p><strong>10 Maneiras de Reproduzir o Ambiente Uterino</strong></p>
<p>1. Segurar o bebê<br />
2. Dançar com o bebê<br />
3. Embalar o bebê<br />
4. Embrulhar o bebê bem apertadinho<br />
5. Ligar um barulho contínuo (shh shh) ou cantar<br />
6. Passear no carro<br />
7. Caminhar com o bebê<br />
8. Amamentar<br />
9. Dar ao bebê algo para sugar<br />
10. Colocar o bebê num balanço</p>
<p><strong>Os 5 S para Acalmar um Bebê até 3 Meses<br />
</strong><br />
Os 5 métodos para acalmar um bebê até 3 meses de idade são extremamente eficazes SOMENTE quando executados corretamente. Sem a técnica correta e o vigor necessário, não adiantam em nada.</p>
<p><strong>1. Swaddling (embrulhar o bebê apertadinho)</strong></p>
<p>A pele é o maior órgão do corpo humano e o toque é o mais calmante dos cinco sentidos. Embrulhadinho, o bebê recebe um carinho suave. Bebês alimentados mas nunca tocados freqüentemente adoecem e morrem. Estar embrulhadinho não é tão bom quanto estar no colo da mãe, mas é um ótimo substituto para quando a mãe não está por perto.</p>
<p>Bebês podem ser embrulhados assim que nascem. Apertadinhos, de forma que não mexam os braços. Eles se sentem confortáveis, &#8220;de volta ao útero&#8221;. Bebês mais agitados precisam mais de ser embrulhados, outros são tão calmos que não precisam.</p>
<p>Se o bebê tem dificuldade para pegar no sono, pode ser embrulhado apertadinho, não é seguro colocar um bebê para dormir com um cueiro solto.</p>
<p>Não permita que o cueiro encoste no rosto do bebê. Se estiver encostando, o bebê vai virar o rosto procurando o peito, ao invés de relaxar.</p>
<p>Todos os bebês precisam de tempo para espreguiçar, tomar banho, ganhar uma massagem. 12-20 horas por dia embrulhadinho não é muito para um bebê que passava 24 horas por dia apertadinho no útero. Depois de 1 ou 2 meses, você pode reduzir o tempo, principalmente com bebês tranqüilos e calmos</p>
<p><strong>2. Side/Stomach (posição de lado)</strong></p>
<p>&#8220;Quanto mais nervoso seu bebê estiver, pior ele fica quando colocado sobre as costas. Antes de nascer, seu bebê nunca ficou deitado de costas. Ele passava a maior parte do tempo na posição fetal: cabeça para baixo, coluna encolhida, joelhos contra a barriga. Até adultos, quando em perigo, inconscientemente escolhem esta posição.</p>
<p>Segurar o bebê de lado ou com a barriga tocando os braços do adulto ajuda a acalmá-lo (a cabeça fica na mão do adulto, o bumbum encostado na dobra do cotovelo do adulto, com braços e pernas livres, pendurados). Carregar o bebê num sling, com a coluna curvada, encolhidinho e virado de lado, tem o mesmo efeito. Em muitas culturas os bebês passam 24 horas por dia pendurados às mães (em algumas dessas culturas não há sequer uma palavra para designar &#8220;cólica do recém-nascido).</p>
<p>Atualmente especialistas são unânimes em dizer que bebês NÃO DEVEM SER POSTOS PARA DORMIR DE BRUÇOS, pelo risco de morte súbita.</p>
<p>O bebê não sente falta de ficar de cabeça para baixo, como no útero, porque na verdade o útero é cheio de fluido e o bebê flutua, como se não tivesse peso algum. Do lado de fora, sem poder flutuar, virado de cabeça para baixo, a pressão do sangue na cabeça é desconfortável.&#8221;</p>
<p><strong>3. Shhhh Shhhh &#8211; O som favorito do bebê</strong></p>
<p>&#8220;O som &#8220;shhh shhh&#8221; é parte de quem somos, tanto que até adultos acham o som das ondas do mar relaxante.</p>
<p>Para bebês novinhos, &#8220;shhh&#8221; é o som do silêncio. Ele estava acostumado a ouvir tal som 24 horas por dia, tão alto quanto um aspirador de pó. Imagine o choque de um bebê acostumado a tal som chegando a um mundo onde as pessoas cochicham e caminham na ponta dos pés, tentando fazer silêncio !</p>
<p>Coloque sua boca 10-20 cm de distância dos ouvidos do bebê e faça &#8220;shhh&#8221;, &#8220;shhh&#8221;. Aumente o volume do &#8220;shh&#8221; até ficar tão alto quanto o choro do bebê. Pode parecer rude tentar &#8220;calar&#8221; um bebê choroso fazendo &#8220;shh&#8221;, mas para o bebê, é o som do que lhe é familiar.</p>
<p>Na primeira vez fazendo &#8220;shhh&#8221;, seu bebê deve calar pós uns 2 minutos. Com a prática, você será capaz de acalmar o bebê em poucos segundos. É ótimo ensinar isso aos irmãos mais velhos, que adorarão poder ajudar e acalmar o bebê.</p>
<p>Para substituir o &#8220;shhh&#8221;, pode-se ligar:<br />
- secador de cabelos ou aspirador de pó<br />
- som de ventilador ou exaustor<br />
- som de água corrente<br />
- um CD com som de ondas do mar<br />
- um brinquedo que tenha sons de batimentos cardíacos<br />
- rádio fora de estação ou babá eletrônica fora de sintonia<br />
- secadora de roupas ligada com uma bola de tênis dentro<br />
- máquina de lavar louças</p>
<p>O barulho do carro ligado também acalma a criança.</p>
<p><strong>4. Swinging &#8211; Balançar</strong></p>
<p>&#8220;A vida era tão rica no útero. Rica em sons e barulhos. Mas a maior parte era movimento. Movimento contínuo. Quando a mãe senta, levanta, caminha e vira o corpo &#8211; movimento, movimento, movimento.&#8221;<br />
(Frederick Leboyer, Loving Hands)</p>
<p>Quando pensamos nos 5 sentidos &#8211; visão, audição, tato, paladar e olfato &#8211; geralmente esquecemos o sexto sentido. Não é intuição, mas a sensação de movimento no espaço.</p>
<p>Movimento rítmico ou balanço é uma forma poderosa de acalmar bebês (e adultos). Quem não se lembra de adormecer quase de forma hipnótica como movimento de uma rede ou de um trem ? Por que tais movimentos trazem um relaxamento tão profundo ? Porque o balanço imita o movimento que o bebê sentia no útero materno e ativa as sensações de &#8220;movimento&#8221; dentro dos ouvidos, que por sua vez ativam o reflexo de acalmar.</p>
<p>Como balançar ?<br />
1. Carregando o bebê num &#8220;sling&#8221; ou canguru;<br />
2. Dançando (movimentos de cima para baixo);<br />
3. Colocando o bebê num balanço;<br />
4. Dando tapinhas rítmicos no bumbum ou nas costas;<br />
5. Colocando o bebê na rede;<br />
6. Balançando numa cadeira de balanço;<br />
7. Passeando de carro;<br />
8. Colocando o bebê em cadeirinhas vibratórias (próprias para isso);<br />
9. Sentando com o bebê numa bola inflável de ginástica e balançando de cima para baixo com ele no colo;<br />
10. Caminhando bem rapidamente com o bebê no colo.</p>
<p><strong>A diferença entre balançar e sacudir<br />
</strong><br />
&#8220;O ato de sacudir podendo causar a síndrome do bebê sacudido (shaken baby syndrome) é tão violento que pessoas observando a situação podem reconhecer como perigoso e capaz de matar a criança&#8221; (Academia Americana de Pediatria, Julho 2001)</p>
<p>Quando balançar o bebê, seus movimentos devem rápidos mas curtos. A cabeça do bebê não fica sacudindo freneticamente. A cabeça move no máximo 2-5 cm de um lado para o outro. A cabeça está sempre alinhada com o corpo e não há perigo de o corpo mover-se numa direção e cabeça abruptamente ir na direção oposta.</p>
<p>5. Sugar – a cobertura do bolo </p>
<p>Agira que seu filho irrequieto começou a se acalmar com as quatro primeiras etapas, ele já está pronto para a quinta e gloriosa fase: sugar. Trata-se da cobertura do “bolo da calma”, pois induz a criança, que já está mais tranqüila, a alcançar um estágio de profunda tranqüilidade.<br />
Obviamente, é mais difícil para seu filho gritar com uma chupeta na boca, mas não é por essa razão que sugar tem um efeito calmante. Na verdade, esse ato afeta o sistema nervoso infantil, aciona o reflexo calmante e libera substâncias naturais no cérebro, que provocam, em questão de minutos, um alto nível de relaxamento e satisfação.<br />
Alguns pais dão aos filhos mamadeiras ou chupetas, mas em qualquer lugar do mundo e em qualquer época, o brinquedo favorito de sucção é o bico do seio da mãe. Como já mencionamos, em algumas sociedades, para tranqüilizar os bebês, as mães oferecem o seio quase cem vezes por dia </p>
<p>Em resumo, as duas primeiras etapas – embrulhar e colocar de lado/de bruços – iniciam o processo de apaziguamento ao impedir que braços e pernas se agitem, ao “desligar” o reflexo de Moro e ao ajudar o bebê a se concentrar em você à medida que o reflexo calmante começa a ser ativado. A terceira e quarta etapas – fazer só&#8230; e balançar – interrompem o ciclo do choro ao ativar o reflexo calmante e tranqüilizar o sistema nervoso da criança. A quinta etapa – sugar – mantém o reflexo atuando e permite que o bebê consiga relaxar profundamente.<br />
As cinco etapas são recursos fantásticos, mas como qualquer ferramenta, a habilidade de usá-las aumenta com a pratica. Uma vez que o reflexo só funciona se acionado na ordem correta, você vai descobrir que dominar essa técnica antiga é a primeira tarefa importante da maternidade.<br />
Interessante notar que não só os pais melhoram com a pratica, mas também os bebês. Muitos pais percebem que, depois de algumas semanas embrulhando-os com firmeza, os bebês começam a esticar os braços e a se acalmar no instante em que são postos sobre o cobertor. É como se eles dissessem “eu me lembro, eu gosto disso”.<br />
Você pode ler sobre as cinco etapas e pensar: o que há de novo? Esses procedimentos são conhecidos há séculos. E você estaria parcialmente certa. As etapas em si não são novas; a novidade, entretanto, são os dois conceitos essenciais que as tornam realmente eficazes: a vigor e a combinação entre elas.</p>
<p><strong>Bebês pequenos e separação das mães</strong></p>
<p>A preocupação das mães ao verem seus bebezinhos requerem contato contínuo com elas, quase que 24 horas por dia, e não entenderem porque disso ou receberem conselhos contrários a atender suas necessidades, é muito frequente.<br />
Veja o que diz Dr. Sunderland:</p>
<p>Quando muito pequenos, os bebês não suportam a separação das suas mães. É impossível para seu cérebro em desenvolvimento entender que a mãe, longe do seu campo visual, continua existindo. Aos poucos, com o desenvolvimento cerebral e as experiências de ida-e-vinda da mãe, ele se torna capaz de manter a mãe viva mesmo sem poder vê-la.<br />
Ele desenvolve a noção de permanência, ao mesmo tempo que adquire capacidade de maternar-se. Ele desenvolve uma série de comportamentos que simbolizam sua mãe, e a faz presente na ausência. Logo seu medo e angústia diante da separação cede lugar à certeza que não há qualquer perigo.</p>
<p>Esses sistemas de medo e angústia de separação se tornam muito menos sensíveis com o tempo, por causa do desenvolvimento do cérebro que começa naturalmente a inibi-los.Ou seja, quando as crianças compreendem racionalmente que não há qualquer perigo, que os pais estão no quarto ao lado e que, se precisarem, eles virão ao seu encontro, são capazes de dormir sozinhas sem chorar e sem os chamar se não houver qualquer problema, embora às vezes seu instinto continue a dizer-Ihes outra coisa. (<em>Fonte: Margot Sunderland, The science of parenting. DK Publishing Inc. (2006).</em><span class="Apple-converted-space"> </span>)</span></span></p>
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