
Segundo a fisioterapeuta Natália Martins, do Hospital Distrital do Pombal, em Portugal, o sling pode ajudar a prevenir e tratar a displasia de desenvolvimento do quadril, um defeito na articulação em que o fêmur não se encaixa corretamente na cavidade. Este problema é geralmente diagnosticado após o nascimento, e exige um tratamento complexo, que pode incluir cirurgia ou a utilização de um aparelho que obriga as pernas a ficarem afastadas, permitindo que o fêmur “rode” na cavidade do quadril.
Após pesquisar o assunto, a fisioterapeuta concluiu que a posição vertical utilizada no sling é ótima para os bebês que sofrem deste tipo de displasia, e também prevenir o problema em bebês saudáveis. “Os ligamentos do bebê ainda estão em formação, por isso manter as pernas afastadas é a melhor posição possível”, afirma Natália, que acredita que os casos da doença estão aumentando devido a hábitos que se perderam. “Antes havia muito menos diagnóstico, porque as mães andavam mais com os bebês no colo, encaixados na anca, e também por causa das fraldas de pano. Ambas as situações obrigavam os bebês a permanecerem mais tempo com as pernas afastadas e evitavam a manifestação da doença”, explica.
Em sua opinião, além de beneficiar os bebês, o sling também é útil para a coluna das mães. “É normal a mãe ter dores nas costas no período pós-parto, devido à fraqueza dos músculos abdominais e à sobrecarga física causada pelos cuidados dispensados ao bebê”. A fisioterapeuta também destaca a versatilidade do sling, quando comparado ao “canguru” industrializado. “O ruim do canguru é ter um formato padrão e, por isso, ser mais difícil de ajustar ao nosso corpo, podendo tornar-se desconfortável”, esclarece.
Leia mais na matéria publicada pela revista Pais e Filhos (de Portugal).



