Desenvolvimento dos Bebês
Febre: Amiga ou Inimiga?
Dê-me febre, e posso curar todas as doenças” – Hipócrates
Texto de Colleen Huber, www.naturopathyworks.com
(Tradução: Pat Feldman)
Muitos pais consideram a febre por si só perigosa. Alguns pais têm tanto medo, que só da temperatura do seu filho aumentar para 37 graus, eles dão a ele uma substância tóxica ao fígado, como acetaminofeno ou iboprufeno. Pior ainda são alguns pais que dão aspirina aos seus filhos a qualquer sinal de febre, que os expõe a um risco perigoso de desenvolver a doença de Reye, que exige tratamento para o resto da vida (Nota minha: não conheço esta doença, mas vou buscar algum link sobre o assunto).
Como a febre tornou-se uma condição tão perigosa aos nossos olhos, a ponto de colocarmos em risco o bem estar das nossas crianças só para baixá-la?
Vamos primeiro considerar as funções da febre e como ela funciona. As duas funções da febre são:
Estimular o sistema imunológico.
Criar um meio “desagradável” para organismos invasores. Isso significa tornar a temperatura alta o suficiente para que os micróbios invasores não sobrevivam.
Tipicamente, quando qualquer tipo de micróbio invade o corpo, ele é comido vivo pela primeira linha de defesa: macrófagos (os “grandes comedores”). Os macrófagos então recrutam outras células do sistema imunológico e fazem a interleucina um(IL-1). IL-1 é um dos muitos pirógenos endógenos, o que significa que é uma parte do corpo que dá o sinal para que a temperatura seja aumentada.
Como a febre é feita
IL-1, junto com outros pirógenos e proteínas é lançado na corrente sanguínea e segue para o hipotálamo no cérebro.
O hipotálamo age como um perfeccionista quando diz que a temperatura corporal deve ser exatamente 36,5 graus. Ele também nos diz que nossos hormônios devem ser mantidos em quantidades fixas na nossa corrente sanguínea. Então quando o hipotálamo recebe o sinal da IL-1, ele fica sabendo que a temperatura corporal normal não é mais suficiente para manter o bom andamento do organismo.
Agora nós temos a mais incomum circunstância de vários patógenos invasores, e em momentos extraordinários como este, a temperatura deve se elevar em alguns graus se queremos nos ver livres do mal e manter nosso organismo saudável. Então o hipotálamo produz outra substância química, o PGE-2. O PGE-2 então aumenta a temperatura do corpo até, vamos dizer, 38 graus ou qualquer outra temperatura determinada pelo hipotálamo, suficiente para proteger o corpo do invasor.
Então como o corpo realmente aumenta a temperatura, uma vez que o hipotálamo determinou que isso se faz necessário?
Se ainda estamos saudáveis e dispostos o suficiente para deixar as coisas chegarem neste ponto, então nossos mecanismos geradores de calor incluem o seguinte:
- Tremor
- O hormônio TRH
- Vasoconstrição
Outro mecanismo que toma parte é a “piloereção” (arrepios), que está associado à supressão do suor. Suor é um mecanismo de resfriamento do corpo, então agora que temos calor sendo gerado, não querermos perdê-lo (o calor). Isto resulta numa fantástica sinergia de mecanismos de auto-cura em nosso organismo – uma verdadeira sinfonia de respostas coordenadas respondem à febre.
Os benefícios da febre
Mais antocorpos – células treinadas para atacar especificamente o tipo exato de invasor que está atrapalhando nosso corpo – a febre aumenta mais a produção dos anticorpos do que qualquer remédio químico.
Mais glóbulos brancos (os “bons moços”) são produzidos, circulando, mobilizando e armando para lutar e expulsar os invasores.
Mais “interferon” é produzido (outro “bom moço” do sistema imunológico, que bloqueia os vírus de se espalharem pelas células saudáveis).
Aumenta a temperatura corporal, o que efetivamente mata micróbios. (A maioria dos vírus e bactérias efetivamente crescem melhor abaixo da temperatura corporal, é por isso que eles gostam dos nossos narizes gelados no inverno). Papais e mamães, não são seus filhos que estão pedindo um anti-térmico para baixar a febre, são os germes!
Tratando a febre de uma forma natural
O tratamento natural é para manter a febre, a não ser que ela suba muito ou muito rápido. Uma febre de 38,7 C a 39,5 C é considerada uma defesa excelente contra micróbios. Temperaturas como esta também curam o corpo de forma mais efetiva. Manter a febre significa trabalhar pela cura. Por exemplo, um efeito da febre é reduzir o movimento peristáltico, que é o movimento da comida no intestino.
Para manter a febre os médicos naturalistas recomendam consumir alimentos como caldos e água até a febre cessar. A febre também é melhor suportada com descanso. Mesmo quando a criança aparenta sono, o seu organismo está trabalhando a todo vapor, para executar todas as funções descritas acima.
Exercícios e outros tipos de atividades distraem a energia do corpo para este processo de vital importância do sistema imunológico. Os naturopatas olham para a doença enquanto o corpo tenta se curar. Além do mais, é melhor ajudar as defesas do organismo, e não suprimi-las com exercícios ou trabalhos nessas horas.
Os naturopatas comparam o medo dos sintomas de febre com aquele medo que você sente quando vê uma luz diferente acesa no painel do seu carro. A luz diz que tem algo errado, mas apagá-la simplesmente não resolve o problema que a fez acender. Baixar a febre é como apagar a luz do painel sem consertar o problema que a fez acender. O certo é consertar o problema, desta forma a luz automaticamente se apaga. Os pais deveriam se perguntar como eles podem enxergar os sintomas de seus filhos de forma lógica e racional como eles enxergam o problema com a luz do carro: será que nós realmente queremos suprimir os sinais de alerta do nosso organismo?
No caso da febre, o sinal de alerta é muito mais uma ajuda para se defender da doença do que a fonte de doença propriamente dita.
Quando é hora de procurar ajuda de um médico?
- Bebês com menos de 1 mês de idade e temperatura acima de 38 C. Procure ajuda médica imediatamente se seu filho se encaixa neste quadro. Enquanto espera por atendimento, amamente com leite materno sempre que o bebê quiser. O leite materno tem anticorpos produzidos imediatamente quando a boca do bebê está em contato com o bico do seio, então são produzidos anticorpos específicos para o problema do bebê.
- Bebês entre 1 e 3 meses de idade com temperatura superior a 38 graus, se eles parecerem dentes. Novamente, amamente em livre demanda enquanto espera o atendimento médico.
- Crianças entre 3 meses e 3 anos de idade, com temperatura acima de 39 C, se eles parecerem doentes e abatidos.
- Qualquer pessoa, adulto ou criança, com temperatura acima de 40 C.
- Para crianças fora das condições descritas acima, descanso (de preferência deitados na cama) e ingestão regular de líquidos controlarão a febre e a deixarão fazer o que tem que ser feito; curar seu filho.
Colleen Huber, 46, é esposa, mãe e estudante do Southwest College of Naturopathic Medicine em Tempe, Arizona (EUA), onde ela está estudando para ser uma médica naturopata. Sua pesquisa original dos mecanismos da enxaqueca foram publicados na Lancet e Headache Quarterly, e foram repostadas no prestigioso The Washington Post.
Sua pesquisa com placebos duplo cego controlado com homeopatia foi publicado no Journal of the American Institute of Homeopathy, European Journal of Classical Homeopathy, and Homeopathy Today. Seu site Naturopathy Works introduz a medicina naturalista aos leigos e mostra vasta referência no assunto.
Brinquedos: como escolher o ideal
Fonte: Todo Papas
É verdade que são inúmeros os benefícios que apontam para os jogos de casa, mas também é verdade que devido à grande variedade de brinquedos é difícil escolher qual será o ideal para o seu filho.
Alguns psicólogos e educadores estão de acordo no que diz respeito às vantagens que um jogo pode ter nos primeiros anos de vida de uma criança: incute valores educativos nos mais pequenos, é o principal método de socialização fora do seio familiar. O jogo permite desenvolver determinadas destrezas e hábitos que as crianças vão precisar durante toda a vida, assim como, também fomenta a independência, a auto-estima e a criatividade, permitindo que as crianças libertem toda a sua energia. Por isso, vários profissionais consideram estes os principais benefícios dos jogos e brincadeiras durante a infância:
* Para além de ajudar as crianças a conhecerem tudo o que as rodeiam, os jogos e as brincadeiras permitem aos mais novos interagir com pessoas que não fazem parte do seu seio familiar;
* Fomentam a criatividade permitindo que o seu filho desenvolva a sua personalidade de forma autónoma;
* Ajuda as crianças a interiorizar certas regras de comportamento e disciplina;
* Aumenta a auto-estima dos mais pequenos, que aprendem a superar-se aumentando a confiança neles próprios e nos outros;
* Através dos jogos e das brincadeiras desenvolve-se, de uma maneira mais eficaz, as capacidades intelectuais, psicológicas, emocionais e motoras da criança;
* Por último, contribuem para que a inteligência e o corpo do seu bebé cresçam em harmonia.
Quais são os jogos mais adequados para cada idade?
* Dos 0 aos 6 meses. Esta é uma etapa na qual o bebé necessita de descobrir, de estimular os seus movimentos e sentidos e de favorecer as primeiras manipulações e pressões de objectos. Desta forma, a criança começa a descobrir as sensações que os objectos produzem, como as diferentes texturas, abrir um batom, etc. Assim, são mais indicados para esta idade todos aqueles jogos que contribuem para tudo isto.
* Dos 6 aos 12 meses. O bebé necessita de conhecer tudo o que o rodeia, já que os seus movimentos começam a ser mais amplos, controlando cada vez mais o seu corpo. Por isso, as brincadeiras mais adequadas para esta idade são aquelas que permitem ao seu filho explorar tudo ao seu redor.
* Dos 12 meses aos 2 anos. Nesta idade as crianças encantam-se com as brincadeiras que as fazem sentir-se mais independentes e autónomas. Para além disso, gostam muito daqueles jogos que permitem movimentos e que tenham música à mistura.
* Dos 2 aos 3 anos. Os jogos mais apropriados para esta idade são aqueles que contribuem para que o seu filho aprenda a linguagem, que imitem, de certa forma, a vida adulta e que permitam que as crianças desenham, pintem e criem formas.
* Dos 3 aos 5 anos. As crianças têm necessidade de desenvolver a sua imaginação e aprender novos conhecimentos. Nesta idade gostam principalmente de relacionar-se e brincar com outros. Desta forma, os jogos mais adequados são aqueles que permitem que o seu filho desfrute da companhia de várias crianças, favorecendo os aspectos mencionados.
* A partir dos 5 anos. As brincadeiras mais adequadas nesta fase são aquelas que dão a possibilidade às crianças de colaborarem com outros miúdos e realizarem tarefas em grupo. Isto, favorecendo o desenvolvimento das habilidades manuais e a destreza, por exemplo, os jogos de tabuleiro.
Mas … como é que é o brinquedo ideal?
Como todos sabemos, nos últimos anos o mundo dos jogos e dos brinquedos sofreu uma grande revolução devido, principalmente, ao importante desenvolvimento tecnológico. Por isso, um prestigiado gabinete de investigação espanhol realizou um estudo para analisar o impacto do desenvolvimento tecnológico na maneira de conceber os jogos, na forma de jogar e nas novas funções de um jogo.
De acordo com este estudo, as mães compram brinquedos como se fossem uma ferramenta essencial para a criança descobrir, conhecer, explorar e experimentar o mundo que a rodeia. A estes brinquedos tradicionais, como uma boneca, um peluche ou um tabuleiro, adicionou-se um desenvolvimento técnico e acabaram convertidos nos brinquedos mais valorizados pelos pais, ou seja, é necessário encontrar um equilíbrio entre ambos os aspectos: há que saber adicionar as grandes vantagens atractivas da tecnologia sem que estes brinquedos percam os valores tão positivos do brinquedo tradicional.
Este estudo concluiu ainda que existem muitas influências positivas da evolução tecnológica no desenvolvimento emocional das crianças. Actualmente, pode encontrar brinquedos tecnológicos da vanguarda que permitem que as crianças desfrutem, aprendam e estimulem ao máximo as suas habilidades dinâmicas, cognitivas e intelectuais.
Chorar sem parar: aprenda a acalmar o bebê
Pedir ajuda é o principal motivo pelo qual chora um recém-nascido. Durante os seus primeiros meses de vida apenas saberá comunicar através do choro. Um sinal de alarme primitivo que tem como consequência a resposta imediata dos seus pais que acodem para atender às suas necessidades. No entanto, em algumas ocasiões esta resposta pode traduzir-se em desespero e desejo de acompanhar o bebé no choro.
Porque chora um bebé?
Durante os primeiros meses o recém-nascido chora com frequência. Felizmente, a partir do terceiro mês reduzirá consideravelmente o tempo de choro. Existem várias razões que explicam porque é que chora um recém-nascido: dor, sono, incómodo, fome, saudade, falta de estimulação, excesso de estimulação, frustração. Os bebés não podem dizer “tenho fome”, “a fralda está suja” ou “estou aborrecido por estar deitado”. Em vez disso eles choram… e choram … algumas vezes aos olhos dos seus pais sem nenhuma razão aparente. Seguramente que tentou tudo. Viu se a fralda estava suja, já mamou, dormiu o suficiente, etc. Porque não se cala? Não pense no pior. Durante os primeiros meses, talvez pelo imaturo sistema nervoso, um bebé pode estar desconfortável e chatear-se por qualquer coisa, por exemplo com alguns ruídos e cheiros. À medida que os dias passam você irá descobrir o que faz o seu bebé sentir-se mal, ou melhor, a que se deve cada choro.
Conselhos para acalmá-lo
Apesar de nem todos os truques funcionarem para todos os bebés, deixamos-lhe aqui algumas técnicas para acalmar o seu bebé quando as lágrimas caírem. De certeza que encontrará a melhor forma para reconfortar o seu pequeno rebento.
Fale com ele: o som familiar e próximo da voz da mãe é uma das formas mais eficazes para acalmar um bebé. Fale com o seu filho docemente sem perder a calma. Isso dará confiança ao bebé.
Toque-lhe: o tacto e o contacto físico estimulam receptores no cérebro que acalmam o bebé. Um bom abraço pode tranquilizar o bebé. Experimente também encostar um peluche ou uma mantinha suave. Massajar o bebé também é igualmente eficaz, especialmente se sofre de cólicas. Uma massagem abdominal pode ser muito boa. Também pode deitar o bebé de barriga para cima e agarrá-lo nos pés, fazendo movimentos circulares com as suas pernas, como se a criança estivesse a pedalar.
Outro truque, se o bebé estiver incomodo pelos gases, é colocá-lo sobre o seu ombro. A barriga deverá estar à altura do seu ombro e a sua cabeça e pescoço tombados para trás. Segure bem a cabecinha da criança se esta ainda não for capaz de fazê-lo por si só.
Ao ritmo do seu coração: segure o seu bebé em posição vertical contra o seu peito, de forma que a sua cabeça descanse à altura do seu coração. Sentirá o ritmo dos batimentos e irá acalmar-se.
Recrie o ventre materno: ao nascer os bebés chegam a um mundo luminoso, hostil e ruidoso. Imitar, dentro do possível, o seu antigo ambiente pode apaziguar a situação. Para isso envolva a criança numa manta com braços estendidos ao longo do seu corpo. Pegue no bebé mantendo-o sobre a sua barriga e não sobre as costas. Emite ruídos rítmicos ou ligue um aspirador ou secador do cabelo. Acarinhe-o suavemente e deixe que chuche no seu dedo ou na própria chucha.
Sentado a ver tudo: quando o seu bebé estiver chateado e queixoso, tente que veja o que está à sua volta para se distrair. Segure-o contra o seu peito de costas para si. Com uma mão segure-o por baixo do rabinho como se estivesse sentado numa cadeirinha e com a outra mão rodeia o seu peito agarrando-o debaixo dos seus bracinhos. Mexa-o um pouco e caminhe.
Um bom banho: as propriedades relaxantes de um banho de água tíbia juntamente com o som do correr da água podem fazer maravilhas.
Distraia-o: ofereça-lhe um brinquedo ou um objecto novo que chame à sua atenção. Mostrar-lhe um espelho também é uma estupenda ideia para distrair o bebé do seu mau humor ou do seu aborrecimento.
Dar uma volta de carro: experimente levar o bebé a dar um passeio no carro. O constante movimento e o som do motor farão com que o bebé adormeça e se acalme.
Cante para ele: cantar para o seu bebé é um dos truques para acalmá-lo com mais êxito. Não se preocupe se desafina ou se não se lembra da letra da canção … invente! Experimente canções lentas, pois o corpo responde à música adaptando-se ao ritmo cardíaco e a respiração à velocidade da música.
Perante tudo procure não perder a calma: seguramente que em algumas ocasiões já se viu superada pelo choro do seu bebé, no entanto manter a calma é fundamental. O seu bebé notará a tensão e reagirá contagiando-se dela, o que se converterá num círculo vicioso difícil de romper. Embora não convenha deixar o bebé chorar até que se cale, não haverá problema “ignorar” o seu choro por cinco minutos enquanto você se tranquiliza e pensa noutra forma para acalmá-lo. Tão pouco deve deixar de pedir ajuda ao seu parceiro ou a um familiar se for necessário.
O que deverá evitar
Colocar-lhe a chucha imediatamente: nos primeiros dias não é recomendável o uso da chucha (chupeta). Depois poder dar a chucha ao bebé, de certeza que irá acalmá-lo (porém, pode levar a um desmame precoce). No entanto, deve tentar perceber o que faz chorar o bebé antes de colocar-lhe a chucha.
Dar-lhe de comer: se oferecer o biberão ou o seu peito sempre que o bebé chora antes de assegurar-se de que tem fome, estará a ensinar-lhe que comer é uma forma de acalmá-lo ou de apaziguar a sua ansiedade. Este hábito pode levar a futuros transtornos alimentares. (não concordo com isto.. sempre ofereci o peito para a pequena e não vejo maus reflexos disso, e também nunca soube de algum estudo eficaz sobre o tema)
Experimentar todas as formas de acalmar o bebé à vez: logicamente que estes truques não são um bálsamo milagroso para calar um bebé. Alguns funcionam numas crianças, outros só funcionam noutras. Tenha paciência. Se experimenta um truque e depois de dois minutos experimenta outro, estará a excitar a criança ainda mais e o seu esforço não terá resultados.
Não obstante, se os choros do bebé persistirem ou se está preocupada, consulte o quanto antes um pediatra.
Fonte: Todo Papas
O movimento do brincar
Karina Toledo – O Estado de S.Paulo
O bom desempenho dos alunos chineses em avaliações internacionais tem chamado atenção para o modelo educacional do País, baseado em disciplina, preparação obsessiva para as provas e quase nenhum tempo para o lazer. Mas um número crescente de educadores, psicólogos e pais defende a ideia de que é brincando que as crianças adquirem as ferramentas para serem bem-sucedidas.
Os jogos e o faz de conta possibilitam exercitar comportamentos adultos, elaborar conflitos, aprender regras de convivência em grupo e desenvolver habilidades como criatividade, liderança e solução de problemas. E foi justamente a preocupação com o futuro profissional das crianças americanas que motivou o grupo Play for Tomorrow (Brincar pelo Amanhã) a lutar por políticas públicas para resgatar o espaço destinado ao lúdico nas escolas e nos lares.
Segundo dados da entidade, em 1981 as crianças gastavam cerca de 40% de seu tempo brincado. Em 1997, o número havia caído para 25%. Nas últimas duas décadas, milhares de escolas americanas eliminaram a hora do recreio para dedicar mais tempo a atividades acadêmicas.
No Brasil não existem estatísticas similares, mas especialistas afirmam que também aqui o “play time” está sendo consumido por atividades extracurriculares e pelas horas passadas em frente a uma tela. Levantamento feito pelo Ibope aponta que as crianças brasileiras gastam, em média, cinco horas diárias assistindo à TV.
“Meninos e meninas estão cada vez mais confinados em condomínios, onde estão supostamente protegidos. Mas acabam sofrendo outro tipo de violência, pois se relacionam sozinhos com a tecnologia”, afirma a psicóloga Lais Fontenelle, do Instituto Alana.
Para ela, é fundamental lutar pela revitalização dos parques e das praças públicas, espaços que oferecem às crianças experiências mais ricas que aquelas vivenciadas em playgrounds de prédios e clubes.
Televisão, internet e videogame passaram a ser tranquilizantes, diz Quézia Bombonatto, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia. Distrações que não requerem montagem, bagunça ou sujeira. “Os pais estão perdendo a riquíssima oportunidade de passar tempo com seus filhos. Nem sequer sabem como brincar de massinha. Sentem-se bobos e desajeitados”, diz.
Filão. Essa dificuldade de muitos pais virou uma oportunidade de negócio para a psicóloga Flávia Nabuco, que criou, na zona oeste da capital paulista, um espaço destinado a promover atividades lúdicas, como pintura com os dedos. “Quando você deixa a criança engatinhar, rolar no chão ou se sujar na areia, ela aprende como o corpo funciona e adquire noção espacial. Tudo isso estimula a formação de sinapses e cria ferramentas no cérebro que serão úteis no futuro”, diz.
Mãe de três filhos – Sophia, de 9 anos, Marina, de 8, e Murilo, de 2 anos e 7 meses -, Flavia acredita que as crianças de hoje são muito intelectualizadas. “Os pais as colocam em tantas atividades e não percebem o quanto a brincadeira livre é importante”, defende.
Mas não basta deixar brincar, é preciso participar da brincadeira, diz Marcos Kisil, diretor da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal. “É brincando que se constrói o laço de afetividade e confiança entre pais e filhos. Se o adulto não exercita esse lado, vai ter dificuldade para se comunicar com o filho o resto da vida.”
Para a executiva de contas Andrea Soares, de 38 anos, isso nunca foi problema. Todas as noites, ela e o marido dedicam seu tempo para a filha Julia, de 3 anos. “A maior diversão para ela é brincar de casinha. Nós somos os filhos e ela, a mamãe”, conta Andrea. “É uma troca, pois como ela nos imita durante a brincadeira, podemos avaliar como estamos nos saindo no papel de pais.”
No meio da sala de estar, Andrea montou um cantinho para a filha com barraca e mesa para pintar, desenhar e modelar. “A bagunça não me incomoda, pois sei que uma hora essa fase vai passar. Prefiro tê-la na sala, onde sempre estou por perto.”
Essa também foi a opção da advogada Ana Maria Satiro, mãe de Luiz Fernando, de 8 anos, e Ana Beatriz, de 9. “Depois que as crianças nasceram, eu me acostumei a ter os brinquedos como parte da decoração”, conta. Os meninos frequentam a escola em período semi-integral e praticam natação duas vezes por semana. O resto do tempo é livre. “A casa vira um campo de guerra. Mas, paciência.”
Atropelo. Para a psicopedagoga Adriana Foz, o resgate da infância vai além de garantir espaço para o lúdico. “É preciso rever não apenas o excesso de atividades, mas a forma como as crianças se vestem, comem e se relacionam com o consumismo”, afirmou. Culpados por passar muito tempo longe de casa, diz ela, muitos pais acabam dando às crianças poder de tomar decisões para as quais não estão preparadas. “O estilo de vida moderno leva a um atropelo das fases de desenvolvimento e isso traz consequências. A neurociência tem mostrado que o estrago é neurológico”, completa.
Voz da mãe ativa o cérebro do bebê
Cientistas mostram que aquele papo que você tem com o seu filho desde quando ele está em sua barriga estimula áreas do cérebro responsáveis pelas habilidades motoras na fala

Você provavelmente nunca pensou que o som da sua voz, além de acalmar o seu filho, é capaz de ativar partes do cérebro dele responsáveis pela aquisição da linguagem. Mas essa foi a constatação de pesquisadores da Universidade de Montreal, no Canadá.
Para chegar a essa conclusão, os cientistas aplicaram eletrodos na cabeça de 16 bebês enquanto dormiam e pediram para a mãe fazer um curto som da vogal A. Na sequência, repetiram o exercício com uma enfermeira, que também é mãe. Quando a mãe da criança avaliada falou, o exame mostrou claramente reações no lado esquerdo do cérebro, em especial no processamento da linguagem. Por outro lado, quando a enfermeira falou, o que o lado que reagiu foi o direito, responsável pelo reconhecimento de sons e timbres da voz.
Para Antonio Carlos de Farias, neurologista pediátrico do Hospital Pequeno Príncipe (PR), o estudo constata algo que já era conhecido na neurociência. “Esse impacto que a voz da mãe exerce no cérebro do bebê começa ainda quando ele está no útero. Por isso, ao nascer, já é capaz de distinguir a voz da mãe das demais”, diz. Segundo os cientistas da Universidade de Montreal, a pesquisa sugere que a mãe é a iniciadora primária da linguagem do filho.
E se você pensa que é preciso um estímulo especial para ajudar o bebê nas habilidades da fala, saiba que só o fato de você passar a mão na sua barriga, dar bom dia para o seu filho e depois com ele desde pequeno manter um diálogo gostoso já é suficiente para provocar reações que vão ajudar no desenvolvimento de regiões do seu cérebro. Da próxima vez que alguém se espantar quando ouvir você batendo um papo com o barrigão, já sabe o que responder!
Original da Revista Crescer
Publicidade Infantil? NÃO!
MANIFESTO
pelo fim da publicidade e da comunicação mercadológica
dirigida ao público infantil

Em defesa dos diretos da infância, da Justiça e da construção de um futuro mais solidário e sustentável para a sociedade brasileira, pessoas, organizações e entidades abaixo assinadas reafirmam a importância da proteção da criança frente aos apelos mercadológicos e pedem o fim das mensagens publicitárias dirigidas ao público infantil.
A criança é hipervulnerável. Ainda está em processo de desenvolvimento bio-físico e psíquico. Por isso, não possui a totalidade das habilidades necessárias para o desempenho de uma adequada interpretação crítica dos inúmeros apelos mercadológicos que lhe são especialmente dirigidos.
Consideramos que a publicidade de produtos e serviços dirigidos à criança deveria ser voltada aos seus pais ou responsáveis, estes sim, com condições muito mais favoráveis de análise e discernimento. Acreditamos que a utilização da criança como meio para a venda de qualquer produto ou serviço constitui prática antiética e abusiva, principalmente quando se sabe que 27 milhões de crianças brasileiras vivem em condição de miséria e dificilmente têm atendidos os desejos despertados pelo marketing.
A publicidade voltada à criança contribui para a disseminação de valores materialistas e para o aumento de problemas sociais como a obesidade infantil, erotização precoce, estresse familiar, violência pela apropriação indevida de produtos caros e alcoolismo precoce.
Acreditamos que o fim da publicidade dirigida ao público infantil será um marco importante na história de um país que quer honrar suas crianças.
Por tudo isso, pedimos, respeitosamente, àqueles que representam os Poderes da Nação que se comprometam com a infância brasileira e efetivamente promovam o fim da publicidade e da comunicação mercadológica voltada ao público menor de 12 anos de idade.
colo de mãe
Carinho
Colo de mãe
Colo deixa o bebê mal acostumado?
Pode-se dar colo sempre que a criança chorar?
O colo é um jeito inteligente que a natureza inventou de dar ao bebê conforto e amor, do mesmo jeitinho que era dentro do útero. É isso mesmo, quando seguramos um recém-nascido no colo, damos contenção, segurança, calor, e o bebê tem a possibilidade de ouvir bem de pertinho aquele som tão conhecido – o coração da mamãe.
Por isso ele pára de chorar.
O que caracteriza o nascimento de uma criança é o corte do cordão simbiótico, mãe para um lado, bebê para outro. Esse é o parto fisiológico.
Mas a mulher leva um tempo para lidar com isso, para entender que seu filho nasceu, durante algum tempo ainda sente falta da barriga e de estar grávida. Com o bebê é a mesma coisa: ele ainda não sabe que nasceu e leva de 3 a 4 meses para começar a entender que toda vez que chora, a mãe vem de fora para atendê-lo. Sua fantasia inicial é de que ele mesmo “resolve” todos os seus problemas: cada vez que chora, a fome, o frio e a dor vão embora .
Portanto, podemos abusar do colo durante os primeiros meses, até mesmo porque daqui a muito pouco tempo ele vai para o chão brincar e dificilmente retorna ao colo.
Mas segurar seu filho no colo exige técnica, não é de qualquer jeito. Ele precisa estar bem aconchegado, confortável, seguro, mas sem estar apertado, próximo a mãe. É importante que exista o contato olho no olho; o recém-nascido precisa ver a sua mãe, pois é para ela que vai sorrir pela primeira vez e é dela que vai receber seu sorriso de resposta, tão importante para estabelecer sua primeira forma de comunicação que vai determinar sua relação com as pessoas pelo resto da sua vida. Criança que sorri e não recebe o sorriso resposta da mãe, desiste…
Bebê que chora no berço está solicitando ajuda, não necessariamente quer colo, às vezes só uma palavra de conforto, uma mão amiga para tocá-lo….
Dar colo ao seu filho é dar amor. É ensinar a primeira e a mais importante forma de comunicação dos seres humanos: afeto.
Abraçar é aceitar, é uma forma de dizer o quanto ele é bem-vindo, amado e desejado .
Através do colo você pode plantar a semente de um mundo mais compreensivo e humano.
Clarice Skalkowicz Jreissati
Psicóloga
Fonte: Guia do Bebê
A importância do afeto – DÊ colo e carinho ao seu bebê
Esse bloco do Globo Repórter está muito bom! E emocionante (chorei até!…)
Fala sobre a importância do afeto, de que todos precisamos e devemos receber colo (se nós adultos, precisamos de vez enquando do colinho, imagina nossos bebês?). Fala também dá importância das mães-cangurus, que ficam boa parte do dia com seus bebês prematuros coladinhos ao seu corpo, dando-lhe calor e muito, muito carinho.
Fica a dica!
Picos de crescimento
O que são picos de crescimento?
Picos de crescimento são alturas em que o bebé aumenta a sua necessidade de ingestão de leite, ou seja, pede para mamar mais vezes e fica mais agitado. Isto acontece, pois devido ao seu desenvolvimento, o bebé vai precisar de mais alimento, e como o peito não aumenta automaticamente a sua produção, o bebé precisa mamar mais vezes para receber a quantidade de leite que precisa. Esta situação também pode acontecer em alturas em que o bebé aprende coisas novas, como aprender a virar-se, a gatinhar, a andar ou a falar, o leite materno também é alimento para o cérebro!
Quando é que os bebés têm picos de crescimento?
As alturas mais comuns de picos de crescimentos são nos primeiros dias do bebé, por volta dos 7-10 dias, 2-3 semanas, 4-6 semanas, 3 meses, 4 meses, 6 meses e 9 meses, é claro que estas são alturas que podem variar de bebé para bebé ou podem acontecer e a mãe nem dar por isso, mas é bom ter uma ideia das alturas aproximadas em que isto pode acontecer. Estes picos podem continuar a ocorrer após o primeiro ano, mas como a criança já come outros alimentos mais regularmente, não são tão fáceis de detectar.
Quanto tempo dura um pico de crescimento?
Normalmente duram 2-3 dias, mas podem durar mais. Para que estes picos sejam mais suaves e durem menos tempo, siga os conselhos que apresentamos a seguir.
O que fazer quando surge um pico de crescimento?
Deve oferecer-se o peito sempre que o bebé pede, nestas alturas o regime livre torna-se ainda mais importante pois o bebé precisa receber uma maior quantidade de leite, e como não o consegue obter todo de uma só vez, vai precisar mamar mais vezes! Quantas mais vezes o bebé mamar, maior será o estímulo e maior será a produção de leite, só assim o seu corpo se poderá adaptar às novas necessidades do bebé. Não é aconselhável suplementar, pois ao oferecer um suplemento, o bebé não vai estimular o peito tantas vezes e assim a produção não tem a oportunidade de aumentar, e não irá acompanhar o crescimento do bebé.
Nestas alturas, a mãe que amamenta pode sentir mais fome e mais sede, e deve responder a estes pedidos do seu corpo, pois pode ser necessário para o aumento da produção!
O contacto pele a pele também pode ser uma ajuda, tanto para acalmar o bebé como para aumentar a produção de leite.
Traduzido e Adaptado por APPM
Fonte: http://www.kellymom.com/bf/normal/growth-spurt.html





