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Sorteio de wrap sling Kika de Pano

Quer ganhar um wrap sling?

O site Testado pela Mamãe está sorteando um wrap sling (e frete incluso).

A Aline Milanez, uma das mães que testam os produtos, adquiriu um Kika de Pano há algum tempo atrás e gostou tanto do produto que resolveu compartilhar sua experiência e nos convidou para fechar a parceria e presentear uma mamãe.

Aqui você encontra como a Aline foi atendida.

Aqui todos os detalhes do produto, os pontos positivos e negativos.

E AQUI VOCÊ PARTICIPA DO SORTEIO!

Vambora slingar?? O sorteio será realizado no dia 25 e as inscrições devem ser realizadas no site do Testado pela Mamãe!

E aproveite para tirar suas dúvidas sobre fraldas, copinhos, brinquedos e muito mais lá no site! E o melhor: ajuda você a não gastar dinheiro à toa!

Boa sorte a todos e todas!


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Palestras Gratuitas: Feira do Bebê, Gestante e Criança em Santos – SP

De 23 a 27 de fevereiro de 2011, acontece em Santos (SP) mais uma Feira da Gestante, Bebê e Criança.
Nesta edição, além das mamães & papais encontrarem tudo para enxoval do bebê, roupinhas, acessórios, para todos os gostos e mil cores, a Clínica Mar Saúde, terá um Espaço para Palestras. Gestantes, casais “grávidos” e mamães recentes poderão saber mais sobre Shantala, Yoga Pré-Natal, Dores nas Costas, Sling e Doula e nos dias 26 e 27 um curso bacanérrimo para Gestantes (porque toda informação é sempre bem-vinda, né?).

Dia 24/02 às 19h30′ (QUINTA-FEIRA), estarei lá, convidada pela Adriana, da Namaskar Yoga, para compartilhar minha experiência com slings, tirar dúvidas e falar um pouco sobre esse acessório tão simples e que aproxima pais & bebês (há séculos!) numa deliciosa extero-gestação.

Se você ainda não tem sling, poderá adquirir lá mesmo o Kika de Pano, se você tem e não consegue usar o seu (seja ele wrap ou não) leve consigo, para tirar suas dúvidas e já sair de lá slingando!

Para participar, basta enviar sua inscrição para marsaude@marsaude.com.br

Nos vemos lá!

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Dia 24, a palestra foi muito especial! Muitas mães interessadas no sling e todo mundo que passou por ali parou uns instantes para matar a curiosidade. Infelizmente, a máquina fotográfica quebrou e não consegui salvar nenhuma foto!
Mas, para alegria geral, fomos novamente no dia 26, para o curso de gestante e seguem fotos para registrar o momento!

Obrigada a todos da Clínica MarSaúde, a Adriana da NamasKar Yoga e a todas as mamães e papais que participaram do evento! E também ao maridão e a filhota que estão sempre juntos nesta aventura!

Bruna
março/2011

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Desmame Natural (é possível?)

Elsa Regina Justo Giugliani*

*Pediatra, professora da Faculdade de Medicina da UFRGS, presidente do Departamento de Aleitamento Materno da SBP, Especialista em Aleitamento Materno pelo IBLCE (International Board of Lactation Consultant Examiners)

O homem é o único mamífero em que o desmame (aqui definido como a cessação do aleitamento materno) não é primariamente determinado por fatores genéticos e instinto, sendo fortemente influenciado por fatores socioculturais. Hoje, ao contrário do que ocorreu por pelo menos dois milhões de anos, ao longo da evolução da espécie humana, a mulher opta (ou não) pela amamentação e, influenciada por múltiplos fatores, decide por quanto tempo vai (ou pode) amamentar. Muitas vezes, as preferências culturais (não amamentação, introdução precoce de outros alimentos na dieta da criança, amamentação de curta duração) entram em conflito com a expectativa da espécie. Algumas conseqüências dessa divergência já puderam ser observadas, como desnutrição e alta mortalidade infantis, sobretudo em áreas menos desenvolvidas. Porém, as conseqüências a longo prazo ainda não são totalmente conhecidas, já que transformações genéticas não ocorrem com a rapidez com que podem ocorrer mudanças de hábitos. Começam a ser mostradas evidências de que o não amamentar segundo as expectativas da espécie pode ter repercussões negativas ao longo da vida dos indivíduos. Assim, a não amamentação ou amamentação sub-ótima pode favorecer o aparecimento de doenças alérgicas, diversas doenças do sistema imunológico, alguns tipos de cânceres, obesidade, diabete e doenças cardiovasculares, além de interferir negativamente no desenvolvimento oro-facial. Provavelmente, com o aparecimento de novas pesquisas nessa área, outros males serão relacionados com os hábitos “modernos” de alimentação infantil, mas alguns aspectos dificilmente podem ser quantificados, especialmente os relacionados com a psique humana.

Atualmente, em especial nas sociedades ocidentais, a amamentação é vista primordialmente como uma forma de alimentar a criança, sob o controle total dos adultos. Assim, perdeu-se a percepção da amamentação como um processo mais amplo, complexo, envolvendo intimamente duas pessoas e com repercussão na saúde física e no desenvolvimento cognitivo e emocional da criança, além de repercussões para a saúde física e psíquica da mãe. Hoje, em muitas culturas “modernas”, a amamentação prolongada (cujo conceito varia de acordo com a “convenção” da época e do local) freqüentemente é vista como um distúrbio inter-relacional entre mãe e bebê. Perdeu-se a noção de que o desmame não é um evento e sim um processo, que faz parte da evolução da mulher como mãe e do desenvolvimento da criança, assim como sentar, andar, correr, falar. Nesta lógica, assim como nenhuma criança começa a andar antes de estar pronta, nenhuma criança deveria ser desmamada antes de atingir a maturidade para tal. Em harmonia com esta linha de pensamento, Dr. William Sears, um antigo pediatra, recomendava “Não limite a duração da amamentação a um período pré-determinado. Siga os sinais do bebê. A vida é uma série de desmames, do útero, do seio, de casa para a escola, da escola para o trabalho. Quando uma criança é forçada a entrar em um estágio antes de estar pronta, corre o risco de afetar o seu desenvolvimento emocional”. Essas palavras sábias podem ter pouco respaldo em sociedades individualistas, que tendem a acelerar o processo de independização do ser humano, substituindo o seio por métodos de auto-consolo como chupetas, paninhos, mantinhas, ursinhos, etc.

Segundo diversas teorias, o período natural de amamentação para a espécie humana seria de 2,5 a sete anos. Atualmente, a Organização Mundial da Saúde recomenda aleitamento materno por dois anos ou mais, sendo exclusivo nos primeiros seis meses. Apesar dessa recomendação, muito poucas mulheres no Brasil amamentam por mais de dois anos. As razões para a não amamentação prolongada variam desde dificuldade em conciliar a amamentação com outras atividades, até crença de que aleitamento materno além do primeiro ano é danoso para a criança sob o ponto de vista psicológico. Uma parcela de mães, apesar de demonstrar desejo em continuar a amamentação, sente-se pressionada a desmamar por profissionais de saúde, seus maridos, parentes, vizinhos e amigos. Pois, para a manutenção do paradigma que sustenta a afirmação de que amamentação prolongada não é natural, foi necessário criar vários mitos tais como o de que uma criança jamais desmama por si própria, que a amamentação prolongada é um sinal de problema sexual ou necessidade materna e não da criança e que a criança que mama fica muito dependente. Algumas mães, de fato, desmamam para promover a independência da criança. No entanto, é importante lembrar que o desmame provavelmente não vai mudar a personalidade da criança. Além disso, o desmame forçado pode gerar insegurança na criança, o que dificulta o processo de independização.

O desmame pode ser agrupado em quatro categorias básicas: abrupto, planejado ou gradual, parcial e natural. Sob a ótica de que o desmame é um processo de desenvolvimento da criança, parece razoável afirmar que o ideal seria que ele ocorresse naturalmente, na medida em que a criança vai adquirindo competências para tal. No desmame natural a criança se auto-desmama, o que pode ocorrer em diferentes idades, em média entre dois e quatro anos e raramente antes de um ano. Costuma ser gradual, mas às vezes pode ser súbito, como por exemplo em uma nova gravidez da mãe (a criança pode estranhar o gosto do leite, que se altera, e o volume, que diminui). A mãe também participa ativamente no processo, sugerindo passos quando a criança estiver pronta para aceitá-los e impondo limites adequados à idade. O Quadro 1 apresenta os sinais indicativos de que criança pode estar pronta para iniciar o desmame:

Quadro 1. Sinais sugestivos de que a criança está madura para o desmame

• Idade maior que um ano

• Menos interesse nas mamadas

• Aceita variedade de outros alimentos

• É segura na sua relação com a mãe

• Aceita outras formas de consolo

• Aceita não ser amamentada em certas ocasiões e locais

• Às vezes dorme sem mamar no peito

• Mostra pouca ansiedade quando encorajada a não amamentar

• Às vezes prefere brincar ou fazer outra atividade com a mãe ao invés de mamar

É importante que a mãe não confunda o auto-desmame natural com a chamada “greve de amamentação” do bebê. Esta ocorre principalmente em crianças menores de um ano, é de início súbito e inesperado, a criança parece insatisfeita e em geral é possível identificar uma causa: doença, dentição, diminuição do volume ou sabor do leite, estresse e excesso de mamadeira ou chupeta. Essa condição usualmente não dura mais que 2-4 dias.

Algumas vantagens do desmame natural encontram-se no Quadro 2:

Quadro 2. Vantagens do desmame natural

• Transição tranqüila, menos estressante para a mãe e a criança

• Preenche as necessidades da criança até elas estarem maduras para o desmame

• Fortalece a relação mãe-filho

• Ajuda a mãe a ser menos ansiosa com relação aos estágios de desenvolvimento de seu filho

O desmame abrupto é desencorajado, pois se a criança não está pronta, ela pode se sentir rejeitada pela mãe, gerando insegurança e muitas vezes rebeldia. Na mãe, o desmame abrupto pode precipitar ingurgitamento mamário, bloqueio de ducto lactífero e mastite, além de tristeza ou depressão, por luto pela perda da amamentação ou por mudanças hormonais.

Muitas vezes a mulher se depara com a situação de querer ou ter que desmamar antes de a criança estar pronta. Nesses casos, o profissional de saúde, em especial o pediatra, deve respeitar o desejo da mãe e ajudá-la nesse processo. O quadro 3 apresenta os fatores que facilitam o encorajamento do bebê para o desmame.

Quadro 3. Encorajando o bebê a desmamar: facilitadores

• Mãe segura de que quer (ou deve) desmamar

• Entendimento da mãe de que o processo pode ser lento e demandar energia, tanto maior quanto menos pronta estiver a criança

• Flexibilidade, pois o curso é imprevisível

• Paciência (dar tempo à criança) e compreensão

• Suporte e atenção adicionais à criança – mãe não deve se afastar neste período

• Ausência de outras mudanças ocorrendo: Ex.: controle dos esficteres

• Sempre que possível, desmame gradual, retirando uma mamada do dia a cada 1-2 semanas.

A técnica utilizada para fazer a criança desmamar varia de acordo com a idade da mesma. Se a criança for maior, o desmame pode ser planejado com ela. Pode-se propor uma data, oferecer uma recompensa e até mesmo uma festa. A mãe pode começar não oferecendo o seio, mas também não recusando. Pode também encurtar as mamadas e adiá-las. Mamadas podem ser suprimidas distraindo a criança com brincadeiras, chamando amiguinhos, entretendo a criança com algo que lhe prenda a atenção. A participação do pai no processo, sempre que possível, é importante. A mãe pode também evitar certas atitudes que estimulam a criança a mamar, por exemplo, não sentar na poltrona em que costuma amamentar.

Algumas vezes, o desmame forçado gera tanta ansiedade na mãe e no bebê, que é preferível adiar um pouco mais o processo, se possível. A mãe pode, também, optar por restringir as mamadas a certos horários e locais.

As mulheres devem estar preparadas para as mudanças físicas e emocionais que o desmame pode desencadear, tais como: mudança de tamanho das mamas, mudança de peso e sentimentos diversos tais como alívio, paz, tristeza, depressão, culpa e arrependimento.

Já se avançou muito na valorização do aleitamento materno nos últimos tempos. A recomendação da duração da amamentação passou de 10 meses na década de 30 para dois anos ou mais nos dias de hoje. Atualmente, fala-se em desmame natural como a forma ideal de desmame, sem especificar uma idade mínima ou máxima para que esse processo ocorra. Apesar desse avanço ainda estamos longe de encararmos o desmame como um marco do desenvolvimento da criança. Para chegarmos a este estágio, faz-se necessário entender e enfrentar as circunstâncias que, segundo Souza e Almeida, “ultrapassam a natureza e desafiam a cultura e a sociedade”.

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Confusão de Bicos Artifíciais, por Dr. Carlos Gonzalez

“Todo mundo sabe que quando os bebês se acostumam à mamadeira podem acabar deixando o peito. Muitas mães dizem: enjoou o peito. A explicação mais popular é que como a mamadeira é mais fácil, se tornam preguiçosos e não querem se esforçar com o peito.

Mas isso não é certo. A mamadeira não é mais fácil. Vários estudos, tanto em bebês prematuros como em bebês com graves deformações cardíacas, demostram que a frequência cardíaca e respiratória e o nível de oxigênio no sangue se mantem mais estáveis quando mamam no peito que quando tomam uma mamadeira. Os bebês nascem para mamar, seus músculos e reflexos estão especialmente desenhados para isso, enquanto que tomar uma mamadeira requer uma aprendizagem específica.

O problema não é que seja mais fácil ou mais difícil, se não que é diferente. O leite que há de ordenhar do peito, exceto as poucas gotas que saem só, e para isso a língua tem que empurrar ritmicamente até atrás. Além de ordenhar o leite, este movimento tende a introduzir o peito cada vez mais na boca, o que a sua vez permite ao bebê mamar melhor. Da mamadeira, ao contrário, o leite sai só, o bebê deve conseguir impedir que saia para poder engolir o que já tem na boca. Com a mamadeira, a língua se move ritmicamente até a frente. Este movimento tende a sacar a mamadeira fora da boca. Para impedir isso, todos os bicos artificiais do mundo se alargam na ponta, formando uma espécie de bola (para impedir que aqueles saiam da boca). Detrás dessa bola, o bico fica estreito, para que o bebê possa tomar a mamadeira com a boca quase fechada, se abrisse tanto a boca como para tomar o peito, de nada lhe serviria a bola, e a mamadeira se escaparia de uma forma ou de outra.

Alguns bebês maiores alternam sem nenhum problema peito e mamadeira (ou chupeta), fazem cada vez os movimentos precisos com a língua e com os lábios. Mas nas primeiras semanas são muitos os que se confundem, se tomam bem um e não aprendem com o outro. Durantes os primeiros dias, muitas mães dizem: todo o tempo está pedindo peito, mas não existe forma de que pegue a chupeta. (todo o tempo significa aqui antes de três horas) e muitas outras exclamam: não quer mamar e não entendo o que passa, porque todo o tempo está chupando a chupeta (e claro, a típica explicação: não quer o peito porque não sai nada, não é válida; nunca saiu nada de uma chupeta, e bem que a chupam).

A primeira vez que lhe dão uma mamadeira ao um recém-nascido (por exemplo, quando em meio de uma noite alguém decide lhe dar uma mamadeira para que não despertar a mãe), muitas vezes, o bebê não a quer. Aparte de que o leite sai raro e o bico também, e está duro e tem uma forma estranha, quando tentar mamar como se fosse o peito, o leite sai a tal velocidade que se engasga. O bebê expulsa o bico, cuspindo e chorando. Mas a enfermeira continua insistindo. A enfermeira carinhosa fala: “não é nada, esta menina tão esperta vai tomar o seu leitinho”, a enfermeira mal humorada fala: “visto que está bem de fazer palhaçada”, mas as duas insistem. Depois de uns segundos de angústia a bebê descobre que fazendo assim ou assado com a língua não se engasga. “Muito bem, vê que fácil? Fala uma enfermeira, “vê como era historia?” ,fala a outra.

Horas mais tarde, quando levam o recém-nascido com a sua mãe, penso o que mais tarde dirá cem vezes: “olha, mamãe, olha que sei fazer! Tenta fazer com o peito o que acaba de aprender com a mamadeira, empurrando com a língua. Surpresa e consternação, o peite sai da sua boca. Porque os peito não tem bola, todos os peitos do mundo acabam em ponta.

“ Me repeli o peito, chorando”, fala a atribulada mãe. Exausta depois do parto, em pleno furacão hormonal, presa da tristeza pós-parto (mais leve, mas muito mais frequente que a depressão), a mãe em realidade está dizendo: “me repeli o peito. Chorando”. Se sente rejeitada pelo próprio filho. É possível cair mais abaixo? “Não se preocupe” já se ajeitará, fala a enfermeira carinhosa. “Claro, porque você não tem leite”, fala a enfermeira mal humorada. Levam o bebê e lhe dão uma outra mamadeira. É o princípio do fim.

Alguns médicos insistem em que a confusão de bicos não existe, e em que dar uma ou várias mamadeiras ao recém-nascido não prejudica para nada a lactância materna. O certo é que não existem provas experimentais, porque para isso havia que dar-lhes mamadeiras a propósito a um grupo de bebês, escolhidos ao azar, para ver o que passa. Os que acreditam que isso não é mal, não se dão ao trabalho de fazer o estudo, os que acreditam que sim, que é mal, pensou que não seria ético fazer um estudo assim.

“Que mais dá que exista ou não exista?” Pensará o leitor, ante a dúvida, melhor não dar-lhe mamadeira e pronto. Pois parece que alguns dos que não acreditam na confusão recomendam dar-lhes a todos os bebês de peito uma mamadeira a cada semana, como mínimo, para que se acostumem. Porque se não, quando a mãe volte a trabalhar, ou qualquer outro motivo tenha que sair de casa, o bebê rechaçará a mamadeira. Vamos, que reconhecem que a confusão funciona ao menos em um sentido, e que o bebê que se acostuma ao peito logo rejeita a mamadeira.

Carlos González (2009). Comer, Amar, Amar. Madrid: Temasdehoy, p.288-291

Tradução: Sandra – Moderadora GVA

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Pesquisadores vão investigar motivos que levam a mulher a optar por parto normal ou cesariana

Partos programados pode estar relacionada ao aumento de bebês prematuros no país

Da Agência Brasil


Getty ImagesGetty Images

Parto normal dimunui riscos de infecção e difculdades respiratórias e facilita a amamentação, diz médica

Uma equipe de pesquisadores da ENSP (Escola Nacional de Saúde Pública), ligada à Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), vai investigar os motivos que levam a mulher a optar pelo parto normal ou pela cesariana e avaliar que consequências a escolha pode trazer para a mãe e o recém-nascido.

Com base em 24 mil entrevistas que serão realizadas em hospitais públicos e privados em todos os estados, os pesquisadores procurarão saber quais fatores influenciam a escolha pelo parto normal ou pela cesariana.

O projeto está sendo conduzido em parceria com o IFF/Fiocruz (Instituto Fernandes Figueira), universidades estaduais e federais e a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). Os resultados devem ser apresentados até o fim deste ano.

De acordo com a vice-presidente de Ensino, Informação e Comunicação da Fiocruz, Maria do Carmo Leal, que coordena o estudo, a alta incidência de cesarianas no país, principalmente em hospitais da rede privada, pode estar relacionada ao aumento do número de casos de bebês prematuros.

Segundo Maria do Carmo, quase metade (47%) dos 3 milhões de partos que ocorrem anualmente no país são feitos por cesariana. Nos hospitais públicos, as cesarianas representam 30% dos nascimentos e, nas unidades particulares, 80% do total. A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que o percentual fique entre 15% e 20%.

A médica citou estudos que apontam relação entre o crescimento do número de cesarianas, cerca de 44% nos últimos 33 anos, e o aumento da prematuridade, que com alta de 130% em 22 anos.

- Queremos entender por que isso vem ocorrendo e se esses fatos estão relacionados à forma de assistência ao parto. Afinal, a medicina é cada vez mais intervencionista em todas as áreas e também no nascimento.

Ela ressalta que a cesariana é importante quando há risco de complicações para aSegundo a médica, embora haja padrões que indiquem que o bebê está pronto para nascer, nenhum exame é capaz de determinar seu total amadurecimento.

- Só é possível saber isso quando a criança ‘avisa’. Afinal, o processo de amadurecimento varia, e umas precisam de mais tempo do que outras. Por isso, para um bebê que iria nascer com 40 ou 41 semanas, nascer com 38 semanas é prematuridade.

Tecnicamente, porém, os bebês não são considerados prematuros a partir da 37ª semana de gestação. Segundo Maria do Carmo, o indicador mais frequente de um nascimento antecipado é a imaturidade respiratória. Para a mãe, entre os problemas que podem ocorrer em função do parto cesariano, estão maiores possibilidades de infecção devido à cirurgia e mais dificuldade para amamentar o bebê.

Foram esses riscos que levaram a publicitária carioca Aline Barbosa a optar, logo no início da gestação, pelo parto normal. Ela disse à obstetra que fazia questão do parto normal e começou a fazer sessões de ioga para gestantes no terceiro mês de gravidez, para preparar o corpo para o nascimento do bebê.

- Tinha muito medo das possíveis complicações de uma cirurgia. Além disso, a recuperação no pós-parto é mais difícil em caso de cesariana.

Segundo a publicitária, muitos médicos encontram nos exames feitos durante a gravidez diversos motivos para indicar a cesariana. Seu caso, porém, foi diferente. Aline deu à luz, em parto normal, Maria Clara. A menina nasceu com 48 centímetros e pesando 3,6 quilos.

- Não tive problemas. Minha médica me orientou e fez de tudo para viabilizar o parto normal. Muitas mulheres têm medo do parto normal porque não sabem o que está acontecendo com o corpo. Por isso, buscar informação faz diferença. Não ameniza a dor, mas garante maior tranquilidade. mãe ou necessidade de salvar a vida do bebê, mas diz que, na maioria dos casos, não é esse o motivo da intervenção médica.

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Quando é necessário fazer cesariana?

Fonte: IG – Delas

O Brasil é recordista mundial em número de cesarianas. Enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que 15% dos partos sejam feitos desta forma, na rede médica particular brasileira este número chega a 84%, segundo dado da Agência Nacional de Saúde. As razões são muitas: desde remuneração insuficiente por parte dos convênios aos médicos que fazem parto natural até o medo das dores do parto. No entanto, o parto normal tem várias vantagens, como recuperação mais rápida e menos dolorida da mãe, menor risco de infecções e hemorragias e menor risco de dificuldade respiratória no bebê. O mais importante é que a escolha seja feita pela principal personagem desta história: a mãe.

“Como donos da informação, muitos obstetras não admitem questionamentos”, diz a ginecologista e obstetra Melania Amorim. “É difícil argumentar quando não se tem essas informações. Afinal de contas, quem está dizendo isso é o médico em quem a mulher confia e que acompanhou todo o pré-natal”, completa a obstetra Andrea Campos.

Foto: Getty Images

Nem sempre os dignósticos significam que a única saída é a cesárea

Os argumentos listados abaixo são comumente ouvidos pelas gestantes, mas nem sempre significam que à mãe só resta a opção da cesárea. Use toda informação a seu favor – até para encontrar um obstetra alinhado com seus objetivos. O ideal é que, em cada caso abaixo, o médico seja claro em relação às porcentagens reais de risco e ofereça informações completas para a escolha da mãe.

“O bebê está com o cordão enrolado”

“A ocorrência é muito comum e acomete até 40% dos partos”, conta Melania. Só que o diagnóstico de circular de cordão – quando o cordão umbilical está enrolado em qualquer parte do corpo do bebê – não é determinante, porque ele se mexe dentro da barriga o tempo todo. A ultrassonografia pode mostrar uma circular que irá se desfazer e o bebê nascer sem circular – ou, ao contrário, o bebê pode não apresentar circular no ultrassom e nascer com circular. “O bebê não ‘respira’ como nós, ele está em um meio líquido, seu pulmão é fechado e sua oxigenação é através do cordão umbilical. Ao nascer e observar a presença de circular, apenas retira-se, como um ‘cachecol’, pela cabeça ou corpinho”, explica a obstetra Mariana Simões.

“Você está com a pressão alta” ou “Você está com a pressão baixa”

A pressão baixa é comum na gravidez, não requer nenhuma medida drástica. Já a pressão alta pode levar a uma interrupção da gestação – não necessariamente cirúrgica. “Isso pode ser feito através da indução de um parto normal”, explica a Andrea Campos. Os obstetras podem se utilizar de hormônios ou procedimentos mecânicos, como o rompimento artificial da bolsa ou exames de toque vigorosos.

“O bebê não está encaixado”

O posicionamento correto do bebê pode acontecer só durante o trabalho de parto. São as contrações efetivas que fazem com que ele “desça” e se encaixe.

“O bebê passou do tempo”

“Bebês não ‘passam do tempo’, apenas têm um tempo diferente de maturidade. Segundo estudos mais recentes, após 41 semanas e 1 dia deve haver acompanhamento, mas não interrupção com cesárea”, diz Mariana. De qualquer forma, mesmo nestes casos a solução não é só a cesárea – também dá para acelerar ou induzir o trabalho de parto.

“Os batimentos do bebê estão acelerados”
Bebês dormem e se movimentam. Como nós, se dormimos ou estamos em repouso, há uma queda do batimento. Se nos agitamos, os batimentos se aceleram. Agora, se há uma aceleração persistente e foram excluídas causas fisiológicas – como taquicardia ou febre da mãe – pode ser indício de sofrimento fetal. “Neste caso, a cesariana pode ser necessária”, alerta Andrea.

“A cabeça do bebê é muito grande”
A desproporção céfalo-pélvica é um motivo real para escolher pela cesariana, mas o problema está no diagnóstico. “Muitas vezes usa-se esta desculpa antes do trabalho de parto, mas só dá para saber que existe a desproporção durante o trabalho de parto”, conta Melania. O problema acontece quando a cabeça do bebê não consegue passar pela parte mais estreita da bacia da mãe, mesmo quando a dilatação do colo uterino já é total. Por isso, é recomendável que mesmo quem opta pelo parto normal tenha uma estrutura de hospitalar à disposição.

“O bebê é muito grande”
A ultrassonografia não é precisa para determinar o peso do bebê. Mesmo assim, bebês com mais de 4 kg ainda podem nascer de parto normal. “Desde que a mãe não tenha uma diabetes descompensada, isso não é problema. O bebê geralmente tem o tamanho que passaria pela pelve”, conta Andrea.

“Você já fez uma cesárea anteriormente”
Muitas mulheres ficam surpresas e não acreditam que, mesmo depois de terem passado por uma cesárea, podem ter o segundo filho de parto normal. “Com até duas cesáreas anteriores, os riscos reais em trabalho de parto natural (sem indução farmacológica) é de cerca de 0,5%. Já com três cesáreas anteriores, pode-se haver até 5% de riscos de ruptura uterina e esse número para a medicina é considerado um valor alto”, descreve Mariana.

“Você não tem dilatação”
Antes do trabalho de parto, é normal não haver dilatação. Em geral, o colo só se dilata significativamente durante o processo. O que caracteriza o trabalho de parto são as contrações regulares a cada três minutos, com duração de em média três minutos. Antes disso, não há razão para esperar uma dilatação.

“Você está constipada”

“A constipação intestinal não exerce nenhuma influência sobre o parto”, garante Andrea. Nesses casos, complicações da cesárea podem agravar o quadro, já que o intestino pode ficar paralisado por algum tempo.

“O período expulsivo está demorando muito”
O período expulsivo é a segunda fase do parto natural. Ele vai da hora em que a dilatação está completa até o momento em que o bebê efetivamente nasce. Os limites toleráveis para a duração do período expulsivo são muito variáveis. “Há quem indique cesárea depois de 30 ou 40 minutos de período expulsivo. Mas, com analgesia, o ACOG (American College of Obstetricians and Gynecologists) considera segura uma duração de até 3 horas. Sem analgesia, 2 horas”, explica Melania. Antes disso, outras medidas podem ser tomadas, como a prescrição de ocitocina (hormônio que acelera as contrações), vácuo-extração ou fórceps. “Mas eu diria que só chegar a período expulsivo hoje no Brasil é uma vitória. A maioria das cesáreas são eletivas, realizadas antes do trabalho de parto”, lamenta Melania. E, consequentemente, antes de ser possível avaliar a real necessidade da intervenção cirúrgica.

Quando a cesárea necessária

Existem, sim, muitos casos em que ela pode salvar a vida da mãe e do feto. Mas a maioria das justificativas aparecem só durante o trabalho de parto. E mesmo as cesáreas eletivas – ou seja, marcadas – podem esperar este momento para ter certeza que o bebê está pronto para vir ao mundo. Veja alguns motivos que podem levar à cesariana e entenda porque, nestes casos, a intervenção cirúrgica é melhor:

- Estado Fetal Intranquilizador (sofrimento fetal): quando o bebê não está bem e o nascimento precisa ocorrer prontamente – e a cesárea é a via de parto mais rápida.

- Apresentação córmica: quando o bebê está atravessado no momento do trabalho de parto.

- Hemorragias maternas no final da gravidez: podem ocorrer por descolamento da placenta (quando a placenta descola antes de o bebê nascer) ou placenta prévia (quando a placenta recobre o colo do útero). As duas pedem uma cesárea. Mas sangramentos pequenos podem acontecer também pela dilatação do colo do útero e, neste caso, não há necessidade de cirurgia.

- Mãe portadora do HIV: pesquisadores do International HIV Group analisaram diversos estudos e concluíram que as chances de transmissão do vírus da mãe para o bebê diminui em 50% se feita a cesariana programada.

- Apresentação pélvica em primigesta (bebê sentado em mulheres que nunca pariram): o bebê pode nascer sentado, mas nestes casos o risco relativo do parto normal é maior que o da cesárea.

- Herpes genital com lesão ativa: há maior chance de o bebê se infectar durante o parto normal do que na cesariana eletiva.

- Prolapso de cordão: o cordão sai antes do bebê. O problema é que quando o bebê passa pelo canal, quando feito o parto normal, provoca uma pressão no cordão, impedindo a passagem de sangue para a criança.”

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Desconstruindo o Mito da “Super-Mãe”

Fonte: Blog Mãe Global

Escrito por Gladys Atchabahian e Rosana Watson

Desconstruindo o Mito da “super mãe”

O caminho de um ser humano feliz e saudável começa nos primeiros anos de vida, quando o desenvolvimento intelectual e emocional depende dos primeiros cuidados que são dedicados à criança. Esses cuidados constroem o afeto, que é fundamental para o desenvolvimento do ser humano. O tempo que dedicamos às nossas crianças é muito valioso e, se for com qualidade, esse ser em formação será mais auto-confiante e feliz, e um mundo melhor depende de indivíduos mais felizes e saudáveis.

Ao mesmo tempo em que a maternidade é maravilhosa, sentimos o quanto é difícil dar conta das nossas próprias expectativas do ideal de ser mãe. Para entendermos de onde vem este ideal, vamos voltar ao século XVIII para ver como foi construído o mito da “mãe perfeita”.

Numa época em que muitas crianças morriam por falta de cuidados básicos, a normatização dos padrões de higiene foi de grande importância. Foi preciso convencer tanto mulheres quanto homens que a amamentação era necessária para o desenvolvimento dos bebês. Essas foram mudanças positivas que ocorreram a partir do século XVIII. Paralelamente às normas de higiene e amamentação, foi sendo construído o mito da “mãe perfeita”, com base na mãe abnegada, devotada, e que se esquece completamente dela mesma para pensar só nos filhos. As mães eram responsabilizadas pelo sucesso ou fracasso da criação da sua prole. Para que haja, então, sucesso na criação dos filhos, espera-se de uma “boa mãe” o extremo da abnegação e dedicação, renunciando a tudo pela família. Esse discurso ainda repercute nas mulheres de hoje, que podem sentir-se frustradas quando não conseguem atingir este padrão idealizado da “mãe perfeita”.

Ser mãe nos remete à nossa própria história de vida, portanto cada mulher vivenciará a maternidade de forma diferente. Não existem fórmulas perfeitas de como ser mãe. Segundo D.W. Winnicott, pediatra e psicanalista inglês, as mães deveriam confiar mais em si mesmas, filtrando as interferências que perturbam as intuições que se desenvolvem naturalmente. Apenas para dar um exemplo, algumas mães desejam amamentar, mas não conseguem por algum motivo e sentem-se culpadas. Como alternativa, o afeto pode ser construído através de uma troca de olhares e da maneira como a mãe acolhe seu filho no colo. A mãe que deseja amamentar e não consegue, portanto, encontra outras formas de dar afeto e estabelecer uma relação mãe-filho saudável.

Certa angústia também pode ocorrer com a mãe que trabalha fora e não está presente durante o dia. Quando exacerbado, este sentimento acaba afetando as crianças, que captam nossas emoções e respondem ao nosso reflexo mental. Quando a mãe, por outro lado, está consciente de que seu trabalho faz parte da sua realização como pessoa, fica muito mais fácil lidar com esses sentimentos. Muitas mulheres sofrem por cobranças internas de perfeição e por não se encaixarem nos padrões da mãe perfeita e abnegada, tão aclamados no passado. Winnicott criou o termo “mãe suficientemente boa” para definir aquela mãe que sabe, naturalmente, as necessidades do seu filho nestes primeiros meses de vida em que mãe e bebê estão ligados intimamente.

Durante a gravidez, a mulher vai sendo preparada para ser mãe e sabe sê-lo sem que precise aprender nada nos livros. É normal que existam falhas durante o processo de cuidados e educação, mas a correção destas é tido como sucesso, na visão de Winnicott. Pais e mães que trabalham fora muitas vezes adiam alguns projetos profissionais, como um curso à noite por exemplo, enquanto os filhos são pequenos e requerem mais nossa presença. Nos primeiros sete anos as crianças estão formando sua personalidade, absorvendo conceitos, e a presença de pais ou cuidadores que estejam atentos à uma boa formação é fundamental.

Escolhas que envolvem nossos filhos normalmente não são fáceis. É preciso que entremos em contato com nossos valores mais íntimos para fazer a melhor opção. Mais uma vez, estar livre de interferências externas, isolando opiniões de terceiros que podem ser prejudiciais quando não julgadas devidamente, é aconselhável. As famílias são diferentes umas das outras, não existem padrões que sirvam para a maioria. A vida é extremamente dinâmica, feita de fases, e as decisões não precisam durar para sempre. Com filhos, estamos a todo momento revendo nossas atitudes e escolhas. O equilíbrio que tanto queremos é algo dinâmico como a vida, estamos sempre em busca do melhor, porém não somos ainda perfeitos.

Ser “super-mãe” é um mito. Ser “mãe suficientemente boa” é uma conquista e um aprendizado para muitas de nós. Fernando Pessoa nos fala deste caminhar na beleza de sua poesia…

De tudo na vida ficaram três coisas:
A certeza de que estamos sempre começando…
A certeza de que precisamos continuar…
A certeza de sermos interrompidos antes de terminar…

Portanto, devemos:
Fazer da nossa interrupção um caminho novo…
Da queda um passo de dança…
Do medo uma escada…
Do sonho uma ponte!

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Babysling: opção para carregar bebês

As dores nas costas são uma reclamação frequente entre as mães. No período de dois anos desde a gravidez até o bebê andar, muitas mulheres sofrem com dores na coluna. As transformações do corpo para abrir espaço para o desenvolvimento do feto no útero durante a gestação incluem a movimentação dos ossos da coluna. Após o parto, ainda com os ossos voltando a seus lugares, a mãe entra na maratona de carregar o bebê.

Para diminuir o peso que sobrecarrega a coluna, diferentes povos buscam soluções. Há milhares de anos, africanas, indianas, japonesas, chinesas e índias nativas da América do Norte prendem os bebês de diversas maneiras a seus corpos para transportá-los ou para mantê-los próximos durante a execução de trabalhos domésticos ou da lida na lavoura.
Outras soluções foram criadas para mamães – e mesmo papais –, mas muitas vezes inadequadas. Em recente viagem que fiz aos Estados Unidos, notei que existe uma forte tendência ao uso de babysling, uma faixa de tecido de cerca de dois metros de comprimento por um de largura, que se ajusta ao corpo do adulto. O acessório é unanimidade quando se fala em praticidade: além de deixar as mãos das mamães sempre livres, mantém os bebês pequenos confortavelmente deitados.

Veja as principais vantagens do babysling:

1) A proximidade permite que os bebês escutem os batimentos cardíacos da mãe, como se ainda estivessem no aconchego do útero. É um colinho e tanto!

2) O peso fica melhor distribuído, o que implica em menor esforço de parte da mulher para carregar a criança. Isso é possível porque o acessório tem pontos de apoio nos ombros e costas.

3) Os babyslings oferecem segurança. Além dos presos por argolas, há os fechados com velcro. De toda maneira, os pais precisam verificar o estado da costura e do tecido.

4) Entre os cuidados a tomar, é necessário observar sempre para que o pano não cubra o rosto do bebê. Não é aconselhável colocar objetos dentro. Tomar cuidado quando transportar a criança, segurando-a ao se inclinar para frente.

5) Vale lembrar que o babysling não é adequado para andar de bicicleta. No carro, o correto é levar a criança na cadeirinha presa ao banco.

6) Como orientação geral, convém evitar o uso do babysling por longos períodos. Fazer alguns alongamentos antes e depois de pegar o bebê ajuda a diminuir o cansaço. Além disso, sempre é bom tomar cuidado na hora de levantar ou colocar a criança no berço. Os joelhos flexionados ajudam a diminuir o impacto do peso sobre a coluna.

Na história recente, os ocidentais adaptaram as tais tipóias para carregar seus filhos. No Brasil dos anos 1960, estava na moda o canguru, que gerou polêmica porque muitos achavam que prejudicava o quadril, pois o bebê ficava de pernas abertas, como nos modelos mochila e dos antigos chineses. O babysling de agora tem mais a ver com o tipo usado pelos índios norte-americanos, chamado papoose, que deixa o bebê embrulhado como se fosse um “charutinho”. Ele leva vantagem em relação a estes outros modelos também porque as pernas do bebê se mantêm unidas, não alterando o desenvolvimento do quadril. O deslocamento do quadril pode ocorrer com o uso contínuo de carregadores de bebê que deixam as pernas abertas, como o do tipo cadeirinha. O babysling não aumenta a curvatura da coluna vertebral do bebê e não acarreta vícios de posição.

Pediatras e psicólogos ressaltam o benefício de se manter o bebê próximo ao corpo da mãe, dizendo que as crianças criadas assim choram menos. Eles atribuem ao “carregador de bebês” outras vantagens, como o fortalecimento do vínculo entre mãe e filho e a criação de bebês mais relaxados. Alguém pode falar que o babsling deixa a criança muito dependente. Eu não penso assim. Acho que os filhos precisam mesmo do contato com a mãe.

Dr. Ravaglia – médico ordopedista

Fonte: Instituto Ortopedia e Saúde

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Os avós e a educação dos netos

Fonte: Crescer

Pesquisa comprova o que todo mundo já sabia: crescer ao lado dos avós é gostoso e faz bem para a criança

Ficar na casa dos avós geralmente é sinônimo de diversão. É comer pipoca e bolo de chocolate, brincar de luta no tapete da sala, ter a comida preferida na hora da refeição e ouvir muitas histórias. Mas não é apenas nas brincadeiras e na fuga da rotina que o papel deles é desempenhado; os avós podem ser conselheiros, educadores e um conforto em momentos difíceis.

A importância deles no desenvolvimento das crianças foi atestada em uma nova pesquisa da Universidade de Oxford, na Grã-Gretanha, com 1,5 mil crianças e adolescentes de 11 a 16 anos. Os estudiosos observaram que as crianças que tiveram os avós por perto cresceram mais felizes. Principalmente nos dias de hoje, quando os pais têm uma rotina atribulada, a proximidade é ainda mais benéfica – e necessária.

De acordo com o estudo, quase um terço das avós maternas tomam conta dos netos regularmente na Grã-Bretanha. Em entrevista a BBC Brasil, Eirini Flouri, do Instituto de Educação de Londres, disse que, em épocas de separação dos pais, muitos avós desempenham um papel importante ao trazer conforto aos netos e estabilidade a toda a família. A pesquisa também levantou que os avós foram muito importantes no momento de superar dificuldades como a implicância de colegas da escola e no planejamento do futuro, como a escolha da faculdade.

No colo dos avós é seguro
Alguma vez você pensou que seus pais ou sogros não dariam conta de um bebê ou que poderiam ficar desatentos por alguns minutos e ele se machucaria? Os americanos levam essa história tão a sério que fizeram uma pesquisa e constataram que crianças que ficam com os avós não têm esse risco aumentado por conta da idade dos cuidadores. Se você deixar seu filho com os avós – principalmente agora, que você está no trabalho e seus filhos de férias -, fique tranqüilo e não se esqueça de deixar também:

• uma quantia em dinheiro, para eles comprarem o que a criança precisar

• uma lista de telefones para emergências

• recomendações com horários da rotina do bebê

E lembre-se do ônus: eles vão palpitar, sim, sobre a educação da criança. Mas com uma boa conversa, entrar em um acordo não será tão difícil.

Para entender mais sobre o papel dos avós na educação dos netos, conversamos com as avós e especialistas Teresa Bonumá, terapeuta de casais, e Edimara Lima, psicopedagoga da Prima Escola Montessori, em São Paulo. Veja o que elas disseram:

CRESCER: Como os avós contribuem na educação dos netos?

Teresa Bonumá:
Os avós têm uma função de continuidade na educação das crianças, que começa com os pais. Eles podem e devem mimar os netos, brincar, levar para passear, dar conselhos, ter pequenos segredos, mas sempre respeitando a disciplina e os costumes impostos pelo pai e pela mãe.

Edimara Lima: Um papel muito importante está na formação da identidade. São os avós que carregam essa herança e, ao repassá-la, ajudam na construção das raízes, o que é muito importante para o desenvolvimento da criança. A minha filha adorava quando eu contava para ela algumas histórias da família, e hoje em dia, eu faço isso com o meu neto.

CRESCER: Até onde vai a interferência dos avós?

Teresa: Mesmo que não concordem, os avós precisam agir de acordo com os princípios dos pais. Se eles não querem que o filho coma chocolate ou tome refrigerante, os avós não podem fazer isso quando o neto está na casa dele. As crianças precisam de regras, que devem ser impostas pelos pais e seguidas pelos avós.

Edimara: Além disso, os avós também não devem criticar os pais em frente ao neto.

CRESCER: Quando os avós vivem na mesma casa que os netos, o que muda nessa relação?

Teresa: Nesse caso, os avós precisam entender que, apesar de participarem da educação da criança, o papel deles está em segundo plano. Eles não podem interferir quando o pai está dando uma bronca no filho. Apesar de não ser fácil, é preciso estabelecer um limite entre autoridade dos pais e dos avós para que a própria criança não confunda os papéis. O segredo está em muita conversa.

Edimara:
A situação é mais delicada. Mas, como estão todos na mesma casa, é preciso que as regras sejam únicas e respeitadas por todos.

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Como poupar dinheiro na volta às aulas?

Fonte: Estimula Kids

Essa época de volta às aulas implica sempre gastar dinheiro: Uniforme, calçado novo, mochila nova e mil e uma coisas novas para a escola. Esse mês que pode ser particularmente difícil para os pais em termos financeiros, existe algumas estratégias para poupar dinheiro na volta às aulas.

Lista – Além da lista de material da escola, enumere também o que a criança vai precisar, como: roupas, sapatos, material de higiene, mochila e estojo. Assim se torna mais fácil não ultrapassar o orçamento e evitar compras impulsivas e supérfluas, quando se sabe exatamente aquilo que é necessário comprar.

O antigo pode ser novo
. Procure pela casa, no quarto,escritório, nas gavetas e nas mochilas do ano passado todas as canetas, lápis, canetinhas, apontador, borracha, estojo e reúna todo o material escolar que possa ter sobrado e que possa ser reutilizado. Para além de poder começar a riscar itens da sua lista, já começou a poupar dinheiro.

Quanto mais cedo, melhor.
Comece a comprar material escolar o mais cedo possível, pois, quanto mais nos aproximarmos da volta às aulas, mais elevados são os preços. Aproveite os saldos de Verão para adquirir roupas e calçados novos e não se esqueça das lojas outlet que oferecem grandes descontos – mesmo que sejam de coleções passadas, o importante é investir em bons básicos para as crianças.

Pesquise e compare.
Qualquer supermercado ou loja disponibiliza, hoje em dia, material escolar. Então, qual é a principal diferença? O preço, claro! Antes de comprar, pesquise vários locais – desde a loja especializada em material escolar e até o supermercado. Faça uma lista do material escolar que necessita de comprar e solicite orçamento em 2 ou 3 lojas diferentes para determinar qual aquela que vai economizar mais dinheiro.

Livros de segunda mão.
Verifique na escola qual será a lista de livros ou apostilas adotadas nesse ano letivo, antes de comprar os livros, verifique se o seu filho mais velho, um primo, vizinho ou mesmo alunos mais velhos da escola, não terão esses livros e o poderão emprestar durante o próximo ano letivo. Uma maneira fácil de poupar dinheiro na volta às aulas.

Qualidade vs. Quantidade. Existem certas coisas em que vale a pena investir se pretende poupar dinheiro no regresso às aulas: uma boa mochila, lancheira, estojo, tesoura, um bom tênis são apenas algumas das coisas que as crianças vão precisar todos os anos, ou seja, em vez de ter de comprar um novinho em folha a cada ano letivo, invista em peças de qualidade, sem seguir tendências, para que durem, no mínimo, 2 ou 3 anos.

Criança fica em casa
. Evite levar as crianças para comprar os itens da lista de material, existem diversos personagens que elas amam, são materiais com cheirinhos, gliter, luzes, etc., e esses artifícios são sempre mais atrativos para as crianças e mais caros.
Uma “coisinha” ou outra não tem como evitar, mas tudo faz uma diferença enorme no orçamento.

Analise as compras.
Depois de ter riscado todos os itens da lista de compras para a volta às aulas, analise os recibos de compra, para saber se realmente poupou dinheiro ou se poderia ter poupado mais e como. No próximo ano analise a diferença de preços. Poupar dinheiro também é um processo de aprendizagem e de prática!

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