Saúde dos Bebês

Febre: Amiga ou Inimiga?

Dê-me febre, e posso curar todas as doenças” – Hipócrates

Texto de Colleen Huber, www.naturopathyworks.com

(Tradução: Pat Feldman)

Muitos pais consideram a febre por si só perigosa. Alguns pais têm tanto medo, que só da temperatura do seu filho aumentar para 37 graus, eles dão a ele uma substância tóxica ao fígado, como acetaminofeno ou iboprufeno. Pior ainda são alguns pais que dão aspirina aos seus filhos a qualquer sinal de febre, que os expõe a um risco perigoso de desenvolver a doença de Reye, que exige tratamento para o resto da vida (Nota minha: não conheço esta doença, mas vou buscar algum link sobre o assunto).

Como a febre tornou-se uma condição tão perigosa aos nossos olhos, a ponto de colocarmos em risco o bem estar das nossas crianças só para baixá-la?

Vamos primeiro considerar as funções da febre e como ela funciona. As duas funções da febre são:

Estimular o sistema imunológico.
Criar um meio “desagradável” para organismos invasores. Isso significa tornar a temperatura alta o suficiente para que os micróbios invasores não sobrevivam.
Tipicamente, quando qualquer tipo de micróbio invade o corpo, ele é comido vivo pela primeira linha de defesa: macrófagos (os “grandes comedores”). Os macrófagos então recrutam outras células do sistema imunológico e fazem a interleucina um(IL-1). IL-1 é um dos muitos pirógenos endógenos, o que significa que é uma parte do corpo que dá o sinal para que a temperatura seja aumentada.

Como a febre é feita

IL-1, junto com outros pirógenos e proteínas é lançado na corrente sanguínea e segue para o hipotálamo no cérebro.

O hipotálamo age como um perfeccionista quando diz que a temperatura corporal deve ser exatamente 36,5 graus. Ele também nos diz que nossos hormônios devem ser mantidos em quantidades fixas na nossa corrente sanguínea. Então quando o hipotálamo recebe o sinal da IL-1, ele fica sabendo que a temperatura corporal normal não é mais suficiente para manter o bom andamento do organismo.

Agora nós temos a mais incomum circunstância de vários patógenos invasores, e em momentos extraordinários como este, a temperatura deve se elevar em alguns graus se queremos nos ver livres do mal e manter nosso organismo saudável. Então o hipotálamo produz outra substância química, o PGE-2. O PGE-2 então aumenta a temperatura do corpo até, vamos dizer, 38 graus ou qualquer outra temperatura determinada pelo hipotálamo, suficiente para proteger o corpo do invasor.

Então como o corpo realmente aumenta a temperatura, uma vez que o hipotálamo determinou que isso se faz necessário?

Se ainda estamos saudáveis e dispostos o suficiente para deixar as coisas chegarem neste ponto, então nossos mecanismos geradores de calor incluem o seguinte:

- Tremor
- O hormônio TRH
- Vasoconstrição

Outro mecanismo que toma parte é a “piloereção” (arrepios), que está associado à supressão do suor. Suor é um mecanismo de resfriamento do corpo, então agora que temos calor sendo gerado, não querermos perdê-lo (o calor). Isto resulta numa fantástica sinergia de mecanismos de auto-cura em nosso organismo – uma verdadeira sinfonia de respostas coordenadas respondem à febre.

Os benefícios da febre

Mais antocorpos – células treinadas para atacar especificamente o tipo exato de invasor que está atrapalhando nosso corpo – a febre aumenta mais a produção dos anticorpos do que qualquer remédio químico.
Mais glóbulos brancos (os “bons moços”) são produzidos, circulando, mobilizando e armando para lutar e expulsar os invasores.
Mais “interferon” é produzido (outro “bom moço” do sistema imunológico, que bloqueia os vírus de se espalharem pelas células saudáveis).
Aumenta a temperatura corporal, o que efetivamente mata micróbios. (A maioria dos vírus e bactérias efetivamente crescem melhor abaixo da temperatura corporal, é por isso que eles gostam dos nossos narizes gelados no inverno). Papais e mamães, não são seus filhos que estão pedindo um anti-térmico para baixar a febre, são os germes!

Tratando a febre de uma forma natural

O tratamento natural é para manter a febre, a não ser que ela suba muito ou muito rápido. Uma febre de 38,7 C a 39,5 C é considerada uma defesa excelente contra micróbios. Temperaturas como esta também curam o corpo de forma mais efetiva. Manter a febre significa trabalhar pela cura. Por exemplo, um efeito da febre é reduzir o movimento peristáltico, que é o movimento da comida no intestino.

Para manter a febre os médicos naturalistas recomendam consumir alimentos como caldos e água até a febre cessar. A febre também é melhor suportada com descanso. Mesmo quando a criança aparenta sono, o seu organismo está trabalhando a todo vapor, para executar todas as funções descritas acima.

Exercícios e outros tipos de atividades distraem a energia do corpo para este processo de vital importância do sistema imunológico. Os naturopatas olham para a doença enquanto o corpo tenta se curar. Além do mais, é melhor ajudar as defesas do organismo, e não suprimi-las com exercícios ou trabalhos nessas horas.

Os naturopatas comparam o medo dos sintomas de febre com aquele medo que você sente quando vê uma luz diferente acesa no painel do seu carro. A luz diz que tem algo errado, mas apagá-la simplesmente não resolve o problema que a fez acender. Baixar a febre é como apagar a luz do painel sem consertar o problema que a fez acender. O certo é consertar o problema, desta forma a luz automaticamente se apaga. Os pais deveriam se perguntar como eles podem enxergar os sintomas de seus filhos de forma lógica e racional como eles enxergam o problema com a luz do carro: será que nós realmente queremos suprimir os sinais de alerta do nosso organismo?

No caso da febre, o sinal de alerta é muito mais uma ajuda para se defender da doença do que a fonte de doença propriamente dita.

Quando é hora de procurar ajuda de um médico?

- Bebês com menos de 1 mês de idade e temperatura acima de 38 C. Procure ajuda médica imediatamente se seu filho se encaixa neste quadro. Enquanto espera por atendimento, amamente com leite materno sempre que o bebê quiser. O leite materno tem anticorpos produzidos imediatamente quando a boca do bebê está em contato com o bico do seio, então são produzidos anticorpos específicos para o problema do bebê.
- Bebês entre 1 e 3 meses de idade com temperatura superior a 38 graus, se eles parecerem dentes. Novamente, amamente em livre demanda enquanto espera o atendimento médico.
- Crianças entre 3 meses e 3 anos de idade, com temperatura acima de 39 C, se eles parecerem doentes e abatidos.
- Qualquer pessoa, adulto ou criança, com temperatura acima de 40 C.
- Para crianças fora das condições descritas acima, descanso (de preferência deitados na cama) e ingestão regular de líquidos controlarão a febre e a deixarão fazer o que tem que ser feito; curar seu filho.

Colleen Huber, 46, é esposa, mãe e estudante do Southwest College of Naturopathic Medicine em Tempe, Arizona (EUA), onde ela está estudando para ser uma médica naturopata. Sua pesquisa original dos mecanismos da enxaqueca foram publicados na Lancet e Headache Quarterly, e foram repostadas no prestigioso The Washington Post.

Sua pesquisa com placebos duplo cego controlado com homeopatia foi publicado no Journal of the American Institute of Homeopathy, European Journal of Classical Homeopathy, and Homeopathy Today. Seu site Naturopathy Works introduz a medicina naturalista aos leigos e mostra vasta referência no assunto.

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Convite – Encontro de Mães na SMAM 2010

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Banho de Balde – Ofurô para bebês

O Balde-Ofurô é uma opção diferente para o banho do bebê, porque oferece uma oportunidade de relaxamento através da imersão na água, a exemplo dos banhos de ofurô.

A água quente (37 a 38ºC) é relaxante, analgésica e organizadora, imita o ambiente intra-uterino e permite melhora nos estados de agitação, insônia e cólica dos bebês.

Os banhos podem ser dados desde o primeiro dia de vida até quando o bebê ainda couber (4 a 6 meses de idade). Não é necessário o uso de outro tipo de banheira. Nas primeiras semanas é preciso ajuda para que um adulto segure o bebê e o outro passe sabonete. Depois de um tempo o bebê fica mais firme e uma só pessoa pode dar conta.

Se for de preferência dos pais, o bebê pode usar o ofurô só para relaxar, depois de um banho na banheira tradicional. O bebê pode ser banhado embrulhado (se for só para relaxamento) ou nu (se for feita a higiene também).

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Crianças que dormem com os pais tem menos problemas

Publicado originalmente em:
LaVanguadia.Es
Entrevista realizada por Raquel Quelart

Ter um filho é uma experiência transcendente. É como uma semente que é plantada para garantir a passagem para a eternidade. Por isso é tão importante para os pais, mais do que dinheiro ou trabalho, mas muitas vezes as crianças não foram dedicadas tempo suficiente. Para o pediatra Carlos Gonzalez, presidente da Associação Catalã para Ação em Aleitamento Materno (ACPAM) , é um erro grave. Alguns pais das crianças enchem os filhos de presentes para cobrir sua falta de atenção, quando o que precisamos é de mais horas de pai e mãe. Gonzalez recomenda ignorando os livros que dão dicas sobre como criar um filho, porque é melhor deixar ir pelo senso comum. Parece estranho porque acaba de publicar um livro. Mas isso é o que dita a sua experiência como pediatra, mas também como pai de três filhos, que comem e dormem mais.

Carlos Gonzalez nasceu em Saragoça em 1960 / Agustin Amate
- Como criar bem um filho?
- Compartilhando mais tempo com ele.

- Mas há muitos pais que têm que trabalhar.
- Sim, mas no fundo todos podemos dar ao luxo de cuidar dos filhos. Meus pais fizeram comigo. É uma questão de prioridades.

- Quais as prioridades?
- Se você quer muitas coisas materiais ou passar mais tempo com eles. Às vezes o padrão de vida não é tanto o dinheiro que você faz, mas como você vive e fazer o que quiser.

- Seus pais o educaram assim?
- preferiram ficar comigo ao invés de trabalhar, mesmo se nós estávamos indo de férias ou de carro. Tenho seguido o exemplo. Quando meus três filhos nasceram eu parei de trabalhar e comecei a escrever a partir de casa, porque o que poderia ser mais gratificante do que ser um pai?

- Não posso comprovar.
- Bem, se você é um ministro, o Prêmio Nobel ou cirurgião, pode ser mais gratificante, mas se você é um pediatra ou trabalhando em um supermercado, será mais gratificante ficar com seus filhos.

- Por que é tão transcendente ter filhos?
- Dentro de algumas décadas os que continuarão por nós sera a nossa prole. Eu li isso na rua como um adolescente, um grafite na parede que dizia: “Devemos considerar que a imortalidade é nas crianças.”

- Nunca havia pensado nisso.
- Como somos e como vivemos dependerá de nós mesmos .

- O que significa criar um filho naturalmente ?
- Normalmente, nós seres humanos ignoramos o nosso bebê: quando ela chora, levá-lo em seus braços, se você acordar, reconfortante … que colocá-lo para dormir em um quarto separado desacostumado às armas é um recém-inventado.

- E se eu quero dormir sozinho?
- Acima de tudo, não devemos deixá-lo chorar. É como se nós chegamos em casa e encontramos nossas esposas soluçando, normalmente não perguntamos o que aconteceu? E se meu filho está, vou passar por cima e começar a ler um livro? É claro que eu vou me preocupar!

- O que um pai deve fazer se seu filho chora à noite?
- Bem, ao ouvir seu filho porque, mas não quer deixá-lo dormir suas lágrimas ou remorso , que vai durar muito mais do que chorar. E eu não quero viver com a lembrança de que “meu filho me chamou e eu não estava.”

- Então nós o levamos para nossa cama?
- Claro. Geralmente é mais confortável, embora alguns persistiamem até seis vezes a cada noite levantar para consolar seu filho, mas eu não estou disposto a fazer esse sacrifício, quando tudo é resolvido colocando-o na cama.

- …
- Eu dormi com meus pais, e meus pais e avós. A maioria das pessoas também já fez isso, mas tem dificuldade em dizer porque é desaprovada. Gabriel Mistral disse que “todo homem é amargo que ele nunca dormia no colo da mãe”.

- Mas não há nenhum estudo científico que diga isso.
- O preconceito é pensar que as crianças que dormem com os pais são mais dependentes. Mas, segundo alguns estudos, os que dormem na cama dos pais têm menos problemas de saúde mental.

- Uau.
- Os pais muitas vezes, impõem as suas regras absurdas que fazem as crianças sofrerem por seus filhos ea si mesmos. Por exemplo, muitas vezes não pegá-los em seus braços ou deixá-los chorar quando posto para dormir sozinho.

- Então, quais regras devem ser seguidas?
- Os pais querem, o que é mais conveniente para pôr em prática. Estou convencido de que os livros não são obrigados a levantar uma criança.

- E o que você diz como um escritor, também um pediatra.
- Sim, eu percebi que muitos pais nem se preocupavam em não ser capaz de implementar as recomendações lidas em livros, ou eles quebraram seu coração, quando aplicado.

- Os pais às vezes se preocupam muito com seus filhos?
- De certa forma, sim. E eu acho que reflete o fato de que a maioria das pessoas têm menos filhos do que antes e estão preocupados com a bobagem. A mãe chegou para mim perguntando o que eu poderia fazer se seu bebê não gosta de abobrinha. Mas se muitos pais com sete filhos, nem pergunta se estes alimentos são baseados em hambúrgueres e batatas fritas!

- Que diferença!
- Hoje 80% das mães são novatas, porque começa a ter mais de um filho .

- E ainda assim não conseguem educá-los como quiserem.
- Na Espanha, as crianças começam a ir ao jardim de infância, aos quatro meses de vida, quando em países como a Alemanha, são apenas 6%, ea escola normal na Finlândia não começa até que a sete anos. Para não mencionar os pais que deixam a criança uma hora antes do início da escola e as buscam uma hora depois de terminá-lo.

- Tem que ir trabalhar.
- Sim, e quantos se sentem mal e tentam compensar dando todo o carinho quando estão com eles. Mas há outros pais que, como eles disseram para levar uma criança nos braços ou tocá-lo muito mal-comportadas, eles compram brinquedos, eletrônicos e levá-los em férias, que precisam de trabalhar mais e, portanto, ver menos seus filhos.

- É um cão que persegue sua cauda.
- Às vezes, substituir a coisas realmente importantes, como contato, carinho e afeição por coisas materiais. Da escuta vale para pais com filhos adolescentes problemáticos dizer “oh, as horas que eu trabalhei para que não falta para nada”, mas talvez eu precisava de mais horas para ficar com os filhos.

- É verdade que existem crianças que não queremo comer enquanto suas mães trabalham?
- Sim, esse fenômeno é comum em crianças de quatro a seis meses. O comportamento é visto principalmente em bebês que são amamentados. A maioria das crianças, se eles, mamam até 2-4 anos.

- É a melhor solução para conciliar o trabalho e a vida familiar?
- Na verdade, temos uma das mais baixas taxas de natalidade na Europa. Outros países como a Suécia têm dois anos de licença de maternidade ou horário reduzido sobre a remuneração integral. Mas na Espanha a ajuda quando você tem um filho é uma desgraça absoluta.

- O importante coisa criar um bebê é …
- Não diga quantas vezes você quiser, porque você não entende, você deve demonstrar: abraçá-lo, beijá-lo e fazê-lo se sentir muito estar dispostos a fazer qualquer coisa para ele.

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Até o dedo e o mordedor são mais recomendados do que a chupeta

Problemas ortodônticos, de fala e infecções são relacionados ao uso do acessório

Por Ana Maria Madeira Publicado em 14/5/2010
Publicação Original em: Minha Vida – UOL

No quesito desenvolvimento infantil, chupeta é sinônimo de polêmica. Muitas crenças estão envolvidas no uso deste acessório: ela poderia reforçar a musculatura da boca do neném, acalmá-lo e até “ensinar” a sugar melhor o peito da mãe. Ela tornou-se algo cultural: as bonecas vêm com chupetas e algumas só param de chorar se o pedaço de plástico for encaixado em sua boca.

O pediatra Luciano Borges, da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), desaconselha absolutamente esse acessório. “Durante séculos os bebês viveram sem chupetas e viveram bem. Algo que não é natural, não pode fazer bem às crianças”, afirma o médico. Um dos grandes problemas se dá para a mãe: o movimento de sucção necessário para pegar a chupeta é diferente do movimento para sugar o peito. Isso pode causar uma “confusão de bico”, na qual o bebê acaba sugando o seio de forma errada, podendo causar até fissuras no seio e correndo o risco de retirar menos leite do que necessita. “Muitas mães chegam aos consultórios dizendo que acham que seu leite está fraco e que o bebê vive faminto quando, na verdade, ele está sugando o leite inadequadamente”, diz o especialista.

Além disso, o ato de chupar a chupeta pode fazer a criança engolir mais ar, causando gases e cólicas, ou uma infecção devido a germes na chupeta, que estão lá mesmo que ela seja limpa. “Há inclusive estudos que mostram que o plástico das chupetas poderia aumentar as chances de câncer”, completa o médico. Outro fator negativo são os problemas ortodônticos que a chupeta pode causar: a arcada dentária se fecha, devido à subida do palato (empurrado pelo bico), ou os dentes ficam abertos, a boca seca, por conta da entrada constante de ar, facilitando o surgimento de cáries e o ar que entra pela boca contém mais impurezas, pois não é filtrado como aquele que entra pelo nariz, o que pode causar laringite, rinite ou sinusite. E esses deslocamentos dos dentes podem ainda causar problemas na fala. 

Existe a crença de que a chupeta acalma o bebê. Isso também é mito, segundo o pediatra. “O bebê para de chorar, porque está entretido com a sucção, mas muitas outras coisas acalmam, como por exemplo, os doces, e não é por isso que os pais possam oferecer aos bebês chocolates e balas a todo o momento”, afirma Luciano Borges.

Mas, afinal, o que fazer?

Qual é a saída prática para a hora do choro ou birra incontroláveis? Não existe solução prática, bebês exigem máxima atenção e não uma padronização de cuidados do tipo: “está chorando? Dá a chupeta que melhora!”, diz o pediatra. Nos complicados casos de cólicas, vale tentar mudar a posição em que o bebê está deitado ou fazer o exercício de mexer suas perninhas em movimento de bicicleta. A mamadeira pode trazer os mesmos prejuízos, sendo assim, logo após parar de amamentar a criança (idealmente por volta dos dois anos) os pais devem oferecer o copo, no lugar das mamadeiras. 

Muitos pais dão a chupeta quando o bebê está viciado em chupar o dedo. “Entre o dedo e a chupeta, de imediato, é melhor deixar a criança com o dedo, pois pelo menos não traz tantas complicações ortodônticas e infecções”, afirma o especialista da SBP. Caso a criança não queira largar o dedo, ofereça mordedores, pois eles não viciam, por não envolver o mecanismo de sucção.

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15 bebês morrem por asfixia por dia

Depois das matérias para as mães ficarem “antenadas” sobre a segurança dos slings e o perigo de bebês morrerem asfixiados, acho interessante postar esta matéria, infelizmente é algo que acontece (dentro e fora do sling) e é sério.

Mamães grávidas e de bebês recém-nascido: fiquem atentas!

Metade das mortes ocorre em recém-nascidos de baixo risco; número é considerado alto por médicos

Cientistas de sociedade de pediatria colheram dados de certidões de óbitos de bebês na 1ª semana de vida em secretarias da saúde do país

GABRIELA CUPANI

Todos os dias, morrem 15 recém-nascidos com asfixia no Brasil na primeira semana de vida. Seis deles são bebês considerados de baixo risco -não são prematuros nem têm malformações. O dado é de um estudo inédito, feito por pesquisadores do Programa de Reanimação Neonatal da Sociedade Brasileira de Pediatria, que será apresentado no Congresso Paulista de Pediatria, que começa hoje, em São Paulo.

Isso significa uma morte em cada mil nascidos vivos. Para se ter uma ideia, na maior maternidade dos EUA, apenas cinco bebês em cada dez mil nascimentos sofrem asfixia, e nem todos morrem.
“Sabíamos que o número era alto, mas não imaginávamos que fosse tanto assim”, diz Maria Fernanda de Almeida, professora da Unifesp e coordenadora do Programa de Reanimação Neonatal da SBP.

Os pesquisadores realizaram uma busca em todos os atestados de óbito de crianças com até seis dias de vida em todos os Estados do país. Foram considerados os registros que incluíam condições que envolveram a asfixia, como hipóxia intrauterina ou síndrome da aspiração meconial -mesmo que essa não fosse a principal causa da morte.

A asfixia ocorre quando há falta de oxigenação no cérebro e nos órgãos do bebê. Ela pode levar à morte ou deixar graves sequelas. Em grande parte dos casos, pode ser evitada, com um bom acompanhamento no pré-natal para avaliar a saúde da gestante e o desenvolvimento do feto e com atenção no parto, monitorando o bebê.
Além disso, quando a asfixia é constatada, podem ser adotadas medidas de reanimação neonatal, que podem reverter o quadro se tomadas a tempo.

Estimativas internacionais mostram que o atendimento ao parto por profissionais habilitados pode reduzir em 20% a 30% a mortalidade neonatal. As técnicas de reanimação podem garantir uma redução adicional de 5% a 20% dessas taxas, levando à queda de 45% das mortes por asfixia.

“Essas mortes tiveram na asfixia um colaborador”, explica Ruth Guinsburg, uma das autoras, professora da Unifesp e coordenadora do Programa de Reanimação Neonatal da SBP. Segundo o Datasus, a asfixia é a causa de 9% dos óbitos que acontecem na primeira semana de vida. Mas, segundo a pesquisa, o dado não leva em conta a contribuição da asfixia nas mortes por outras causas. Nesse caso, o valor sobe para 20%.

“Ponta do iceberg”
A pesquisa encontrou 5.366 óbitos que foram associados à asfixia ao nascer. A enorme maioria (94%) eram fetos únicos e 56% morreram antes de completar 24 horas de vida. 61% dos partos foram vaginais.
“Isso é so a ponta do iceberg”, diz Guinsburg. “Nem dá para mensurar quantos bebês sofrem asfixia e sobrevivem com sequelas, sem contar as subnotificações, pois muitos morrem sem nem ter registro.”

Os dados foram colhidos em 2005, mas os pesquisadores já estão analisando os números de 2006 e de 2007 e a situação não é muito diferente. “É preciso qualificação em toda a cadeia, desde o pré-natal adequado até o atendimento no parto”, diz Guinsburg.

“Não temos uma estatística precisa sobre as mortes por asfixia pois, de fato, uma criança com asfixia pode ter uma infecção, por exemplo, e isso é o que será considerado a causa da morte”, exemplifica Elza Giugliani, coordenadora da área técnica da saúde da criança do Ministério da Saúde. “O ministério tem consciência do problema e estamos trabalhando para diminuir a mortalidade neonatal”, diz Giugliani.
Ela cita várias ações, que incluem capacitação de profissionais, principalmente nas regiões Norte e Nordeste -onde a mortalidade é maior-, além da qualificação do pré-natal.

Uma das ações visa capacitar pediatras em reanimação neonatal e vem sendo feita em parceria com a Sociedade Brasileira de Pediatria. O programa já capacitou mais de 700 profissionais. Ao longo dos últimos 11 anos, o programa da SBP já treinou mais de 40 mil profissionais da saúde.

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A crise dos 3 meses – bebês

Por volta de 2-3 meses de idade, alguns bebês tornam-se tão eficientes na mamada que são capazes de mamar tudo o que precisam em 5 ou 7 minutos, algumas vezes em 3 minutos. Se ninguém disso isso para a mãe e ela espera que a criança fique no seio por “pelo menos 10 minutos”, ela vai achar que seu filho não está mamando o suficiente, como esta mãe aqui:

Eu tenho uma filha de 4 meses. Meu problema é que não sei se ela está mamando o suficiente. Ela passa somente 3-4 minutos no peito e eu fico com receio de que ela não está mamando leite suficiente. Quando ela tinha 2 meses, ela mamava por 10 minutos de um lado e 5 do outro e ganhava peso rapidamente; agora ela está caindo na curva de crescimento.

Eu também notei que meus seios não enchem mais como antes, eles chegavam até a vazar!

O que mais me intriga é que nos primeiros 2 minutos ela engole muito leite, bem rápido e e depois começa a tirar a boca do peito e a colocar novamente, sem ficar quieta. Eu tenho que alternar os lados e tentar posições diferentes para ela mamar ao menos 10 minutos. Eu me pergunto se ela faz isso porque ainda está com fome.

Outra coisa que me preocupa é que ela está mamando mais vezes, especialmente de noite. Ela dormia 5-6 horas seguidas de noite, agora dorme no máximo 3-4 horas, até menos.

O pediatra me disse que eu posso começar a dar leite artificial na mamadeira. Já tentei, mas ela não aceita, mesmo que outra pessoa ofereça a mamadeira.

O caso desta mãe ilustra bem a crise dos 3 meses de idade:

1. O bebê que mamava 10 minutos agora termina em 5 minutos ou menos.
2. Os seios, antes cheios e pesados, agora estão macios e “vazios”.
3. O leite não vaza mais.
4. O ganho de peso do bebê diminui.

Tudo isso é absolutamente normal. O engurgitamento das mamas nas primeiras semanas pós-parto não tem nada a ver com a quantidade de leite produzida e sim com uma inflamação temporária que acontece no início da lactação. Mamas cheias e vazamento são problemas iniciais, que desaparecem assim que a amamentação está estabelecida.

E a diminuição no ganho de peso, claro, é esperada. Os bebês ganham menos e menos peso a cada mês que passa. É por isso que as curvas de crescimento são curvas e não retas. Entre 1 e 2 meses, uma menina amamentada ao seio ganha tipicamenate 400g a 1,3 kg, com a média sendo um pouco acima de 800g. Eliminamos o primeiro mês, porque sempre há perda de peso e depois ganho, o que faz a conta final muito variável. SE o bebê fosse continuar ganhando peso neste padrão, em 1 ano ganharia 5 a 15 kg, com média de 10 kg. Na realidade, durante o primeiro ano de vida, meninas ganham entre 4,5 a 6,5 kg, com a média sendo 5,5kg. Em outras palavras, uma menina que ganhou 500g no primeiro mês de vida (alguns podem achar muito pouco, mas na realidade é normal) ganhará menos peso eventualmente. Todos os pesos são medidas aproximadas. Meninos geralmente ganham um pouco mais que meninas.

Claro que o bebê da mãe do exemplo não aceitou a mamadeira com complemento; ela não estava com fome. Infelizmente nem todos os bebês mostram tal controle e, algumas vezes, especialmente se a mãe insiste muito, eles tomam a mamadeira msmo sem estarem com fome.

Se alguém tivesse explicado a esta mãe o que estaria para acontecer no terceiro mês, ela não teria se preocupado. Mas a mudança inesperada deixou-a insegura. Mesmo assim, se ela estivesse confiante na própria habilidade para amamentar, ela não teria se estressado. A explicação mais lógica para todas as mudanças é “eu tenho tanto leite que minha filha fica cheia em 3 minutos”. Mas o medo do fracasso na amamentação é tão incutido em nossa sociedade, que não importa o que acontece, a mãe sempre pensa (ou é convencida a pensar) que ela não tem leite suficiente.

A mãe também se preocupa com outro mito moderno: que as crianças, à medida em que o tempo passa, aprendem a dormir mais. Na realidade, as crianças passam mais tempo acordadas quando vão crescendo. É verdade que um dia elas dormirão mais horas seguidas e vão começar a dormir a noite inteira, mas dificilmente isso acontece aos 4 meses de idade. Entre o nascimento e 4 meses de vida, é mais provável que você observe seu bebê dormindo menos. Muitos bebês mamam várias vezes por noite durante os primeiros anos de vida (o que é muito mais fácil que preparar mamadeiras de madrugada, especialmente se o bebê dorme na mesma cama que a mãe).

A mãe do exemplo já começou a forçar a filha a comer. É um beco sem saída. É fácil deduzir que, a menos que a mãe decida mudar radicalmente seus hábitos, a introdução de sólidos será uma luta.”

Retirado na íntegra do livro My Child Won’t Eat, do pediatra Carlos González, recomendado pela La Leche League

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A importância do colo – O conceito de continuum

A antropóloga americana Jean Liedloff estudou a tribo venezuelana dos Yequana e defende que para conseguir um desenvolvimento físico, mental e emocional ótimo, o ser humano e especialmente um bebê, necessita o tipo de experiências às quais a nossa espécie se adaptou durante uma longa evolução. Para uma criança são: constante contato físico com seu cuidador desde o nascimento, dormir com os pais até deixar de fazê-lo por vontade própria, amamentação a livre demanda, ser levado constantemente nos braços ou de maneira que possa observar a atividade do adulto, ter cuidadores que respondam aos seus sinais imediatamente sem julgá-la e finalmente, sentir que cumpre as expectativas dos pais, que é bem-vindo e digno. Segundo Liedloff, as crianças cujas necessidades “continuum” forem satisfeitas crescerão com maior auto-estima e serão mais independentes.

Nos dois anos e meio que morei entre os índios da idade da pedra na selva sul-americana – não consecutivos, mas sim em cinco expedições distintas com muito tempo entre elas para refletir – cheguei a compreender que a natureza humana não é o que nos fizeram acreditar. Os bebês da tribo Yequana, longe de precisarem de paz e tranquilidade para dormir, tiravam uma soneca tranquilinhos enquanto os homens, mulheres ou crianças que os carregavam dançavam, corriam, andavam ou gritavam. Todas as crianças brincavam juntas sem brigar ou discutir e obedeciam aos mais velhos no mesmo instante e de bom grado.

A essa gente, nunca lhes passou pela cabeça a idéia de castigar uma criança e, no entanto, seu comportamento não deixa entrever permissividade nenhuma. Nenhum moleque faz escândalo, interrompe os outros ou espera que um adulto lhe mime. Aos quatro anos, contribuíam mais com as tarefas do lar que davam trabalho elas mesmas.

Os bebês nos braços quase nunca choravam e era fascinante comprovar que não agitavam os braços e as pernas, não arqueavam as costas nem flexionavam as mãos e os pés. Permaneciam sentados nos slings ou dormiam encostados nos quadris do seu cuidador, desmentindo deste modo a crença de que os bebês precisam mover-se e flexionar as extremidades para exercitar-se. Também observei que não regurgitavam a não ser que estivessem muito doentes e que também não tinham cólicas. Quando se assustavam nos primeiros meses de engatinhar, não esperavam que ninguém acudisse correndo, ao invés disso, iam sozinhos em direção à mãe ou cuidador em busca dessa sensação de segurança antes de seguir com suas explorações. Inclusive sem supervisão, nem os menorzinhos se machucavam.

Será que sua natureza humana é diferente da nossa? Algumas pessoas assim o creem, mas evidentemente só existe uma espécie humana. Que podemos aprender, então, da tribo Yequana?

Antes de tudo, podemos tentar compreender o poder educativo do que eu chamo da “fase do colo”, que começa no momento do nascimento e termina quando o bebê começa a mover-se, quando pode afastar-se do seu cuidador e voltar quando queira. Essa fase consiste, simplesmente, em que o bebê tenha contato físico durante as 24 horas com um adulto ou criança mais velha.

A princípio, vi que essa experiência tinha um efeito extraordinariamente benéfico para os bebês, que não eram tão difíceis de tratar. Seus suaves corpinhos se adaptavam a qualquer postura que fosse cômoda para quem o levasse. Em contraposição a esse exemplo, vemos a incomodidade dos bebês que, com sumo cuidado, dormem no berço ou no carrinho. Bem agasalhados, se encontram lá jogados e rígidos, com o desejo de abrigar-se a um corpo vivo e em movimento: o lugar que lhes corresponde por natureza. Um corpo, em definitivo, que pertence a alguém que acreditará no seu choro e aliviará o seu anseio com braços afetuosos.

Por quê nossa sociedade é tão incompetente? Desde a infância, nos ensinam a não acreditar nos nossos instintos. Condicionados para desconfiar do que sentimos, nos persuadem para que não acreditemos no choro de um bebê que diz: “ Me pega no colo!”, “Quero estar com você!”, “Não me deixe!”. Em lugar disso, recusamos a idéia da resposta natural e seguimos os preceitos da moda que são ditados pelos “especialistas” no cuidado infantil. A perda da fé em nossa experiência inata nos leva a pular de um livro a outro, à medida que vão fracassando todas e cada uma das modas passageiras.

É essencial entender quem são os verdadeiros especialistas. O segundo especialista em cuidado de bebês reside no nosso interior, assim como em cada ser vivo que, por definição, deve saber como cuidar de sua cria. É claro que o maior especialista é o próprio bebê, programado durante milhões de anos de evolução para demonstrar seu temperamento com sons e gestos quando gosta do cuidado que recebe. A evolução é um processo de perfeição que “afinou” nosso comportamento com uma precisão magnífica. O sinal do bebê, a compreensão deste por parte dos que o rodeiam e o impulso a obedecê-la formam parte do caráter da nossa espécie. Nosso intelecto presunçoso demonstrou-se mal preparado para advinhar as autênticas necessidades do bebê. A pergunta costuma ser: “Devo pegar o bebê quando chora?”, “Devo deixar chorar um pouco antes de pegâ-lo?” ou “Deveria deixar que chore para que saiba quem manda e não se torne um tirano?”.

Nenhum bebê concordará com essas imposições. De forma unânime nos fazem saber através de gestos e sinais que não querem que lhes façamos dormir e lhes ponhamos no carrinho. Como essa opção não foi muito defendida na civilização ocidental atual, a relação entre pais e filhos acabou marcada por essa confrontação.

O jogo se centrou em como fazer o bebê dormir no berço, mas nunca se debateu se é preciso respeitar ou não o choro do bebê. Apesar de que o livro de Tine Thevenin, The Family Bed (A Cama Familiar), entre outros, abriu a brecha com o tema de que as crianças durmam com seus pais, não se abordou com claridade suficiente o princípio mais importante: “Atuar contra a natureza como espécie conduz irremediavelmente à perda do bem-estar”.

Então, uma vez que compreendamos e aceitemos o princípio de respeitar as expectativas inatas, poderemos descobrir com exatidão quais são essas expectativas. Em outras palavras, saberemos o que é que a evolução nos acostumou a experimentar e sentir.

A Função Educativa

Como cheguei à conclusão de quão importante é a fase do colo para o desenvolvimento de uma pessoa? A primeira coisa que vi foi como era feliz essa gente nas florestas da América do Sul com seus bebês penduradinhos no corpo e, pouco a pouco, fui relacionando esse fato tão simples com a qualidade de vida. Mais tarde, cheguei a certas conclusões a respeito de como e por quê é essencial o contato contínuo com o cuidador na fase pós-natal do desenvolvimento.

Por um lado, parece que a pessoa que carrega o bebê (normalmente a mãe durante os primeiros meses e depois uma criança de 4 a 12 anos que devolve o bebê à mãe para que esta lhe dê de comer) está servindo de base para as experiências posteriores. O bebê participa passivamente nas corridas, passeios, risadas, bate-papos, tarefas e brincadeiras do cuidador que o carrega. As atividades, o ritmo, as inflexões de linguagem, a variedade de vistas, noite e dia, a variação de temperatura, secura e humidade, além dos sons da vida em comunidade, formam a base para a participação ativa que começará aos seis ou oito meses, com o arrasto, a engatinhada e depois o passo. Um bebê que passou todo esse tempo deitado no berço, olhando o interior de um carrinho ou o céu, terá perdido a maior parte dessa experiência essencial.

Devido à necessidade que a criança tem de participar, é muito importante que os cuidadores não fiquem olhando pra ele ou perguntando constantemente o que querem, mas sim que deixem que eles mesmos tenham vidas ativas. De vez em quando, não podemos resistir a dar-lhes um monte de beijos, no entanto, uma criança que está acostumada a ver passar a vida agitada que levamos se confunde e se frustra quando nos dedicamos a contemplar como ele vive a sua. Um bebê que não fez mais que contemplar a vida que vivemos, se submerge na confusão se lhe pedimos que seja ele quem a dirija.

Parece que ninguém se deu conta da segunda função essencial da experiência da fase do colo, inclusive eu mesma, até meados da década de 60. Esta experiência dota os bebês de um mecanismo de descarga do excesso de energia que não são capazes de fazer por si mesmos. Nos meses anteriores a poder mover-se sozinhos, acumulam energia mediante a absorção do alimento e a luz solar. É então quando o bebê necessita o contato constante com o campo energético de uma pessoa ativa que possa descarregar o excesso de energia que nenhum dos dois utiliza. Isso explica porque os bebês Yequana estavam tão relaxados e porque não ficavam rígidos, davam chutes ou arqueavam as costas.

Para oferecer uma experiência ótima nesta etapa temos que aprender a descarregar nossa energia de maneira eficaz. Podemos acalmar mais rapidamente um bebê correndo com ele, dançando ou fazendo o que seja para eliminar o excesso de energia próprio. Uma mãe ou pai que tem que sair de repente para buscar alguma coisa não precisa dizer: ”Fica com o bebê que vou correndo até a loja”. O que tenha que sair que leve o bebê. Quanto mais ação, melhor.

Bebês e adultos experimentam tensões quando a circulação de energia nos seus músculos não flui bem. Um bebê cheio de energia acumulada não descarregada está pedindo ação: uma volta pela sala dando pulinhos ou uma dança agitada. O campo de energia do bebê aproveitará imediatamente essa descarga do adulto. Os bebês não são as pessoinhas frágeis que costumamos tratar com luvas de seda. De fato, se neste estágio de formação tratamos a um bebê como se fosse frágil, acabará acreditando que é fraco de verdade.

Como pais, podemos conseguir a destreza para comprender o fluxo de energia do nosso filho. No processo, descobriremos muitas mais maneiras de ajudá-lo a manter o suave tônus muscular do bem-estar ancestral e de proporcionar-lhe a calma e o conforto que necessita para sentir-se confortável nesse mundo.

Leitura:
- Continuum Concept, The – Liedloff, Jean. Perseus Books (1986).

revista espanhola Tu Bebé, número 188.

http://www.continuum-concept.org/

Tradução: Bel Kock-Allaman
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Método Canguru – prematuros

O Método Canguru não substitui as condutas e/ou tratamentos terapêuticos, pois todo problema de saúde precisa de um diagnóstico preciso e tratamento adequado. Este contribui no processo de recuperação da saúde e na melhoria da qualidade de vida do recém-nascido
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High Need – Bebês que precisam de muitos cuidados

Dr Sears
http://www.askdrsears.com/html/5/T050200.asp

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O que são “bebês de altas necessidades”- a história de nossa bebê

Nossos três primeiros filhos eram relativamente “fáceis”. Eles dormiam bem e tinha rotinas de comer bem previsíveis. Suas necessidades eram fáceis de identificar e satisfazer. Na realidade, eu comecei a suspeitar que os pais que vinham em meu consultório pediátrico reclamando de seus bebês difíceis, que choravam muito, estavam exagerando! “Por que toda essa dificuldade com bebês?”, eu me perguntava.

COMO ELA AGIA
Então veio Hayden, nosso quarto bebê, cujo nascimento mudou nossas vidas. Nossa primeira dica que ela seria diferente veio em um ou dois dias. “Ela só quer colo,” se tornou a frase frequente de Martha. Amamentar para Hayden não era somente fonte de alimento, mas de conforto. Martha se tornou uma chupeta humana. Hayden não aceitaria nenhum substituto. Ela estava constantemente no colo e no peito- e essa rotina constante se tornou muito cansativa. Os choros de Hayden não eram meros pedidos, eles eram exigencias! Amigos com boas intenções sugeriam, “Simplesmente ponha-a no berço e deixe-a chorar.” Aquilo não funcionou mesmo. Sua persistência extraordinária a fez continuar chorando, chorando. Seu choro não diminuiu, pelo contrário, se intensificou. E nós não respondemos.

Hayden era excelente para nos ensinar o que precisava. “Contanto que a segurassemos, ela estaria feliz”, se tornou nosso slogan sobre como cuida-la. Se tentassemos deixa-la chorar, ela choraria mais e mais alto. Nós jogavamos o jogo ‘passe o bebê’. Quando os braços de Martha não aguentavam mais, ela vinha para os meus.

Hayden se tornou presente sempre em meus braços, no peito e nossa cama. Se tentássemos tirar uma pausa dela, ela protestaria contra qualquer babá. O slogan da vizinhança se tornou: Todo lugar que Bill e Martha vão Hayden vai atrás. Nós a apelidamos de “Bebê Velcro.” Hayden nos abriu como pessoas. A virada veio quando nós fechamos os livros sobre como criar o bebê e abrimos nossos corações a nossa filha. Ao invés de ficar na defensiva com medo de mimá-la demais, nós começamos a ouvir o que Hayden estava tentando nos dizer desde o momento que saiu do ventre: “Oi, mamãe e papai! Vocês foram abençoados com um tipo diferente de bebê, e eu preciso de cuidados diferentes. Se vocês me derem esses cuidados, tudo vai ficar bem. Mas se vocês não derem, nós estaremos em longos conflitos.” Logo que descartamos nossas idéias pre-concebidas de como bebês devem ser, e aceitamos a realidade que como Hayden era, nós nos entendemos muito melhor. Hayden nos ensinou que bebês não manipulam, eles comunicam.

COMO NOS SENTIMOS
Se Hayden fosse nossa primeira filha, nós teríamos concluído que era nossa completa culpa que ela não conseguia se confortar, porque éramos pais expirantes. Mas ela era nossa quarta filha, e dessa vez nós achávamos que sabíamos como cuidar de uma criança. Ainda assim, Hayden provocou que duvidássemos de nossas habilidades como pais. Nossa confidência foi defiando ao mesmo tempo que nossas energias se esgotando. Nossos sentimentos sobre Hayden eram tão erráticos como seu comportamento. Alguns dias éramos empatéticos e cuidadosos, outros dias estávamos exaustos, confusos e ressentidos das suas exigências constantes. Esses sentimentos confusos era estranhos para nós, especialmente após já ter criado tres outros “bebês fáceis”. Logo ficou óbvio que Hayden era um tipo diferente de bebê. Ela era “alimentada” de modo diferentes dos outros bebês.

O QUE FIZEMOS
Nosso desafio foi descobrir como uma mãe e pai dessa pessoa única conseguiria salvar alguma energia para nossos outros 3 filhos- e para nós mesmos.

Nosso primeiro obstáculo foi superar nosso passado profissional. Nós fomos educados na década de 60 e 70, então somos vítimas do tipo de ‘parenting’ que prevalecia na época- o medo de mimar, estragar. Nós entramos no mundo da paternidade e maternidade acreditando que era obrigatório controlar nossos filhos, senão eles nos controlariam. E havia um medo terrível de ser manipulados. Nós estávamos perdendo controle? Hayden estava nos manipulando? Consultamos livros, um exercício inútil. Nenhum livro sobre criação de bebês continha um capítulo sobre Hayden. E a maioria dos autores homens ou tinham passado da idade de criação de filhos, ou pareciam muito distantes do dia-a-dia de cuidados com bebês. Ainda assim éramos dois adultos com experiência, cujas vidas estavam sendo comandandas por um bebezinho.

Um amigo nosso psicólogo que estava nos visitando comentou sobre os choros de Hayden: “Nossa, seu choro é impressionante, ela não chora de modo bravo, como se exigisse algo, mas num modo esperançoso, como se ela soubesse que ela seria ouvida.”

Hayden nos fez re-avaliar nosso trabalho como pais. Nós pensávamos que um pai ou mãe efetivos precisava estar sempre com controle da situação. Então percebemos que essa tendência era auto-derrotadora. Essa postura assume que existe um adversário na relação mãe/pai e bebê: o bebê está “determinado a te dominar”,então é melhor que eu domine primeiro. Hayden nos fez perceber que nosso papel não era de controla-la. Mas sim de cuidá-la e ajudá-la a se controlar.

Nosso trabalho como pais não era de mudar Hayden para um clone comportamental de outro bebê. Seria errado tentar mudá-la. (Quão sem graça seria esse mundo se todos os bebês agissem igual!). Seria melhor expandir nossas expectativas e aceitá-la do jeito que ela é, não do jeito que nós queríamos que ela fosse. Nosso papel como pais era como o de um jardineiro: não podemos mudar a cor da flor ou o dia de florescer, mas podemos plantar as sementes e aparar a planta de modo a florescer lindamente. Nosso papel era ajudar no comportamento de Hayden e nutrir suas qualidades especiais, então ao invés de serem defeitos esses traços temperamentais funcionariam no futuro em sua vantagem.

Onde ela deveria dormir? Ela acordava mais e mais, até que uma noite ela acordou de hora em hora. Martha disse, “Eu não me importo o que o livro diz, eu preciso dormir!!” Em seguida aconchegou Hayden do ladinho dela em nossa cama. Uma vez que descartamos a cena de um bebê que se auto-conforta dormindo sozinho no berço, todos nós dormimos juntos e felizes. Nós descobrimos que temos que ser seletivos nas pessoas que nos condoemos.

Quando discutimos nossos dilemas de como criar Hayden com nossos amigos, nós nos sentimos como se ela fosse o único bebê no mundo que não conseguia se satisfazer sozinha durante o dia ou se auto-tranquilizar durante a noite. Concluimos que ninguém poderia entender um bebê como Hayden ao menos que tivessem um bebê como Hayden. Eventualmente, Martha encontrou algumas amigas que pensavam de modo semelhante e se rodeou de amigos que nos apoiavam.

O que chamá-la? Hayden não se ajustava nas “classificações” existentes. Ela não era realmente uma bebê “inquieta, chorona”, contanto que tivessemos-a no colo e atendessemos suas necessidades. “Espirituosa” era equivocado, todo mundo quer um bebê espirituoso. Ela não tinha “cólicas,” porque não parecia ter dor. Nem a palavra “difícil” era realmente verdade; alguns poderiam implorar para ser diferente, mas nós achamos que segurar e ficar perto de um bebê a quem nos tornamos tão apegados não era tão difícil assim. Além disso, esses nomes eram tão negativos para essa pessoinha que parecia saber tão positivamente o que ela precisava e como obter. Não foi até muito anos depois, após conversar com dezenas de pais de bebês que também tinham uma necessidade tão grande de mamar frequentemente, de serem abraçados muito, de precisarem de muito contato humano a noite, que o termo “criança com altas necessidades” nos atingiu. Isso descreve da melhor forma esse tipo de bebê que Hayden era e o tanto de cuidado maternal/paternal que ela precisava.

No meu consultório pediatrico descobri que o termo “criança de altas necessidades” era psicologicamente correto. Quando pais totalmente exaustos chegavam no meu consultório para aconselhamento sobre seus bebês exigentes, eles já tinham recebido uma montanha de negativas: “Você dá muito colo a ela,” “Deve ser seu leite,” “Ela está te controlando.” Todas frases tinham uma mensagem oculta de “bebê ruim e pais ruins.” Eles se sentiam culpados de algum modo pelo modo que seus bebês agiam assim. Assim que eu pronunciava o diagnóstico “criança com altas necessidades,” eu podia ver o alívio em suas faces. Finalmente, alguém tinha algo bom para falar do meu bebê! “Altas necessidades ” soava especial, inteligente, único, e põe o foco na personalidade do bebê, aliviando pais da culpa em acreditar que seu bebê agia desse modo por causa de seu modo de ser pai ou mãe. Ainda mais, “altas necessidades” sugeria que havia algo que os pais poderiam fazer para ajudar o bebê. Ressalta a idéia de que esses bebês simplesmente precisam de mais: mais toque, mais compreensão, mais sensibilidade, mais ‘attachment parenting’.

O problema do controle. Hayden causou bem cedo que nós re-avaliassemos a questão do controle. Gradualmente descobrimos que uma criança não pode controlar seus pais, ou os pais controlarem a criança. Ainda assim os pais devem controlar as situações, porque quando não há limites, a vida em família é um desastre. Nós precisávamos estar no controle de Hayden, fornecer-lhe as “regras da casa” e então controlar seu ambiente de modo que não ficaria impossível para que ela cumprisse essas regras. O que nos ajudou a se livrar desse medo-de-estragar e medo-de-ser-manipulado foi perceber que era melhor errar pelo lado de ser reativo demais e responsivo demais do que de menos. Enquanto trabalhavamos desenvolvendo um equilíbrio de respostas apropriadas, haviam vezes que respondiamos muito tarde, e outras vezes que respondíamos rápido demais. Mas sentimos que na dúvida, era melhor sempre responder. Crianças que são talvez mimadas um pouco (como muitos primogênitos geralmente são), vão desenvolver uma imagem saudável e confiar em seus pais. Com essa base é mais fácil recuar um pouco enquanto tenta-se criar um balanço saudável entre as necessidades dos pais e as da criança. O filho de pais que respondem pouco desenvolvem uma imagem pobre de baixa estima, e uma distância se cria entre pais e filho. Essa situação é difícil de consertar. Eu nunca tinha ouvido pais em meu consultório pediátrico dizerem que eles desejavam que não tivessem que dar tanto colo ao bebê. Na verdade, a maioria, se pudessem voltar no tempo, teriam dado mais colo a eles.

Nós não estavamos preparados para a criança com opinião fortíssima que encontraríamos em Hayden. Nossos outros filhos mais velhos tinham respondido bem a dicas verbais, mas Hayden parecia não nos ouvir. Então, ao invés de repetir constantemente “não, não toque ” (o que era fútil), nós a ensinamos que na casa toda existiam os pontos “sim, toque”, e “não, toque”. Nosso trabalho era fazer os locais “sim, toque” mais acessíveis a ela que os locais proibidos, então ela poderia aprender a se controlar. Hayden conseguia operar seus controles internos num ambiente que tinha ordem e estrutura em certo ponto (cada casa faz isso de modo diferente). Quando ela teve oportunidade de se comportar apropriadamente independente de infinitos nãos de nossa parte, ela começaria a ter um senso de seus próprios controles internos.

Nossas necessidades x suas necessidades. Na metade do primeiro ano de Hayden percebemos que ser pais de um bebê de altas necessidades poderia ter um efeito “para melhor ou para pior ” na relação marido-mulher. Facilmente as coisas saiam do controle. Uma criança de altas necessidades pode facilmente dominar a casa. Havia épocas em que Martha se arriscou se “queimar” de tanto se doar. Um aviso de um incêndio vindo era Martha dizendo: “Não tenho nem tempo para um banho, Hayden precisa tanto de mim.” Para sanidade de Martha, e no final das contas para sanidade da família toda, eu tinha que lembra-la, “O que Hayden precisa mais é de uma mãe feliz e descansada.” Não era suficiente somente orar. Além de dedicar-se intensamente na casa e com as outras crianças, eu pegaria Hayden e cuidaria dela quando podia. Eu levaria ela para um passeio assim Hayden poderia ficar longe das vistas e mente de Martha por um tempo.

Ter uma criança de altas necessidades nos ajudou amadurecer a comunicação um com o outro. Houve sempre o dilema “suas necessidades ou nossas necessidades “. Nós tivemos que roubar tempo para nós mesmo, percebendo que mesmo o melhores pais ou mães pode ser minado se o casamento falha. Vi quão importante era para Martha que validassem suas atitudes de mãe. Eu sempre oferecia-lhe frases como “Você sabe melhor que ninguém”, mas também quando a vi esgotando suas energias sentia que tinha que intervir e ajudar. Eu me intrigava quando é que teria minha esposa de volta, mas percebi que não poderíamos voltar essa fita. Eu era um adulto, e Hayden passaria nesse estágio somente uma vez.

O pagamento. Hayden cresceu de uma criança de “altas necessidades” e uma adolescente super energética, e se formou na faculdade de (adivinhe) drama. Sua vida como bebê está em nosso livro THE FUSSY BABY. Ela as vezes abre esse livro e mostra a seus amigos, “Essa sou eu.” Na noite de formatura enquanto pousava para foto, parecia tão adulta em seu vestido longo. Eu murmurei a Martha, “Bebês de alta necessidade completam,” e essa mulher adolescente-adulta piscou para papai. Enquanto eu a escoltava pelo corredor para seu baile de formatura, nossas mentes e corações se encheram de lembranças daquelas cenas incontáveis de cansaço dos tempos de bebê e infância. Enquanto eu entrava na igreja de braços dados com meu “Bebê chorão” para transferí-la para o homem dos seus sonhos, percebi que essa mulhere madura e talentosa iria agora doar a seu companheiro e seus filhos o estilo de cuidado que nós tínhamos lhe dado. Martha e eu olhamos um para outro e pensamos, “Foi um caminho longo e difícil, anos com esse bebê no colo, peito, em nossa cama, muitos confrontos de disciplina, e esses anos todos de paternidade e maternidade com muito apego produziram uma pessoa confiante, misericordiosa, carinhosa. Valeu a pena.”

http://www.askdrsears.com/html/5/T050600.asp

Mudando a personalidade da criança “high need”
As palavras que você usa para descrever seu filho mudarão conforme os anos passam, os traços que deixaram tão cansada durante a infância são canalizados em qualidades que farão seu filho um adulto interessante e dinâmico. Tente pensar de modo positivo na personalidade de seu filho. Rótulos que pareciam negativos serão traços positivos na personalidade do seu filho no futuro.

Tradução: Andreia C. K. Mortensen
http://solucoes.multiply.com/journal/item/34/34

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