Tudo sobre ativa

Paternidade Ativa

Muito se fala da maternidade ativa, sobre o protagonismo da mulher durante o parto, a vivência da amamentação, da participação realmente ativa na educação dos filhos. Onde visito nas minhas andanças virtuais é o que mais encontro. E curiosa, busquei sobre paternidade ativa. Sim! Muitos pais estão cada dia mais atuantes e protagonistas, levando a sério o “não basta ser pai, tem que participar!”
Porém, ao buscar sobre paternidade ativa, encontrei apenas um relato de um pai. Os demais textos sobre o ativismo paterno, são sobre pais separados (o que sem dúvida – e por muitas razões – é mais difícil de atuar, porque na maioria das vezes é a mãe que fica com a guarda das crianças).
Então, resolvi postar aqui o texto que encontrei no blog Mamíferas, sobre a participação ativa e efetiva de um pai durante todo o processo, seu relato pessoal e sua vivência intensa diante desse novo ser que será seu filho.

E no mundo dos blogs, vejo também mais mães contando suas experiências do que pais. Porém existem blogs paternos maravilhosos que eu sempre leio. Ficam aqui as dicas, então! Para inspiração dos pais de plantão!

Diário Gravido de Renato Kauffman (virou até livro)

Pai de Menina de Souzacampus – além de escrever bem demais, o cara faz desenhos incríveis!

Manual do pai solteiro – às aventuras de um pai solteiro e muito eficiente!

Pai de Menina de Felipe Barcellos – pai de duas meninas!

Nerd Pai – o título diz tudo!

Um olhar sobre paternidade ativa e consciente
por: Rodrigo – Pai Mamífero Convidado

Lembro-me da noite em que disse à minha esposa sobre um desejo latente que em mim habitava: o de termos um filho. Estávamos na cozinha de nossa casa, preparando o jantar. A cozinha, que para nós é de grande importância no lar, onde nutrem-se e saciam-se muitos desejos, foi palco do que considero a concepção de nosso filho, o momento a partir do qual a sua presença já seria sentida, querida, festejada.
Lembro-me que antes de pronunciar qualquer palavra, Renata ofertou-me um sorriso. Aquele sorriso apaixonado, que poucos meses antes enfeitiçara-me, era uma resposta que dizia também do seu desejo. Era um tempo em que nossos dias eram embalados por Led Zeppelin, por caminhadas em meio à natureza, por cartas apaixonadas. Dias que representam a magia com a qual nasceu a idéia de dois seres humanos trazerem para este mundo um novo ser- humano.
Considero-me um homem de sorte porque a vida me trouxe a companheira que tenho; por ter podido fazer escolhas importantes com essa pessoa, de maneira tranqüila, com cumplicidade, com empatia, cada qual dando ouvidos e observando o outro. A trajetória que percorro junto de minha esposa, desde a manifestação do desejo de sermos pais, é de profunda consciência dessa relação.
Penso que paternidade( e também, porque não, maternidade) ativa e consciente é reflexo dessa interação onde o pai e mãe escolhem ter um filho – ou se não escolhem, acolhem a idéia de serem responsáveis pela concepção do novo ser humano – e adotam um comprometimento com aquele ser; as relações familiares considerarão a importância de uma nova vida que também construirá a história de todos.
Partilhar a estrada com todos os percalços que possam acontecer e desfrutar de todo o prazer que o caminho oferece será reflexo e conseqüência de uma paternidade ativa e desse comprometimento( não somente moral ou material – mas sim, afetuoso e ético) para com a criança que terá voz, presença e um mundo muito peculiar de sentidos e representações, nascendo então o relacionamento que permite trocas verdadeiras e o conhecimento – aprendizagem mútua entre pai e filho.

Estando numa relação estável ou não, e mesmo hoje em dia, com plurais maneiras de se considerar relacionamentos com afeto nos quais se configura também a noção de pais e filho, cuidadores e cuidado, o comprometimento traduz a relação ativa, para que não tenhamos somente o velho modelo de papai e mamãe, mas sim o modelo de companheirismo entre todos.

Para o pai essa comunhão deveria acontecer já durante a gravidez. Muitas vezes o homem depara-se com a noção de que sua companheira está a “esperar uma criança” e confunde-se num emaranhado de informações que vão de questões de saúde aos aspectos financeiros desse momento.
Talvez por ser um terreno que historicamente foi delegado ao homem, o pai incube-se geralmente dos aspectos mais práticos das decisões. Tenho esperança que um dia, nós homens, possamos entender que estamos grávidos junto de nossas companheiras e que precisamos atuar em novos papéis. Principalmente aprender o que significa o universo da gravidez, e que nossa atuação nessa fase é essencial para criarmos os laços que se espera que os pais tenham com seus filhos.
Procurarmos entender o que se passa no corpo feminino, e na medida de cada um, aprender a se relacionar com esse corpo, é dialogar também com a criança, é fazer parte dessa revolução maravilhosa que, pelo corpo feminino, se delineia em novos contornos. Nessa reflexão feita por um homem, penso também o quanto nós, que geralmente fomos criados por mulheres, precisamos da ajuda delas para adotarmos novas posturas…
Partir do princípio que a época da gravidez já é tempo de aprender a praticar uma paternidade ativa é uma maneira de trazer a tona um momento sublime que transcende qualquer explicação racional, e que é oportunidade de empoderamento para os pais e para a criança: O nascimento.

Minhas mãos tremiam ao segurar a tesoura que o médico estendera a mim para proceder ao corte do cordão umbilical. Dioniso estava aninhado no colo de Renata, sentindo o calor materno que o protegia do frio deste mundo. Um mar de sensações ainda estava revolto em mim, no entanto, eu sentia que aquele corte representaria um desligamento entre os dois seres que eu tanto amava.
Em meu pensamento, voou a idéia e o medo de que seria aquela a minha primeira marca, o meu primeiro ato. Naquele momento eu ainda não tinha como abarcar a vivência de que, dia após dia, Dioniso pegaria em minha mão para me ensinar como viver com ele e como amá-lo cada vez mais.
Imagem: http://www.gettyimages.com.br/

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Voz da mãe ativa o cérebro do bebê

Cientistas mostram que aquele papo que você tem com o seu filho desde quando ele está em sua barriga estimula áreas do cérebro responsáveis pelas habilidades motoras na fala

Você provavelmente nunca pensou que o som da sua voz, além de acalmar o seu filho, é capaz de ativar partes do cérebro dele responsáveis pela aquisição da linguagem. Mas essa foi a constatação de pesquisadores da Universidade de Montreal, no Canadá.

Para chegar a essa conclusão, os cientistas aplicaram eletrodos na cabeça de 16 bebês enquanto dormiam e pediram para a mãe fazer um curto som da vogal A. Na sequência, repetiram o exercício com uma enfermeira, que também é mãe. Quando a mãe da criança avaliada falou, o exame mostrou claramente reações no lado esquerdo do cérebro, em especial no processamento da linguagem. Por outro lado, quando a enfermeira falou, o que o lado que reagiu foi o direito, responsável pelo reconhecimento de sons e timbres da voz.

Para Antonio Carlos de Farias, neurologista pediátrico do Hospital Pequeno Príncipe (PR), o estudo constata algo que já era conhecido na neurociência. “Esse impacto que a voz da mãe exerce no cérebro do bebê começa ainda quando ele está no útero. Por isso, ao nascer, já é capaz de distinguir a voz da mãe das demais”, diz. Segundo os cientistas da Universidade de Montreal, a pesquisa sugere que a mãe é a iniciadora primária da linguagem do filho.

E se você pensa que é preciso um estímulo especial para ajudar o bebê nas habilidades da fala, saiba que só o fato de você passar a mão na sua barriga, dar bom dia para o seu filho e depois com ele desde pequeno manter um diálogo gostoso já é suficiente para provocar reações que vão ajudar no desenvolvimento de regiões do seu cérebro. Da próxima vez que alguém se espantar quando ouvir você batendo um papo com o barrigão, já sabe o que responder!

Original da Revista Crescer

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GAMA – Grupo de Apoio à Maternidade Ativa – SP

O Gama é um espaço muito receptivo e onde nós mães podemos encontrar outras mães e ter acompanhamento de profissionais desde a gestação, pós-parto e mais além.
Conheci pessoalmente o espaço e recomendo.

Saiba mais sobre o gama. Clique no logo.

Missão:
Promover uma atitude positiva, ativa e consciente em relação à maternidade.

Objetivos:
Fornecer – a gestantes e profissionais – produtos e serviços de alta qualidade, que ajudem a promover uma atitude saudável e consciente em relação ao ciclo da gestação, parto e pós-parto.

Valores e princípios:
- Incentivo ao parto normal e natural;
- Incentivo à formação, ao reconhecimento e à prática de enfermeiras obstetras, obstetrizes, parteiras e doulas;
- Incentivo ao atendimento multidisciplinar a gestantes, parturientes e puérperas;
- Incentivo ao parto domiciliar, casas de parto e à humanização do atendimento e da ambientação hospitalar;
- Incentivo ao uso das melhores evidências na prática obstétrica e à observância das recomendações da Organização Mundial da Saúde;
- Incentivo ao aleitamento materno exclusivo até os 6 meses e misto até 2 anos de idade ou mais.

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