Tudo sobre bebê

Como brincar com seu bebê (0 a 3 meses)

O brincar é fundamental para o desenvolvimento cognitivo, motor e socio-afetivo. Através da brincadeira, a criança percebi a si mesma, o outro, objetos e todo o mundo ao seu redor.
Desde a infância até a fase adulta brincadeiras e jogos fazem parte do cotidiano, desde os primórdios.
Toda brincadeira é pedagógica, nos faz aprender algo novo, tanto nas áreas de linguagem, matemática, artes visuais, quanto no aprimoramente motor e no desenvolvimento social e afetivo.

É brincando que aprendemos a compartilhar, dividir, perder e ganhar.

Brinque com seu bebê e permita-se entrar no jogo.

Com certeza seus dias serão mais leves e coloridos!

Vamos tentar?

Reuni aqui algumas brincadeiras para estimular e divertir o seu bebê.

Mande o seu relato, foto/vídeo de vocês para o email: bruna@kikadepano.com e divida e estimule outras mães com o resultado dessas brincadeiras.

BRINCAR É COISA SÉRIA!

A voz como brinquedo I:

Bebês reconhecem a voz dos seus pais desde a barriga.

- Quando o seu bebê estiver deitado de costas, vá até um dos lados do berço e chame-o pelo nome.
Continue chamando seu nome até que ele mova os olhos ou a cabeça na direção de sua voz.
Vá até o outro lado do berço e diga novamente.
Massageie delicadamente o bebê enquanto sorri, olhe-o nos olhos e chame-o pelo nome.

A voz como brinquedo II:

De acordo com a pesquisa cerebral, quando um bebê escuta uma voz falando em tom agudo ou em falsete (como a “fala de uma criança”), seus batimentos cardíacos aumentam, indicando que ele se sente seguro e feliz.
Quando voce fala num tom de voz mais grave, seu bebê se sente reconfortado e contente.
Experimente cantar uma música num toma mais alto e depois repeti-la num toma mais baixo. Observe a reação do seu bebê aos dois sons diferentes.

A voz como brinquedo III:

Aposto que você não sabia que tinha uma máquina musical escondida em sua boca! Seu bebê adora ouvir sons variados e sua boca é o instrumento necessário para compor uma perfeita sinfonia.

- Materiais:
Sua boca, sua língua, seus dentes e seus lábios

Bebê no colo, de frente para você, para que ele possa ver claramente seu rosto. Comece fazendo sons com a sua boca, tais como:
- Dando beijocas
- Estalando sua língua
- Fazendo sons ao mostrar a língua
- Assoprando feito um barco a motor
- Rosnando, emitindo guizos, balbuciando, emitindo sons que imitam pássaros
- Assobiando, cantando, zunindo Fazendo sons que imitam animais, como, por exemplo, patos, cachorros, gatos, vacas, porcos, galinhas, galos, macacos, cobras, pássaros, burros ou lobos.

Voz e corpo como brinquedos:

Seu bebê começa a aprender a fala e a linguagem muito antes de pronunciar sua primeira palavra. Além de conversar com o seu bebê, tente também uma “Conversa de Barriguinha”. Esse tipo de conversa transforma a fala e a linguagem em experiências sensoriais.

- Materiais:
Sua boca
Cobertor macio

1. Dispa o bebê (a fralda é opcional) e coloque-o sobre um cobertor, de barriga para cima
2. Ajoelhe-se ao lado dele, converse um pouquinho e gentilmente massageie sua barriguinha.
3. Agora é a hora da Conversa da Barriguinha. Pressione seu rosto e lábios sobre a barriguinha do bebê, fale, cante e recite algum versinho infantil, ou apenas crie algumas palavras engraçadas. Varie o tom e a altura de sua voz enquanto estiver falando.
4. Dê-lhe alguns beijinhos a cada vez que terminar uma palavra.
5. Sente e sorria para o bebê toda vez que terminar uma Conversa de Barriguinha. Seu bebê ficará sorrindo enquanto você brinca com ele e esperando pela próxima conversa.

Segurança: Não fale muito alto, o objetivo não é assustar o bebê. Se estiver brincando desse jogo com um bebê despido, lembre-se de ter uma fralda por perto, para o caso de uma emergência!

A brincadeira de soprar

- Essa brincadeira ajuda o bebê a tomar consciência das diferentes partes do corpo.
Sopre delicadamente as palmas das mães de seu filho. Ao soprar, digas as seguintes palavras, cantando: “as mãozinhas do bebê”.
Depois beije as palmas de suas mãozinhas.
Sopre outra parte do corpo.
A maioria dos Bebês gosta de sopros delicados nos cotovelos, dedos, pescoço, bochechas e dedos dos pés.

Brincando de rolar:

A partir de mais ou menos dois meses e meio, muitos bebês começam a se preparar para rolar.

- Experimente pôr o bebê de lado e incentive-o a rolar na sua direção. Mais tarde (a partir dos três meses), você pode pôr um brinquedo colorido ao lado dele, mas um pouco fora do alcance, de modo que ele acabe tentando rolar para pode alcançá-lo. Para incentivá-lo, bata palmas, sorria e elogie.

Brincar de sentar:

Dê a seu bebê a oportunidade de sentar apoiado mais ou menos com a idade de dois meses.

- Deixe-o numa cadeira de bebê que proporcione ao pescoço e às costas o apoio de que ele necessita ou deixe-o em um lugar com almofadas, mas verifique sempre se o pescoço e as costas estão bem eretos.
Para chamar seua atenção, bata palmas, cante ou pendure móbiles para que ele possa movimentar um pouco a cabeça. Mas é preciso estar de olho nele o tempo todo para que não se machuque!

Brincar de bruços:

A partir do 1º mês.

Lembre-se de deixar seu filho deitado de bruços quando estiver acordado e alerta.
Isso vai estimulá-lo a erguer a cabeça e o tórax. Para incentivá-lo ainda mais, sente-se diante dele com um brinquedo colorido e brilhante.
Primeiro, segure bem na frente dele e depois vá erguendo um pouco mais alto para que ele o acompanhe. À medida que ele for conseguindo erguer a cabeça mais alto e tirar o peito do chão, vá segurando o brinquedo um pouco mais alto e mexa-o de um lado para o outro, de modo que ele precise mexer a cabeça para ver. Isso o encoraja a olhar objetos, assim como desenvolver suas aptidões para o movimento.

Sumiu! Achou!

Considerando que o seu bebê é gente nova no planeta, ele gasta a maior parte do tempo tentando entender o seu ambiente. Ajude-o nessa tarefa brincando de Sumiu!

- Materiais:
Brinquedos macios e coloridos
Cobertor, toalha ou paninho

1. Coloque vários brinquedos macios e coloridos fora do alcance dos olhos do bebê.
2. Coloque o bebê sentado em sua cadeirinha e sente-se no lado oposto ao dele.
3. Traga um brinquedo e mostre ao bebê. Segure o brinquedo próximo ao seu rosto e fale com o bebê para chamar a sua atenção.
4. Enquanto o bebê estiver observando, cubra o brinquedo com um paninho.
5. Diga ao bebê: “Sumiu!”
6. Espere alguns segundos, descubra o brinquedo e anuncie alegremente: “Achou!”
7. Repita com brinquedos diferentes.

Segurança: Se o bebê ficar chateado com o sumiço do brinquedo, esconda o brinquedo devagarzinho e mostre a ele o que você está fazendo. Não deixe o brinquedo coberto por muito tempo.

FONTES:
Blog Aprontando Uma – http://aprontandouma.blogspot.com

Site Fisher Price – http://www.fisher-price.com/BR/

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Dicas para amamentar com sucesso

Postado no blog da Adriana Vieira – Namaskar Yoga

A matéria a seguir é de grande importância para a saúde do bebê e também da mãe que amamenta, além de criar um vínculo amoroso ainda maior entre mãe e filho.

Muitas mães têm dificuldade ao iniciar o ato de amamentar. Eu também tive, e devido ‘a grande e importantíssima ajuda da Dra Keiko Teruya, superei as dificuldades, tirei muitas dúvidas e pude curtir esse momento maravilhoso ao amamentar meus dois filhos, a Aline e o Thales! Obrigada hoje e sempre Dra Keiko, por todo seu incentivo e dicas, transformando esse ato natural, em uma grande lição de amor e doação! (Adriana Viera)
A seguir as dicas da Dra keiko Teryua que estão também no livro: Filhos –da gravidez aos 2 anos de Idade (Ed. Manole)

Hoje, o ato de amamentar tornou-se uma arte a ser ensinada e apreendida pela mulher, bem como, protegida pela sociedade. A amamentação depende da escolha da mulher, do apoio, cultura de onde vive e da capacidade dela levar avante sua escolha de amamentar seu filho.
* Para ter sucesso na amamentação tente contar com o apoio dos familiares, principalmente do pai, amigos e profissionais de saúde.

Para que a amamentação se estabeleça é necessário:
Um peito que produza e libere o leite
Um bebê que seja capaz de esvaziar o peito quando mama.
Um peito que produza e libere o leite
Para que um peito produza leite é necessário que haja níveis hormonais adequados, estimulados pela sucção – e o esvaziamento completo ou adequados das mamas.
Como conseguir que um peito produza e libere o leite?
Deixar se filho sugar o peito, se possível, já na sala de parto e depois sempre
quando quiser, até que ele solte o peito ao estar satisfeito. Nos primeiros dias – para
facilitar uma boa pega e antes de oferecer o peito – extrair manualmente o leite da
região do mamilo (aréola) para deixá-lo macio de forma que o seu filho abocanhe
toda parte escura de seu peito (aréola). Após a mamada se “sobrar” leite no peito é
importante extraí-lo, manualmente ou por bomba, para que seu peito não empedre.
Se desejar, doe o leite que “sobrar” a um Banco de Leite Humano – com esse gesto
poderá salvar vidas. Quanto mais seu filho mamar, mais leite seu peito produzirá.

Se o peito não for esvaziado, adequadamente, poderá empedrar, produzir menos leite
o bebê não engordar e, além disso, dar febre e dor.
Tente não oferecer outros alimentos em mamadeiras ou chucas, chupetas. Descanse enquanto seu filho dorme. Faça relaxamento, evite fumo e pílulas que contenham estrógeno. Tente contar com o apoio do pai, familiares e pessoas que amamentaram, bem como profissionais de saúde. Pensar que é mulher maravilha – poderosa.

A dor, a insegurança, o medo, o estresse, a ansiedade, tensão, e o desconforto podem prejudicar a saída do leite. Por esse motivo é muito importante que a mulher se poupe tentando ficar calma, tranqüila, confiante enquanto amamenta

Esvaziar o peito evita problemas na mama
Um bebê que sugue o peito e seja capaz de esvaziá-lo
Para o bebê extrair o leite do peito é importante que a mãe esteja relaxada e encontre uma posição confortável para amamentar. Também é necessário observar três pontos: o posicionamento do bebê, a pega e os movimentos que ele faz quando suga (reflexos do bebê.

Como conseguir que um bebê sugue e seja capaz de extrair o leite do peito?

POSICIONAMENTO CORRETO
bebê – olhando para a mama, com o nariz de frente ao mamilo
corpo do bebê – próximo ao da mãe
cabeça e corpo do bebê – alinhados
nádegas do bebê – apoiadas (se recém-nascido)

Posicionar seu filho de tal forma que ele fique com a boca e o nariz bem de frente para o mamilo (parte escura do peito) , e fazê-lo abocanhar com a boca bem aberta,
De maneira que ele pegue o bico todo e a aréola (pare escura ao redor do bico do peito). O corpo deve estar bem próximo ao seu e com a cabeça e tronco do bebê alinhados (numa mesma linha). Quando ainda pequeno apoiar o bumbum. Se o bebê estiver na posição certa e conseguir retirar todo o leite que precisa, seu peito não deverá doer e não vai ficar machucado.
Passando a fome do bebê, os intervalos entre as mamadas começarão a ficar maiores.

* É importante ficar relaxada e confortável

PEGA CORRETA
Boca – bem aberta
Lábio inferior – voltado para fora
Queixo – tocando a mama
Aréola – mais visível acima que a parte de baixo

Fazer que seu filho pegue o peito corretamente, isto é:
Esteja com a boca bem aberta; o lábio inferior voltado para fora; o queixo tocando a mama e sua aréola mais visível acima que a parte de baixo.
COMO É UMA PEGA CORRETA

COMO É UMA PEGA INCORRETA

SEQÜÊNCIA DE UMA PEGA CORRETA

Estimular o reflexo da busca tocando a boca de seu filho com a ponta do mamilo
Esperar que sua boca esteja bem aberta como se fosse bocejar

Três são os reflexos do bebê:
Reflexo de busca e apreensão- sempre que o mamilo toca o lábio do bebê ele abre a boca, põe a língua para baixo e para fora e tenta abocanhar a mama
Reflexo de sucção – quando o bico toca o céu da boca ele começa a sugar
Reflexo da deglutição – quando a boca enche de leite ele engole

*A mãe aprende a posicionar o bebê
*O bebê por sua vez aprende a abocanhar a mama.

Para alcançar sucesso na amamentação

Prestar atenção no seu conforto, posição e se o seu filho está pegando a região escura do peito (mamilo).

Observar se ele suga, engole e respira. Se mama até soltar. Só então, oferecer o outro peito. Se ele não aceitar, na próxima mamada começar por esse peito.

Três são os reflexos do bebê:
Reflexo de busca e apreensão- sempre que o mamilo toca o lábio do bebê ele abre a boca, põe a língua para baixo e para fora e tenta abocanhar a mama
Reflexo de sucção – quando o bico toca o céu da boca ele começa a sugar
Reflexo da deglutição – quando a boca enche de leite ele engole

A mãe aprende a posicionar o bebê
*O bebê por sua vez aprende a abocanhar a mama
Para alcançar sucesso na amamentação

Prestar atenção no seu conforto, posição e se o seu filho está pegando a região escura do peito (mamilo).
Observar se ele suga, engole e respira. Se mama até soltar. Só então, oferecer o outro peito. Se ele não aceitar, na próxima mamada começar por esse peito.

Dra Keiko Teruya, pediatra em Santos, presidente do Comitê de Aleitamento Materna da Sociedade de Pediatria de S.P. e diretora do Centro de Lactação de Santos (3202-1323)

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A crise dos 3 meses – bebês

Por volta de 2-3 meses de idade, alguns bebês tornam-se tão eficientes na mamada que são capazes de mamar tudo o que precisam em 5 ou 7 minutos, algumas vezes em 3 minutos. Se ninguém disso isso para a mãe e ela espera que a criança fique no seio por “pelo menos 10 minutos”, ela vai achar que seu filho não está mamando o suficiente, como esta mãe aqui:

Eu tenho uma filha de 4 meses. Meu problema é que não sei se ela está mamando o suficiente. Ela passa somente 3-4 minutos no peito e eu fico com receio de que ela não está mamando leite suficiente. Quando ela tinha 2 meses, ela mamava por 10 minutos de um lado e 5 do outro e ganhava peso rapidamente; agora ela está caindo na curva de crescimento.

Eu também notei que meus seios não enchem mais como antes, eles chegavam até a vazar!

O que mais me intriga é que nos primeiros 2 minutos ela engole muito leite, bem rápido e e depois começa a tirar a boca do peito e a colocar novamente, sem ficar quieta. Eu tenho que alternar os lados e tentar posições diferentes para ela mamar ao menos 10 minutos. Eu me pergunto se ela faz isso porque ainda está com fome.

Outra coisa que me preocupa é que ela está mamando mais vezes, especialmente de noite. Ela dormia 5-6 horas seguidas de noite, agora dorme no máximo 3-4 horas, até menos.

O pediatra me disse que eu posso começar a dar leite artificial na mamadeira. Já tentei, mas ela não aceita, mesmo que outra pessoa ofereça a mamadeira.

O caso desta mãe ilustra bem a crise dos 3 meses de idade:

1. O bebê que mamava 10 minutos agora termina em 5 minutos ou menos.
2. Os seios, antes cheios e pesados, agora estão macios e “vazios”.
3. O leite não vaza mais.
4. O ganho de peso do bebê diminui.

Tudo isso é absolutamente normal. O engurgitamento das mamas nas primeiras semanas pós-parto não tem nada a ver com a quantidade de leite produzida e sim com uma inflamação temporária que acontece no início da lactação. Mamas cheias e vazamento são problemas iniciais, que desaparecem assim que a amamentação está estabelecida.

E a diminuição no ganho de peso, claro, é esperada. Os bebês ganham menos e menos peso a cada mês que passa. É por isso que as curvas de crescimento são curvas e não retas. Entre 1 e 2 meses, uma menina amamentada ao seio ganha tipicamenate 400g a 1,3 kg, com a média sendo um pouco acima de 800g. Eliminamos o primeiro mês, porque sempre há perda de peso e depois ganho, o que faz a conta final muito variável. SE o bebê fosse continuar ganhando peso neste padrão, em 1 ano ganharia 5 a 15 kg, com média de 10 kg. Na realidade, durante o primeiro ano de vida, meninas ganham entre 4,5 a 6,5 kg, com a média sendo 5,5kg. Em outras palavras, uma menina que ganhou 500g no primeiro mês de vida (alguns podem achar muito pouco, mas na realidade é normal) ganhará menos peso eventualmente. Todos os pesos são medidas aproximadas. Meninos geralmente ganham um pouco mais que meninas.

Claro que o bebê da mãe do exemplo não aceitou a mamadeira com complemento; ela não estava com fome. Infelizmente nem todos os bebês mostram tal controle e, algumas vezes, especialmente se a mãe insiste muito, eles tomam a mamadeira msmo sem estarem com fome.

Se alguém tivesse explicado a esta mãe o que estaria para acontecer no terceiro mês, ela não teria se preocupado. Mas a mudança inesperada deixou-a insegura. Mesmo assim, se ela estivesse confiante na própria habilidade para amamentar, ela não teria se estressado. A explicação mais lógica para todas as mudanças é “eu tenho tanto leite que minha filha fica cheia em 3 minutos”. Mas o medo do fracasso na amamentação é tão incutido em nossa sociedade, que não importa o que acontece, a mãe sempre pensa (ou é convencida a pensar) que ela não tem leite suficiente.

A mãe também se preocupa com outro mito moderno: que as crianças, à medida em que o tempo passa, aprendem a dormir mais. Na realidade, as crianças passam mais tempo acordadas quando vão crescendo. É verdade que um dia elas dormirão mais horas seguidas e vão começar a dormir a noite inteira, mas dificilmente isso acontece aos 4 meses de idade. Entre o nascimento e 4 meses de vida, é mais provável que você observe seu bebê dormindo menos. Muitos bebês mamam várias vezes por noite durante os primeiros anos de vida (o que é muito mais fácil que preparar mamadeiras de madrugada, especialmente se o bebê dorme na mesma cama que a mãe).

A mãe do exemplo já começou a forçar a filha a comer. É um beco sem saída. É fácil deduzir que, a menos que a mãe decida mudar radicalmente seus hábitos, a introdução de sólidos será uma luta.”

Retirado na íntegra do livro My Child Won’t Eat, do pediatra Carlos González, recomendado pela La Leche League

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Novo Manual Kika de Pano

Estamos produzindo o novo manual da Kika de Pano, com mais posições e instruções que o antigo.
Para isso, precisei encontrar um bebêzinho de até 3 meses, porque Içara já está grandinha para posições exlusivas para RN até 3 meses.

E foi assim, que no último sábado tivemos o prazer de conhecer a Silvia e o pequeno Sylvio, um meninão lindo e tranquilo!

A única bebê pequenina assim que eu peguei foi a minha filha e eu já estava destreinada de segurar uma coisinha tão pequena e molinha. Confesso que fiquei emocionada e já sonhando com meu próximo bebê.

A história da Silvia e do Sylvio é linda e foi uma tarde muito gostosa, apesar do calor de enlouquecer que fazia.

interação


Içara sentiu no colinho da Silvia o cheirinho de maternidade e ficou muito à vontade e curiosa com o Sylvio, olhou e pegou em suas pequenas mãozinhas.

Trocamos muito e o Sylvinho até tomou um banho de balde no primeiro balde da Içara! E não é que coube certinho?

Sylvio, quase 3 meses

É muito bom encontrar mães bacanas e preocupadas com o desenvolvimento integral dos seus filhos. A Silvia já tinha um KIka de Pano, que encomendou através de uma amiga comigo, assim que o Sylvio chegou.

Aprendemos nesta tarde ensolarada que:
- maisena nas dobrinhas contra assaduras FUNCIONA
- sons de útero materno para bebês escutarem e acalmarem FUNCIONA
- e que a troca de informações é fundamental para crescermos como MÃES.

obrigada, Silvia! Adoramos!

Ah! E o manual fica pronta ainda neste semestre!!
Já temos um vídeo pronto. Confira aqui.

AGUARDEM!

Abraços,
Bruna
12/02/10

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A importância do colo – O conceito de continuum

A antropóloga americana Jean Liedloff estudou a tribo venezuelana dos Yequana e defende que para conseguir um desenvolvimento físico, mental e emocional ótimo, o ser humano e especialmente um bebê, necessita o tipo de experiências às quais a nossa espécie se adaptou durante uma longa evolução. Para uma criança são: constante contato físico com seu cuidador desde o nascimento, dormir com os pais até deixar de fazê-lo por vontade própria, amamentação a livre demanda, ser levado constantemente nos braços ou de maneira que possa observar a atividade do adulto, ter cuidadores que respondam aos seus sinais imediatamente sem julgá-la e finalmente, sentir que cumpre as expectativas dos pais, que é bem-vindo e digno. Segundo Liedloff, as crianças cujas necessidades “continuum” forem satisfeitas crescerão com maior auto-estima e serão mais independentes.

Nos dois anos e meio que morei entre os índios da idade da pedra na selva sul-americana – não consecutivos, mas sim em cinco expedições distintas com muito tempo entre elas para refletir – cheguei a compreender que a natureza humana não é o que nos fizeram acreditar. Os bebês da tribo Yequana, longe de precisarem de paz e tranquilidade para dormir, tiravam uma soneca tranquilinhos enquanto os homens, mulheres ou crianças que os carregavam dançavam, corriam, andavam ou gritavam. Todas as crianças brincavam juntas sem brigar ou discutir e obedeciam aos mais velhos no mesmo instante e de bom grado.

A essa gente, nunca lhes passou pela cabeça a idéia de castigar uma criança e, no entanto, seu comportamento não deixa entrever permissividade nenhuma. Nenhum moleque faz escândalo, interrompe os outros ou espera que um adulto lhe mime. Aos quatro anos, contribuíam mais com as tarefas do lar que davam trabalho elas mesmas.

Os bebês nos braços quase nunca choravam e era fascinante comprovar que não agitavam os braços e as pernas, não arqueavam as costas nem flexionavam as mãos e os pés. Permaneciam sentados nos slings ou dormiam encostados nos quadris do seu cuidador, desmentindo deste modo a crença de que os bebês precisam mover-se e flexionar as extremidades para exercitar-se. Também observei que não regurgitavam a não ser que estivessem muito doentes e que também não tinham cólicas. Quando se assustavam nos primeiros meses de engatinhar, não esperavam que ninguém acudisse correndo, ao invés disso, iam sozinhos em direção à mãe ou cuidador em busca dessa sensação de segurança antes de seguir com suas explorações. Inclusive sem supervisão, nem os menorzinhos se machucavam.

Será que sua natureza humana é diferente da nossa? Algumas pessoas assim o creem, mas evidentemente só existe uma espécie humana. Que podemos aprender, então, da tribo Yequana?

Antes de tudo, podemos tentar compreender o poder educativo do que eu chamo da “fase do colo”, que começa no momento do nascimento e termina quando o bebê começa a mover-se, quando pode afastar-se do seu cuidador e voltar quando queira. Essa fase consiste, simplesmente, em que o bebê tenha contato físico durante as 24 horas com um adulto ou criança mais velha.

A princípio, vi que essa experiência tinha um efeito extraordinariamente benéfico para os bebês, que não eram tão difíceis de tratar. Seus suaves corpinhos se adaptavam a qualquer postura que fosse cômoda para quem o levasse. Em contraposição a esse exemplo, vemos a incomodidade dos bebês que, com sumo cuidado, dormem no berço ou no carrinho. Bem agasalhados, se encontram lá jogados e rígidos, com o desejo de abrigar-se a um corpo vivo e em movimento: o lugar que lhes corresponde por natureza. Um corpo, em definitivo, que pertence a alguém que acreditará no seu choro e aliviará o seu anseio com braços afetuosos.

Por quê nossa sociedade é tão incompetente? Desde a infância, nos ensinam a não acreditar nos nossos instintos. Condicionados para desconfiar do que sentimos, nos persuadem para que não acreditemos no choro de um bebê que diz: “ Me pega no colo!”, “Quero estar com você!”, “Não me deixe!”. Em lugar disso, recusamos a idéia da resposta natural e seguimos os preceitos da moda que são ditados pelos “especialistas” no cuidado infantil. A perda da fé em nossa experiência inata nos leva a pular de um livro a outro, à medida que vão fracassando todas e cada uma das modas passageiras.

É essencial entender quem são os verdadeiros especialistas. O segundo especialista em cuidado de bebês reside no nosso interior, assim como em cada ser vivo que, por definição, deve saber como cuidar de sua cria. É claro que o maior especialista é o próprio bebê, programado durante milhões de anos de evolução para demonstrar seu temperamento com sons e gestos quando gosta do cuidado que recebe. A evolução é um processo de perfeição que “afinou” nosso comportamento com uma precisão magnífica. O sinal do bebê, a compreensão deste por parte dos que o rodeiam e o impulso a obedecê-la formam parte do caráter da nossa espécie. Nosso intelecto presunçoso demonstrou-se mal preparado para advinhar as autênticas necessidades do bebê. A pergunta costuma ser: “Devo pegar o bebê quando chora?”, “Devo deixar chorar um pouco antes de pegâ-lo?” ou “Deveria deixar que chore para que saiba quem manda e não se torne um tirano?”.

Nenhum bebê concordará com essas imposições. De forma unânime nos fazem saber através de gestos e sinais que não querem que lhes façamos dormir e lhes ponhamos no carrinho. Como essa opção não foi muito defendida na civilização ocidental atual, a relação entre pais e filhos acabou marcada por essa confrontação.

O jogo se centrou em como fazer o bebê dormir no berço, mas nunca se debateu se é preciso respeitar ou não o choro do bebê. Apesar de que o livro de Tine Thevenin, The Family Bed (A Cama Familiar), entre outros, abriu a brecha com o tema de que as crianças durmam com seus pais, não se abordou com claridade suficiente o princípio mais importante: “Atuar contra a natureza como espécie conduz irremediavelmente à perda do bem-estar”.

Então, uma vez que compreendamos e aceitemos o princípio de respeitar as expectativas inatas, poderemos descobrir com exatidão quais são essas expectativas. Em outras palavras, saberemos o que é que a evolução nos acostumou a experimentar e sentir.

A Função Educativa

Como cheguei à conclusão de quão importante é a fase do colo para o desenvolvimento de uma pessoa? A primeira coisa que vi foi como era feliz essa gente nas florestas da América do Sul com seus bebês penduradinhos no corpo e, pouco a pouco, fui relacionando esse fato tão simples com a qualidade de vida. Mais tarde, cheguei a certas conclusões a respeito de como e por quê é essencial o contato contínuo com o cuidador na fase pós-natal do desenvolvimento.

Por um lado, parece que a pessoa que carrega o bebê (normalmente a mãe durante os primeiros meses e depois uma criança de 4 a 12 anos que devolve o bebê à mãe para que esta lhe dê de comer) está servindo de base para as experiências posteriores. O bebê participa passivamente nas corridas, passeios, risadas, bate-papos, tarefas e brincadeiras do cuidador que o carrega. As atividades, o ritmo, as inflexões de linguagem, a variedade de vistas, noite e dia, a variação de temperatura, secura e humidade, além dos sons da vida em comunidade, formam a base para a participação ativa que começará aos seis ou oito meses, com o arrasto, a engatinhada e depois o passo. Um bebê que passou todo esse tempo deitado no berço, olhando o interior de um carrinho ou o céu, terá perdido a maior parte dessa experiência essencial.

Devido à necessidade que a criança tem de participar, é muito importante que os cuidadores não fiquem olhando pra ele ou perguntando constantemente o que querem, mas sim que deixem que eles mesmos tenham vidas ativas. De vez em quando, não podemos resistir a dar-lhes um monte de beijos, no entanto, uma criança que está acostumada a ver passar a vida agitada que levamos se confunde e se frustra quando nos dedicamos a contemplar como ele vive a sua. Um bebê que não fez mais que contemplar a vida que vivemos, se submerge na confusão se lhe pedimos que seja ele quem a dirija.

Parece que ninguém se deu conta da segunda função essencial da experiência da fase do colo, inclusive eu mesma, até meados da década de 60. Esta experiência dota os bebês de um mecanismo de descarga do excesso de energia que não são capazes de fazer por si mesmos. Nos meses anteriores a poder mover-se sozinhos, acumulam energia mediante a absorção do alimento e a luz solar. É então quando o bebê necessita o contato constante com o campo energético de uma pessoa ativa que possa descarregar o excesso de energia que nenhum dos dois utiliza. Isso explica porque os bebês Yequana estavam tão relaxados e porque não ficavam rígidos, davam chutes ou arqueavam as costas.

Para oferecer uma experiência ótima nesta etapa temos que aprender a descarregar nossa energia de maneira eficaz. Podemos acalmar mais rapidamente um bebê correndo com ele, dançando ou fazendo o que seja para eliminar o excesso de energia próprio. Uma mãe ou pai que tem que sair de repente para buscar alguma coisa não precisa dizer: ”Fica com o bebê que vou correndo até a loja”. O que tenha que sair que leve o bebê. Quanto mais ação, melhor.

Bebês e adultos experimentam tensões quando a circulação de energia nos seus músculos não flui bem. Um bebê cheio de energia acumulada não descarregada está pedindo ação: uma volta pela sala dando pulinhos ou uma dança agitada. O campo de energia do bebê aproveitará imediatamente essa descarga do adulto. Os bebês não são as pessoinhas frágeis que costumamos tratar com luvas de seda. De fato, se neste estágio de formação tratamos a um bebê como se fosse frágil, acabará acreditando que é fraco de verdade.

Como pais, podemos conseguir a destreza para comprender o fluxo de energia do nosso filho. No processo, descobriremos muitas mais maneiras de ajudá-lo a manter o suave tônus muscular do bem-estar ancestral e de proporcionar-lhe a calma e o conforto que necessita para sentir-se confortável nesse mundo.

Leitura:
- Continuum Concept, The – Liedloff, Jean. Perseus Books (1986).

revista espanhola Tu Bebé, número 188.

http://www.continuum-concept.org/

Tradução: Bel Kock-Allaman
sling tribo

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Auxílio na prevenção de displasia no fêmur

revista pais filhos

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É realmente confortável?

por Bruna Leite Santana – kikadepano.com

Muitas pessoas olham desconfiadas para um bebê enroladinho em um carregador de bebês, seja ele um wrap ou ring sling, por exemplo.

Mas, se pararmos um pouco para pensar, lembraremos que o bebê ficou em média 38, 40 ou até 42 semanas dentro da barriga da mamãe, cada vez menor para o seu tamanho e no melhor conforto possível: temperatura perfeita, constantemente embalado e pertinho da mamãe.

O sling proporciona de certa forma uma continuidade da gestação, permitindo assim que o bebê sinta-se seguro e perto da sua mãe ou recebendo o colo e carinho do papai também.

Era muito comum, antigamente, fazer “charutinhos” no bebê, enrolando-o todo para sentir-se protegido e aquecido numa tentativa de acalmá-lo e diminuir as famosas cólicas. Os slings funcionam de maneira parecida e arrisco a dizer: melhor.

Porquê?
- o bebê fica pertinho da mãe, ouvindo seu coração, sua respiração, o que trás segurança e tranquilidade;
- a respiração do bebê flui melhor e ele dorme e mama na hora em que tem vontade, em uma posição confortável, para o bebê e também para a mamãe.

O mais importante é colocar o bebê ou a criança CORRETAMENTE no carregador. Quando sentado seus joelhos devem estar na altura do umbigo e ao olhar a criança de costas verá que suas pernas formam um “M” e sua coluna formará um “C”.

No caso do wrap sling, o pano deve estar sempre cruzado e esticado, nunca embolado e o pano no ombro da mãe ou da pessoa que carregará o bebê deve estar aberto, quanto mais aberto, melhor a distribuição do peso e o conforto estará garantido.

Outra dica importante é colocar o bebê quando ele estiver limpo, descansado, sem fome ou sono, apresentá-lo ao carregador no melhor momento do seu dia. A mamãe deve estar tranquila também, sem medo e segura, para isso, teste a amarração, experimente o tecido e treine pequenos passeios em casa, para sair à rua com segurança passear agarradinha!

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Como mãe, experimentei o ring sling e o wrap sling pelo qual me apaixonei. A distruibuição do peso do bebê fica uniforme e a impressão que tenho é que a Içara pesa uns 3 quilos a menos do que o seu peso real, que sinto quando a levo somente no braço.
Com certeza, se não tivesse encontrado esse tipo de carregador de bebês, me arriscaria a sair bem menos com ela por aí.
Quando está dentro dele, minha filha mama e dorme muito bem, às vezes por mais tempo e melhor do que no braço.
Bruna
Meu blog pessoal (a gravidez, relato de parto, maternidade, amamentação, alimentação infantil e tantas outras coisas): http://yodinha.blogspot.com
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