Tudo sobre bebês
Babysling: opção para carregar bebês
As dores nas costas são uma reclamação frequente entre as mães. No período de dois anos desde a gravidez até o bebê andar, muitas mulheres sofrem com dores na coluna. As transformações do corpo para abrir espaço para o desenvolvimento do feto no útero durante a gestação incluem a movimentação dos ossos da coluna. Após o parto, ainda com os ossos voltando a seus lugares, a mãe entra na maratona de carregar o bebê.
Para diminuir o peso que sobrecarrega a coluna, diferentes povos buscam soluções. Há milhares de anos, africanas, indianas, japonesas, chinesas e índias nativas da América do Norte prendem os bebês de diversas maneiras a seus corpos para transportá-los ou para mantê-los próximos durante a execução de trabalhos domésticos ou da lida na lavoura.
Outras soluções foram criadas para mamães – e mesmo papais –, mas muitas vezes inadequadas. Em recente viagem que fiz aos Estados Unidos, notei que existe uma forte tendência ao uso de babysling, uma faixa de tecido de cerca de dois metros de comprimento por um de largura, que se ajusta ao corpo do adulto. O acessório é unanimidade quando se fala em praticidade: além de deixar as mãos das mamães sempre livres, mantém os bebês pequenos confortavelmente deitados.
Veja as principais vantagens do babysling:
1) A proximidade permite que os bebês escutem os batimentos cardíacos da mãe, como se ainda estivessem no aconchego do útero. É um colinho e tanto!
2) O peso fica melhor distribuído, o que implica em menor esforço de parte da mulher para carregar a criança. Isso é possível porque o acessório tem pontos de apoio nos ombros e costas.
3) Os babyslings oferecem segurança. Além dos presos por argolas, há os fechados com velcro. De toda maneira, os pais precisam verificar o estado da costura e do tecido.
4) Entre os cuidados a tomar, é necessário observar sempre para que o pano não cubra o rosto do bebê. Não é aconselhável colocar objetos dentro. Tomar cuidado quando transportar a criança, segurando-a ao se inclinar para frente.
5) Vale lembrar que o babysling não é adequado para andar de bicicleta. No carro, o correto é levar a criança na cadeirinha presa ao banco.
6) Como orientação geral, convém evitar o uso do babysling por longos períodos. Fazer alguns alongamentos antes e depois de pegar o bebê ajuda a diminuir o cansaço. Além disso, sempre é bom tomar cuidado na hora de levantar ou colocar a criança no berço. Os joelhos flexionados ajudam a diminuir o impacto do peso sobre a coluna.
Na história recente, os ocidentais adaptaram as tais tipóias para carregar seus filhos. No Brasil dos anos 1960, estava na moda o canguru, que gerou polêmica porque muitos achavam que prejudicava o quadril, pois o bebê ficava de pernas abertas, como nos modelos mochila e dos antigos chineses. O babysling de agora tem mais a ver com o tipo usado pelos índios norte-americanos, chamado papoose, que deixa o bebê embrulhado como se fosse um “charutinho”. Ele leva vantagem em relação a estes outros modelos também porque as pernas do bebê se mantêm unidas, não alterando o desenvolvimento do quadril. O deslocamento do quadril pode ocorrer com o uso contínuo de carregadores de bebê que deixam as pernas abertas, como o do tipo cadeirinha. O babysling não aumenta a curvatura da coluna vertebral do bebê e não acarreta vícios de posição.
Pediatras e psicólogos ressaltam o benefício de se manter o bebê próximo ao corpo da mãe, dizendo que as crianças criadas assim choram menos. Eles atribuem ao “carregador de bebês” outras vantagens, como o fortalecimento do vínculo entre mãe e filho e a criação de bebês mais relaxados. Alguém pode falar que o babsling deixa a criança muito dependente. Eu não penso assim. Acho que os filhos precisam mesmo do contato com a mãe.
Dr. Ravaglia – médico ordopedista
Fonte: Instituto Ortopedia e Saúde
Procura-se coordenadoras para sessões CINEMATERNA
Por Bruna Leite Santana - Blog, Dicas da Kika
Conheça o Cinematerna:
Estamos buscando coordenadoras para fazer parte da equipe responsável pelas sessões em:
- Belo Horizonte (Shopping Pátio Savassi)
- Brasília (Píer 21)
- Santos (Shoppings Miramar / Praiamar)
- São Paulo (Shopping VillaLobos)
Sua função é preparar a sala de cinema e receber as mães na sessão e no café. Faz parte do trabalho bater muito papo! Não precisa ter nenhum conhecimento específico. O perfil buscado é:
- ter iniciativa e ser dinâmica, responsável e pontual
- ser mãe (ter filho em qualquer idade – não precisa ser bebê)
- ter disponibilidade de uma tarde por mês, das 13h às 17h30
O trabalho é voluntário, com pagamento de uma ajuda de custo.
Envie um e-mail para equipe@cinematerna.org.br com o nome da cidade no título, com seus telefones e uma apresentação sua (histórico profissional e momento atual de vida) e aguarde nosso contato.
Chorar sem parar: aprenda a acalmar o bebê
Pedir ajuda é o principal motivo pelo qual chora um recém-nascido. Durante os seus primeiros meses de vida apenas saberá comunicar através do choro. Um sinal de alarme primitivo que tem como consequência a resposta imediata dos seus pais que acodem para atender às suas necessidades. No entanto, em algumas ocasiões esta resposta pode traduzir-se em desespero e desejo de acompanhar o bebé no choro.
Porque chora um bebé?
Durante os primeiros meses o recém-nascido chora com frequência. Felizmente, a partir do terceiro mês reduzirá consideravelmente o tempo de choro. Existem várias razões que explicam porque é que chora um recém-nascido: dor, sono, incómodo, fome, saudade, falta de estimulação, excesso de estimulação, frustração. Os bebés não podem dizer “tenho fome”, “a fralda está suja” ou “estou aborrecido por estar deitado”. Em vez disso eles choram… e choram … algumas vezes aos olhos dos seus pais sem nenhuma razão aparente. Seguramente que tentou tudo. Viu se a fralda estava suja, já mamou, dormiu o suficiente, etc. Porque não se cala? Não pense no pior. Durante os primeiros meses, talvez pelo imaturo sistema nervoso, um bebé pode estar desconfortável e chatear-se por qualquer coisa, por exemplo com alguns ruídos e cheiros. À medida que os dias passam você irá descobrir o que faz o seu bebé sentir-se mal, ou melhor, a que se deve cada choro.
Conselhos para acalmá-lo
Apesar de nem todos os truques funcionarem para todos os bebés, deixamos-lhe aqui algumas técnicas para acalmar o seu bebé quando as lágrimas caírem. De certeza que encontrará a melhor forma para reconfortar o seu pequeno rebento.
Fale com ele: o som familiar e próximo da voz da mãe é uma das formas mais eficazes para acalmar um bebé. Fale com o seu filho docemente sem perder a calma. Isso dará confiança ao bebé.
Toque-lhe: o tacto e o contacto físico estimulam receptores no cérebro que acalmam o bebé. Um bom abraço pode tranquilizar o bebé. Experimente também encostar um peluche ou uma mantinha suave. Massajar o bebé também é igualmente eficaz, especialmente se sofre de cólicas. Uma massagem abdominal pode ser muito boa. Também pode deitar o bebé de barriga para cima e agarrá-lo nos pés, fazendo movimentos circulares com as suas pernas, como se a criança estivesse a pedalar.
Outro truque, se o bebé estiver incomodo pelos gases, é colocá-lo sobre o seu ombro. A barriga deverá estar à altura do seu ombro e a sua cabeça e pescoço tombados para trás. Segure bem a cabecinha da criança se esta ainda não for capaz de fazê-lo por si só.
Ao ritmo do seu coração: segure o seu bebé em posição vertical contra o seu peito, de forma que a sua cabeça descanse à altura do seu coração. Sentirá o ritmo dos batimentos e irá acalmar-se.
Recrie o ventre materno: ao nascer os bebés chegam a um mundo luminoso, hostil e ruidoso. Imitar, dentro do possível, o seu antigo ambiente pode apaziguar a situação. Para isso envolva a criança numa manta com braços estendidos ao longo do seu corpo. Pegue no bebé mantendo-o sobre a sua barriga e não sobre as costas. Emite ruídos rítmicos ou ligue um aspirador ou secador do cabelo. Acarinhe-o suavemente e deixe que chuche no seu dedo ou na própria chucha.
Sentado a ver tudo: quando o seu bebé estiver chateado e queixoso, tente que veja o que está à sua volta para se distrair. Segure-o contra o seu peito de costas para si. Com uma mão segure-o por baixo do rabinho como se estivesse sentado numa cadeirinha e com a outra mão rodeia o seu peito agarrando-o debaixo dos seus bracinhos. Mexa-o um pouco e caminhe.
Um bom banho: as propriedades relaxantes de um banho de água tíbia juntamente com o som do correr da água podem fazer maravilhas.
Distraia-o: ofereça-lhe um brinquedo ou um objecto novo que chame à sua atenção. Mostrar-lhe um espelho também é uma estupenda ideia para distrair o bebé do seu mau humor ou do seu aborrecimento.
Dar uma volta de carro: experimente levar o bebé a dar um passeio no carro. O constante movimento e o som do motor farão com que o bebé adormeça e se acalme.
Cante para ele: cantar para o seu bebé é um dos truques para acalmá-lo com mais êxito. Não se preocupe se desafina ou se não se lembra da letra da canção … invente! Experimente canções lentas, pois o corpo responde à música adaptando-se ao ritmo cardíaco e a respiração à velocidade da música.
Perante tudo procure não perder a calma: seguramente que em algumas ocasiões já se viu superada pelo choro do seu bebé, no entanto manter a calma é fundamental. O seu bebé notará a tensão e reagirá contagiando-se dela, o que se converterá num círculo vicioso difícil de romper. Embora não convenha deixar o bebé chorar até que se cale, não haverá problema “ignorar” o seu choro por cinco minutos enquanto você se tranquiliza e pensa noutra forma para acalmá-lo. Tão pouco deve deixar de pedir ajuda ao seu parceiro ou a um familiar se for necessário.
O que deverá evitar
Colocar-lhe a chucha imediatamente: nos primeiros dias não é recomendável o uso da chucha (chupeta). Depois poder dar a chucha ao bebé, de certeza que irá acalmá-lo (porém, pode levar a um desmame precoce). No entanto, deve tentar perceber o que faz chorar o bebé antes de colocar-lhe a chucha.
Dar-lhe de comer: se oferecer o biberão ou o seu peito sempre que o bebé chora antes de assegurar-se de que tem fome, estará a ensinar-lhe que comer é uma forma de acalmá-lo ou de apaziguar a sua ansiedade. Este hábito pode levar a futuros transtornos alimentares. (não concordo com isto.. sempre ofereci o peito para a pequena e não vejo maus reflexos disso, e também nunca soube de algum estudo eficaz sobre o tema)
Experimentar todas as formas de acalmar o bebé à vez: logicamente que estes truques não são um bálsamo milagroso para calar um bebé. Alguns funcionam numas crianças, outros só funcionam noutras. Tenha paciência. Se experimenta um truque e depois de dois minutos experimenta outro, estará a excitar a criança ainda mais e o seu esforço não terá resultados.
Não obstante, se os choros do bebé persistirem ou se está preocupada, consulte o quanto antes um pediatra.
Fonte: Todo Papas
Wrap Capulana

“Capulana (origem tsonga) é o nome que se dá, em Moçambique – África, a um pano que, tradicionalmente, é usado pelas mulheres para cingir o corpo, fazendo as vezes de saia, podendo ainda cobrir o tronco e a cabeça (e também para carregar os bebês).” (wikepédia)
A querida Fernanda, mãe do Benjamin, durante sua visita ao Brasil, trouxe lá de Moçambique 5 estampas exclusivas para Kika de Pano, confeccionadas em tecido 100% algodão..
E os panos agora estão disponíveis em nossa loja para confecção de wrap dupla-faces de encher os olhos.
Veja modelo na galeria e escolha sua estampa.
Cores básicas para combinar com sua capulana:
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Bebês nas costas – A arte africana de carregar bebês, por Fernanda A. Pinto
“É comum ao meu dia-a-dia na África do Sul ver tantas mulheres carregarem seus filhos nas costas. Uma das primeiras memórias que tenho, desde que cheguei aqui há quatro anos, é de uma mulher no aeroporto, com o corpo inclinado pra frente, enrolando um bebêzinho de uns três meses nas costas com um cobertor. Eu observei, espantada, essa mulher apertar o cobertor em nós em frente ao peito e atar o bebê ao seu corpo com uma destreza impressionante. Tendo concluído o processo, e com as mãos livres, ela agarrou duas maletas e saiu com pressa pro saguão de embarque, balançando aquele pacotinho nenê nas costas.

Eu viria essa cena uma centena de vezes por aqui. Eu não obviamente não desconfiava que viria a casar aqui e ter meu filho anos depois, e que essas cenas influenciariam minha maneira de pensar meu corpo, o do meu filho, e nas relações entre eles. Eu continuo observando o carregar nas costas com um certo espanto; não por ser uma curiosidade ‘exótica’, mas uma tradição das populações nativas africanas; eu continuo a questionar não só minhas noções de maternidade/paternidade, mas também – e sobretudo – de infância. Os bebês-nas-costas participam ativamente da vida social: eles são visíveis como parte essencial do próprio corpo da mãe, eles estão no supermercado, nas ruas, nos shoppings, estão na igreja, vão pra cozinha, andam no sol e às vezes pegam chuva. Os bebês-nas-costas são bebês que sentem cheiros, que ouvem o coração da mãe bater e o sentem quase como se fossem o seu. Os bebês-nas-costas observam – e eu sempre os pego observando – o mundo de um ponto de vista privilegiado, eles avaliam a paisagem na segurança daquele pequeno embrulho, e as mães continuam fazendo suas coisas com eles sentadinhos ali.
Esses bebês me impressionam porque eu os vejo confidentes e tranquilos, eu nunca os vejo chorando, batendo braços ou fazendo chilique pra mãe comprar Toddyinho. E ainda assim eles têm tanta vida! Eles compõe o corpo da mãe, a materialidade do ‘corpo de mãe’ que eu viria a encaranar. Eu passei a ver o meu corpo como uma memória corporal do meu filho, um lugar de referência social que é mais que mero aparato biológico, que é uma espécie de moradia, uma casa, lugar morno e acolhedor de onde aprendemos a olhar o mundo e nossas experiências nele. Pensar o lugar do corpo da mãe/bebê é pensar o corpo da mulher e da criança na vida social, essa corporeidade da criança muitas vezes relegadas aos Barneys e Backyardigans, e privada de toques, de respiração, de cheiros que compõe nossa memória afetiva e sensorial.
Na África do Sul, como em tantos “terceiros mundos”, as noções de ‘primitivo’, de ‘selvagem’, de ‘tradicional’ em oposição ao ‘civilizado’, ao ‘moderno’, encontra inúmeros problemas. Eu acredito que a proximidade física, o contato constante entre corpo da mãe (e do pai!) e do bebê, permite a criação de uma intimidade quase ontológica, de um reconhecimento dos limites do corpo, de um compartilhar de experiências sensorias na vida social que o carrinho, e sua suposta “praticidade”, ignoram. Se os bebês-nas-costas (ou do lado, ou na frente) serão adultos mais fortes, belos e inteligentes, isso já é outra história, e certamente impossível argumentar. Não estou empenhada em defender fórmulas de como criar bebês ou do que é ser mãe/pai. O que me interessa mesmo é me dar esse prazer, essa comunicação, esse entendimento que parece tornar sagrado o aqui e agora, essa forma especial de estar tão próximo a alguém, tão presente. E essa intimidade, essa beleza que a África do Sul tornou banal e corriqueira, é uma de suas características mais inspiradoras.”
Fernanda Pinto de Almeida é mestranda em Psicologia na África do Sul e interessada nas relações de raça/gênero em saúde mental e políticas públicas. Tem orgulho de ser mãe do Benjamin, usuária de sling, mas apesar de todo esforço e dedicação ainda não dominou a arte africana de carregar bebês e cedeu este depoimento a nosso pedido para a entrevista da Beach&Co de maio de 2010.
Mamãe botou um OVO, Livro
Por Bruna Leite Santana - Blog, Dicas da Kika, Parto
Nas minhas andanças pelas comunidades, reencontrei o livro “mamãe botou um ovo”, que havia lido na época que dava aula de educação infantil, para meus pequenos alunos em um projeto que falava da família.
E aí, fiquei pensando: “será que um dia a içara vai me perguntar, de onde ela veio?”
Lembrei também de uma cena de filme onde a criança perguntava para a mãe, que quase sem ar, perguntava: “De onde VOCÊ, acha que eles vem?” Essa é uma boa opção para as mamães e papais que ainda não estão preparados para responder essa perguntinha complicada!
Seu filho já perguntou?
Se você quer se preparar para este momento, sem usar a antiga cegonha, fica a dica do livro, dá para ler na íntegra AQUI.
E segue este vídeo em espanhol, com legendas em inglês, de crianças explicando com muita naturalidade o trabalho da parteira, o parto em si. Vale a pena conferir.
12/12/2010
A importância do afeto – DÊ colo e carinho ao seu bebê
Esse bloco do Globo Repórter está muito bom! E emocionante (chorei até!…)
Fala sobre a importância do afeto, de que todos precisamos e devemos receber colo (se nós adultos, precisamos de vez enquando do colinho, imagina nossos bebês?). Fala também dá importância das mães-cangurus, que ficam boa parte do dia com seus bebês prematuros coladinhos ao seu corpo, dando-lhe calor e muito, muito carinho.
Fica a dica!
Mais Cinematerna para você!

A promoção Cinematerna com Kika de Pano continua!
Mamães, papais & bebês de Santos, Salvador e Belo Horizonte quando adquirem um wrap sling Kika de Pano ganha um convite para assistir uma sessão Cinematerna!
“você e seu bebê juntos, no cinema”
Rotina e sono das crianças: quanto eles precisam dormir?
Notas do livro “Healthy Sleep Habits, Happy Child”, de Mark Weissbluth, MD
Recém-nascido: 1 Semana
- Bebê dorme bastante, 15-18 horas/dia
- Geralmente em intervalos de 2-4 horas
- Não há padrão de sono
2 a 4 semanas
- Sem tabela de horários, permita que o bebê durma quando precisa
- Bebê provavelmente não dormirá por periodos longos à noite
- O maior período pode ser de 3-4 horas
5 a 8 semanas
- Bebê está mais interessado em brinquedos e objetos
- O maior período de sono começa a aparecer regularmente nas primeiras horas da noite
- O período mais longo é de 4-6 horas (menos se tem cólicas)
- O bebê “fácil” tem períodos mais regulares
- Ponha-o para dormir aos primeiros sinais de cansaço
- Ponha-o pra dormir: não mais que 2 horas acordado
- Após acordar pela manhã já está pronto para soneca somente 1 hora depois
- O bebê vai se distrair mais facilmente, então precisa de um lugar quieto pra dormir
- Crie uma rotina de atividades que acontecem antes de cada soneca e da hora de dormir à noite
- Sinais de extrema fadiga: irritável, puxa o próprio cabelo, bate na própria orelha
3 a 4 meses
- A necessidade é maior de um lugar calmo e quieto para dormir, pois o bebê se distrai mais facilmente
- Não deixar o bebê acordado por mais de 2 horas (alguns agüentam somente 1 hora)
- 6 semanas de vida é quando o período de sono mais longo deve ser preferencialmente à noite (não de dia)
- O maior período de sono é somente de 4-6 horas
- Comece a colocar o bebê para dormir antes dele começar a ficar irritado ou sonolento
4 a 8 meses
- O sono do bebê se torna mais como o do adulto, com período inicial de não-REM
- A maoria acorda entre 7 da manhã, mas geralmente entre 6-8.
- Se o bebê acordar antes das 6 é bom colocar para dormir após mamar e trocar a fralda
- Não é possível mudar a hora que o bebê acorda de manhã colocando-o para dormir mais tarde
- Comidas sólidas antes de dormir tambem não resultam em acordar mais tarde
- O período acordado de manhã deve ser de cerca de 2 horas para bebê de 4 meses e 3 horas para bebês de 8 meses
- Então a soneca da manhã é por volta das 9 horas para a maioria
- Tenha um período tranqüilo e quieto, parte da rotina de dormir, com duração máxima de 30 minutos. Essa rotina deve começar 30 minutos ANTES do fim do período que o bebê fica acordado
- Um soneca só é restauradora se é de 1 hora ou mais, algumas vezes 40-45 minutos conta, mas 1 hora ou mais é o ideal
- Conte com outra soneca após 2-3 horas acordado
- Evite mini-sonecas no carro ou parque
- Não deixe o bebê tirar uma sonequinha para compensar uma soneca perdida
- Se o bebê tira a soneca quando deveria estar acordado, bagunça a rotina acordado/dormindo
- A Segunda soneca é geralmente entre meio-dia e 2 da tarde (antes das 3)
- Deve durar 1-2 horas
- Uma terceira soneca poderá ou não ocorrer, se ocorrer será entre 3-5 da tarde e geralmente bem rápida
- A terceira soneca desaparece por volta dos 9 meses de idade
- A hora de dormir ideal é entre 6-8 da noite, decida pelo quanto a criança está cansada
- Empregue uma rotina antes da cama com a mesma seqüência de eventos toda noite, assim a criança começará a predizer o que vem a seguir, ou seja, o sono
- A criança poderá acordar de 4-6 horas depois para mamar, algumas estarão com fome mas outras vão dormir direto, depende do indivíduo
- Uma Segunda mamada podera’ ocorrer por volta de 4-5 da madrugada,
9 a 12 meses
- A maioria dos bebês dessa idade realmente precisam de 2 sonecas/dia com duração total de 3 horas de sono
- Por o bebê pra dormir à noite mais cedo permitirá que ele durma até mais tarde de manhã (em alguns casos não )
- Rotina usual: acorda às 6-7 da manha, soneca da manhã 9:00, soneca da tarde 1:00 (antes das 3 pra não atrapalhar com o sono da noite), dormir à noite entre 6-8 pm
- Se o bebê que dormia à noite toda começar a acordar, tente antecipar a hora de dormir gradualmente de 20-20 minutos.
12 a 21 meses (1 ano a 1 ano e 9 meses)
- Muda de 2 sonecas para 1 soneca/dia, total duração de sono 2 horas e meia
- Se a mudança para 1 soneca é difícil, tente por na cama mais cedo, a criança poderá tirar 2 sonecas num dia e 1 no outro até estabilizar
21 a 36 meses (1 e 9 meses a 3 anos)
- Maioria das crianças ainda precisam de uma soneca
- Em média a soneca é de 2 horas mas pode ser entre 1-3 horas
- Maioria das crianças dormem entre 7-9 da noite, acordam entre 6:30-8 da manhã
- Se a soneca não aconteceu, é preciso por na cama mais cedo ainda
- Se a criança não dorme bem durante a noite, não permitir que a criança tire a soneca pode ser problemático, causar extrema fadiga
- Se a criança acorda entre 5-6 da manhã, e está bem descansada, pode-se tentar encorajar mais sono com cortinas escuras
- Ir pra cama mais cedo pode resultar em acordar mais tarde de manhã (sono traz mais sono, na maioria dos casos)
3 a 6 anos
- A maioria ainda vai dormir entre 7-9 da noite, acorda entre 6:30 e 8 da manhã
- Aos 3 anos a maioria das crianças precisam de 1 soneca todos os dias
- Aos 4 anos, cerca de 50% das crianças tiram soneca 5 dias/semana
- Aos 5 anos de idade, cerca de 25% das crianças tiram soneca 4 dias/semana
- Aos 6 anos de idade as sonecas geralmente desaparecem
- Aos 3 e 4 anos a soneca dura 1-3 horas
- Aos 5 e 6 anos a soneca dura entre 1-2 horas
7 a 12 anos
- A maioria das crianças de 12 anos vão dormir entre 7:30 e 10 da noite, na média 9 da noite. A maioria dorme 9-12 horas/noite.
- Muitas crianças de 14-16 anos agora precisam de mais sono que quando eram pré-adolescentes para manter a atividade ótima e serem alertas durante o dia
Tradução: Andreia Mortensen
Sono dos bebês novinhos
por Janet Balaskas
No início, a perturbação do padrão de sono normal dos pais pela chegada do bebê pode ser a parte mais difícil de ser um novo pai e mãe.
Isso é ainda mais verdadeiro se você também tiver outro filho de 1 ano e meio-3 anos que ainda acorda à noite, ou se levanta muito cedo pela manhã. Contudo, com o tempo você acaba se acostumando a acordar à noite e meios efetivos de se maximizar o sono podem ser encontrados.
“Como os bebês devem dormir” é atualmente um tema controverso na nossa sociedade e você provavelmente vai encontrar conselhos contraditórios de especialistas, o que pode ser bastante confuso para você e o seu bebê.
Dormir é como nós descansamos. Não precisa se tornar uma “batalha do sono” com o seu bebê, na qual os padrões de sono instintivos dele se conflitam com as suas expectativas ou os conselhos dos especialistas.
Os padrões de sono dos bebês mudam à medida que eles se desenvolvem. Embora o sono infantil siga um padrão geral, há variações nesse padrão, que dependem do temperamento e fisiologia de cada bebê.
Alguns bebês são naturalmente mais “acordadores” que outros, desde o início. Muitos bebês com padrões de acordadas noturnas normais, mas frequentes, acabam rotulados como tendo um problema de sono ou sendo “difíceis à noite”
Alguns pais têm expectativas não realistas sobre seu bebê e podem lutar por meses, tentando fazer com que seu filho tenha um padrão de sono que não se adequa à sua fisiologia.
É importante não vincular rótulos de “bom” ou “mau” para os padrões naturais de sono do seu bebê e tentar achar uma forma de parentagem que leve esses padrões em consideração e também funcione para você.
Há várias opções que você pode levar em conta para alcançar uma harmonia noturna. Ambos pais devem se sentir bem com a forma de dormir e abertos a fazerem modificações, se o plano inicial não funcionar.
Passem mais tempo ouvindo um ao outro e dividindo seus sentimentos, dúvidas e pontos de vista no assunto. Se vocês têm idéias diferentes, tentem alcançar um acordo sobre a abordagem que os deixa mais confortáveis, e estejam prontos a continuar conversando e revendo sua decisão juntos, à medida que os padrões e ritmos individuais do bebê emergem e se alteram.
No que se refere ao sono do bebê, há duas abordagens principais. Por um lado, a abordagem do “attachment parenting” se propõe a trabalhar em harmonia com os padrões biológicos do bebê, com suas necessidades de desenvolvimento e emocionais, à noite, assim como de dia.
Isso envolve ficar perto do bebê à noite e é chamado cama compartilhada (“co-sleeping”). É baseado em precedentes históricos e evolucionais, em que bebês do mundo todo têm dormido junto com suas mães, dividido seu ambiente físico e calor humano, amamentando espontaneamente durante a noite.
Quando isso funciona bem, miraculosamente o ritmo de sono da mãe se ajusta ao do bebê, tornando as mamadas noturnas muito menos cansativas.
As tendências atuais de parentagem são mais centradas no adulto, criadas para treinar bebês a acomodarem seus padrões de sono para se adequarem às demandas da vida adulta.
Nos dias atuais, muitas pessoas têm um estilo de vida pressionado pelo tempo, de movimento rápido e orientado pela carreira, que requer sono ininterrupto à noite. Essas pessoas podem, portanto, ser atraídas por um método de “treinamento de sono” que prometa que seu filho pode ser ensinado a dormir sozinho desde cedo. Pode ser dito que nossa sociedade é obcecada com fazer os bebês “dormirem a noite toda” o mais cedo possível.
Geralmente, isso vai contra a fisiologia do bebê. O treinamento de sono pode ser conveniente para os adultos envolvidos, mas há algumas objeções fortes que você pode querer considerar antes de ir por esse caminho.
Há também em uso soluções de “attachment parenting” para pais ocupados, que podem minimizar o impacto da separação temporária de seu filho.
Uma razão importante porque bebês acordam é para serem alimentados. Bebês são acostumados a se alimentar continuamente o dia todo no útero.
Aprender a comer apenas durante o dia é um processo lento que ocorre quando o bebê está fisiologicamente pronto, assim como aprender a sentar e engatinhar.
O leite materno é digerido rapidamente e os bebês tendem a se alimentar periodicamente durante a noite, assim como durante o dia, por pelo menos alguns meses. O estômago deles é muito pequeno para segurar um suprimento que dure a noite toda.
Para alguns bebês isso pode continuar por um ano ou mais. A prolactina, o hormônio que produz leite, é produzido em maior quantidade durante a noite, quando a mãe está descansando. A mamada noturna estimula a secreção da prolactina. Há um risco para o suprimento de leite da mãe, se a amamentação noturna é eliminada e o nível de prolactina cair.
Bebês alimentados com mamadeira podem aguentar até 4 horas entre mamadas, porque o a fórmula de leite de vaca demora mais para ser digerida que o leite materno, mas ainda assim esses bebês precisam ser alimentados durante a noite quando acordam.
Um bebê alimentado menos do que deveria pode aparentar estar bem, mas seu desenvolvimento não vai ser ótimo. Há também uma pequena percentagem de bebês pequenos que, quando negados a mamada noturna, podem sofrer desidratação e precisar de cuidados especiais em hospital.
Eu recomendo fortemente a cama compartilhada no inicio (“co-sleeping”). Isso quer dizer, em suma, dormir no mesmo quarto que o seu bebê, por um mínimo de seis meses e possivelmente por um ano ou mais.
Isso pode ser feito se dividindo a cama com o bebê, dormindo com ele numa distância em que possa ser tocado, ou colocando-o num berço ou bassinete no seu quarto, ou uma combinação flexível dessas opções.
Quando seu bebê tiver seis meses é uma boa época para rever seu arranjo de sono e ver se você quer introduzir alguma mudança.
O cerne da abordagem da cama compartilhada, essencialmente, não é sobre onde o seu bebê dorme, mas sim [b]aceitar e respeitar [/b] o fato de que seu bebê tem necessidades à noite, assim como ele tem durante o dia. Essa abordagem envolve a disposição e comprometimento para responder ao seu bebê à noite, assim como você faz em qualquer outra hora.
Minha confiança nessa abordagem vem das minhas próprias experiências bem sucedidas de cama compartilhada com meus quatro filhos e as observações que eu tenho feito ao longo dos anos, de como a CC funciona bem em várias outras famílias.
Qualquer que seja o estilo de dormir que você escolha, nenhuma abordagem é infalível e nada funciona para todo mundo. É essencial escolher o que funciona melhor para a sua família, para o seu bebê, não importando que outras pessoas façam ou recomendem. Seu tempo de sono é intimo, privado e pessoal e realmente não diz repeito a ninguém mais além de você.
Quando decidir sobre seu arranjo de sono, você precisa ser consistente, mas não impor regras tão rígidas que não possam ser flexibilizadas ou revistas se não estiverem funcionando.
Você pode perfeitamente precisar improvisar, se seu bebê está ganhando dentes, está passando por um pico de crescimento, está doente e acordando mais, se você está excepcionalmente cansado, ou se sua agenda regular foi perturbada por uma viagem ou feriado.
Não há “certos” ou um único jeito de fazer qualquer coisa como mãe e pai. O que é um problema para uma família, pode ser a solução para outra. O objetivo é achar os arranjos para a sua família, que respeitem as necessidades do seu bebê, maximizem o sono e criem harmonia à noite.
http://www.activebirthcentre.com/Pages2/bbd18art6.html
Texto encontrado por Andréia Mortensen e traduzido por Daniela Westfahl



