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	<title>Sling - Kika de Pano &#187; cólicas</title>
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<title>Sling - Kika de Pano</title>
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		<title>Sobre o choro dos bebês</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Aug 2009 17:04:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruna Leite Santana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dr Sears Acredite no valor da linguagem do choro do seu bebê. O choro de um bebê é um sinal programado para a sua sobrevivência e para o desenvolvimento dos pais. Responder sensivelmente ao choro do seu bebê cria confiança. Bebês confiam nas pessoas que cuidam deles para satisfazerem suas necessidades. Pais gradualmente aprendem a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dr Sears</p>
<p>Acredite no valor da linguagem do choro do seu bebê. O choro de um bebê é um <img src="http://kikadepano.com/wp-content/uploads/2009/08/2788749627_2333160865-300x225.jpg" alt="2788749627_2333160865" title="2788749627_2333160865" width="300" height="225" class="alignleft size-medium wp-image-241" />sinal programado para a sua sobrevivência e para o desenvolvimento dos pais. Responder sensivelmente ao choro do seu bebê cria confiança.<br />
<span id="more-238"></span></p>
<p>Bebês confiam nas pessoas que cuidam deles para satisfazerem suas necessidades. Pais gradualmente aprendem a confiar na sua habilidade de satisfazer as necessidades do seu bebê. Isso eleva a comunicação entre pais-filhos a um nível mais alto. <strong>Bebezinhos choram para comunicar, não para manipular.</strong></p>
<p><strong>7 Fatos sobre o choro dos bebês</strong><br />
1. O choro de um bebê é um sinal perfeito. Cientistas já há muito concluíram que o som do choro de um bebê tem todas as três características de um sinal perfeito.</p>
<p>* Primeiro, um sinal perfeito é automático. Um recém-nascido chora por reflexo. Ele tem uma necessidade, que desencadeia uma inspiração súbita de ar seguida por uma expiração forçada de ar através das cordas vocais, que vibram para produzir o som que chamamos de choro. Nos primeiros meses, o bebezinho não pensa &#8220;que tipo de choro vai me possibilitar ser alimentado ?&#8221; Ele só chora automaticamente. O choro é facilmente criado. Uma vez que os pulmões estão cheios de ar, o bebê pode iniciar o choro com muito pouco esforço.</p>
<p>* Segundo, o choro é apropriadamente perturbador: alto o suficiente para atrair a atenção de quem está cuidando do bebê e fazê-lo tentar parar o choro, mas não tão perturbador que leve o ouvinte a tentar evitar o som completamente.</p>
<p>* Terceiro, o choro pode ser modificado quando ambos mensageiro e ouvinte aprendem formas de fazer o sinal mais preciso. Cada bebê é único. O choro de um bebê é uma linguagem e cada bebê chora de uma forma diferente. Pesquisadores da voz chamam tais sons de impressões do choro, que são tão individuais para cada bebê quanto impressões digitais. </p>
<p><strong>Ignorar ou respoder ao choro ?</strong><br />
2. Responder ao choro do bebê é biologicamente correto. Uma mãe é biologicamente programada para dar uma resposta reconfortante para o choro do seu recém-nascido e não para conter-se. Mudanças biológicas fascinantes acontecem no corpo da mãe em resposta ao choro do seu bebê. Depois de ouvir o choro, aumenta o fluxo sangüíneo nos seios da mãe, acompanhado de uma urgência biológica para &#8220;pegar e amamentar&#8221;. O ato de amamentar por si só causa um aumento na prolactina, um hormônio que se acredita forme a base biológica do termo &#8220;intuição materna&#8221;. Ocitocina, o hormônio que leva à descida do leite, traz sensações de relaxamento e prazer; uma sensação prazerosa após a tensão proporcionada pelo choro do bebê. Esses sentimentos ajudam a mãe a amar seu bebê. Mães, dêem atenção às dicas biológicas quando seu bebê chora ao invés de ouvir os conselhos das pessoas que recomendam ignorar o choro. Esses acontecimentos biológicos explicam porque é fácil para outros dizerem tal coisa. Eles não estão biologicamente conectados ao seu bebê. Nada acontece com os hormônios deles quando seu bebê chora. </p>
<p>3- Uma vez que você compreende o valor especial do sinal de choro do seu bebê, o importante é saber o que fazer quando acontece. Você tem duas opções básicas: ignorar ou responder. Ignorar o choro do seu bebê é geralmente uma situação em que há perdas dos dois lados. Um bebê mais passivo desiste e pára de dar o sinal, torna-se arredio, eventualmente percebe que chorar não vale a pena e conclui que ele mesmo não vale a pena. O bebê perde a motivação para comunicar-se com seus pais, os pais perdem a oportunidade de conhecerem seu bebê. Todos perdem. Um bebê com personalidade persistente não desiste tão facilmente. Ao invés disso, ele chora mais alto e continua aumentando o sinal, fazendo-o mais e mais desconcertante. Você poderia ignorar esse sinal persistente de várias maneiras. Você poderia esperar até que ele pare de chorar e depois pegá-lo no colo, assim ele não pensa que foi o choro que conseguiu sua atenção. Isso na verdade é uma guerra de poder: você ensina o bebê que você está em controle da situação, mas também ensina que ele não tem poder de comunicação. Isso fecha o canal de comunicação mãe-filho (ou pai-filho) e, a longo prazo, todos saem perdendo.</p>
<p>Você poderia se dessensibilizar tão completamente a ponto de o choro não incomodar mais; assim você pode ensinar seu bebê que ele só é atendido quando é a hora certa. Essa também é uma situação em que todos saem perdendo: o bebê não consegue o que precisa e os pais permanecem travados, sem poderem apreciar a personalidade única do seu bebê. Ou, você poderia pegar o bebê para acalmá-lo e colocá-lo de volta no berço porque &#8220;não é hora de alimentá-lo ainda&#8221;. Ele tem que aprender, afinal de contas, a ser feliz &#8220;por si só&#8221;. Todos saem perdendo novamente; ele começa a chorar e você fica nervosa(o). Ele vai aprender que suas técnicas de comunicação, embora ouvidas, não são atendidas, o que pode levá-lo a desconfiar de suas próprias percepções: &#8220;talvez eles estejam certos. Talvez eu não esteja com fome&#8221;. </p>
<p><strong>Resposta apropriada</strong><br />
4. Sua outra opção é dar uma resposta imediata e carinhosa. Esta é a situação em que ambos os lados saem ganhando e desenvolvem um sistema de comunicação que funciona para os dois. A mãe responde de forma rápida e sensível, então o bebê sente-se menos desesperado na próxima vez em que precisa de alguma coisa. Ele aprende a &#8220;chorar melhor&#8221;, de uma forma menos perturbadora porque sabe que sua mãe virá. A mãe organiza seu ambiente de forma que haverá menos necessidade para o bebê chorar; ela o mantém perto dela, assim sabe se ele está cansado e pronto para dormir. A mãe também desenvolve sua sensibilidade para interpretar o choro e dá a solução correta. Uma resposta rápida quando seu bebê é novinho e chora facilmente ou quando o choro deixa claro que ele está em situação de perigo real; uma resposta lenta quando seu bebê é mais velho e começa a aprender como resolver seus próprios incômodos sozinho.</p>
<p>Responder apropriadamente quando seu bebê chora é o primeiro e mais difícil desafio de comunicação que você enfrentará como mãe. Você vai tornar-se especialista no assunto somente após ensaiar milhares de respostas ao choro nos primeiros meses. Se você desde início encarar o choro do bebê como um sinal a ser respondido e analisá-lo ao invés de pensar que é um mau hábito e deve ser eliminado, você estará abrindo-se para tornar-se uma especialista nos sinais do seu bebê, o primeiro passo para ser uma especialista sobre tudo o que diz respeito a seu bebê. Cada sistema de sinalização mãe-bebê é único. É por isso que é tão limitada a visão dos &#8220;treinadores de choro&#8221;, que prescrevem fórmulas para responder ao choro, como &#8220;deixe-o chorar por cinco minutos na primeira noite, dez minutos na segunda&#8221; e assim por diante. </p>
<p>A culpa não é sua !<br />
Não é por sua culpa que o bebê chora. Nem é sua responsabilidade fazê-lo parar de chorar. Claro, você permanece aberta a novas dicas para ajudar o seu bebê (como uma mudança na sua dieta ou carregá-lo junto ao seu corpo) e envolve o pediatra se você suspeita de uma causa física por trás do choro. Haverá vezes em que você não saberá o porquê de o bebê estar chorando &#8211; e você vai se perguntar se o próprio bebê saber porque chora. Algumas vezes o bebê simplesmente precisa chorar e você não precisa se desesperar para fazê-lo parar depois de ter tentado o que geralmente funciona.</p>
<p>É um fato da vida de uma nova mãe ou novo pai que, embora o bebê chore para expressar uma necessidade, o estilo que ele usa para fazê-lo resulta do seu próprio temperamento. Não leve o choro do bebê para o lado pessoal. Sua função é criar um ambiente de apoio para diminuir a necessidade que seu bebê tem de chorar, oferecer um par de braços carinhosos e relaxados para que o bebê não chore sozinho e fazer um trabalho de detetive para descobrir o porquê do choro e como você pode ajudar o bebê. O resto é com o bebê. </p>
<p><strong>O que dizem os estudos</strong><br />
6. O que estudos sobre o choro dizem. As pesquisadoras Sylvia Bell e Mary Ainsworth fizeram pesquisas nos anos 70 que deveriam ter eliminado a teoria de mimar a criança para sempre. (É interessante notar que até hoje os autores que escrevem sobre desenvolvimento infantil e recomendam deixar o bebê chorar são quase sempre do sexo masculino). Essas pesquisadoras estudaram dois grupos de pares mães-bebês. O grupo 1 de mães dava uma resposta imediata ao choro do seus bebês. O grupo 2 era mais contido na sua resposta. Elas concluíram que as crianças do grupo 1, cujas mães haviam dado uma resposta mais carinhosa e rápida nos primeiros meses de vida tinham menos probabilidade de usar o choro como forma de comunicação em torno de 1 ano de idade. Essas crianças aparentavam maior ligação com as mães e tinham desenvolvido melhor comunicação, tornando-se menos manhosas e manipuladoras. Até então pais eram levados a acreditar que, se eles pegassem o bebê a cada choro, a criança nunca iria aprender a consolar-se sozinha, tornando-se mais exigente. O estudo de Bell e Ainsworth mostrou o oposto.</p>
<p>Num outro estudo comparando dois grupos de bebês, um grupo recebeu atendimento imediato e carinhoso e o outro foi deixado chorando. Os bebês cujos choros foram atendidos choravam setenta por cento menos. Os bebês do outro grupo, no entanto, não diminuíram seu choro. Em essência, pesquisas têm mostrado que bebês cujo choro foi atendido aprendem a &#8220;chorar melhor&#8221;; aqueles que são produto de uma criação mais rígida aprenderam a &#8220;chorar mais forte&#8221;. É interessante que os estudos revelaram não só diferenças da forma como bebês comunicam-se com os pais com base na resposta obtida através do choro, mas também diferenças nas mães. Estudos mostraram que mães que preferem uma resposta mais contida gradualmente se tornaram mais insensíveis aos choros do seu bebê, e tal insensibilidade ultrapassou para outros aspectos da relação mãe-filho. Segundo pesquisas, deixar o bebê chorando é prejudicial à família toda. </p>
<p><strong>Chorar não faz bem para os pulmões</strong><br />
7. &#8220;Chorar é bom para os pulmões do bebê&#8221;. Esta é uma das frases mais ridículas do folclore médico. Nos anos 70, pesquisas mostraram que bebês que foram deixados chorando sozinhos tiveram batimentos cardíacos muito elevados e níveis de oxigênio diminuídos no sangue. Quando tais bebês eram acalmados, seu sistema cárdio-vascular rapidamente retornava ao normal, mostrando quão rapidamente os bebês reconhecem seu bem-estar num nível fisiológico. Quando o choro não é acalmado, o bebê permanece em desconforto psicológico e fisiológico.</p>
<p>A crença errônea de que o choro é saudável sobrevive ainda hoje nas escalas de Apgar, um tipo de teste que os médicos utilizam para assessar rapidamente a condição de um recém-nascido nos primeiros minutos de vida. Os bebês recebem pontos extras por &#8220;chorar muito forte&#8221;. Um bebê em estado de alerta silencioso, respirando normalmente e com coloração normal perde pontos na escala Apgar em relação a outro que nasce chorando. Um dos mais intrigantes de todos os sons humanos &#8211; o choro de um bebê &#8211; ainda é muito incompreendido. </p>
<p><strong>Conclusão</strong><img src="http://kikadepano.com/wp-content/uploads/2009/08/1744640779_62737e4ef3-300x199.jpg" alt="1744640779_62737e4ef3" title="1744640779_62737e4ef3" width="300" height="199" class="alignleft size-medium wp-image-239" /><br />
O choro não é somente um som; é um sinal &#8211; desenvolvido para a sobrevivência do bebê e o desenvolvimento dos pais. Nos primeiros meses de vida, bebês não conseguem verbalizar suas necessidades. Para preencher este espaço até que a criança seja capaz de falar &#8220;a nossa língua&#8221;, bebês têm esta linguagem única chamada &#8220;choro&#8221;. O bebê tem uma necessidade, como fome ou desejo de ser acalentado e isso desencadeia um som a que chamamos choro. O bebê não fica ponderando &#8220;são três da manhã e eu acho que vou acordar a mamãe para um lanchinho.&#8221; Não ! Isso é a nossa interpretação do choro. Além disso, bebês não têm a acuidade mental para entender o porquê de sua mãe responder ao seu choro às três da tarde, mas não às três da manhã. O recém-nascido que chora diz: &#8220;Eu preciso de alguma coisa; algo não está aqui. Por favor, resolva meu problema&#8221;. </p>
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		<title>Como tratar as cólicas</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Aug 2009 16:50:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruna Leite Santana</dc:creator>
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<p><span id="more-230"></span></p>
<p>Tabela 1 – Instruções para tratar a cólica, segundo Taubman (Pediatrics 1984;74:998)<br />
1- Tente não deixar nunca o bebê chorando.<br />
2- Para descobrir por que seu filho está chorando, tenha em conta as seguintes possibilidades:<br />
a- O bebê tem fome e quer mamar.<br />
b- O bebê quer sugar, mesmo sem fome.<br />
c- O bebê quer colo.<br />
d- O bebê está entediado e quer distração.<br />
e- O bebê está cansado e quer dormir.<br />
3- Se continuar chorando durante mais de cinco minutos com uma opção, tente com outra.<br />
4- Decida você mesma em qual ordem testará as opções anteriores.<br />
5- Não tenha medo de superalimentar seu filho. Isso não vai acontecer.<br />
6- Não tenha medo de estragar seu filho. Isso também não vai acontecer.</p>
<p>No grupo de controle, as instruções eram: quando o bebê chorar e você não souber o que está acontecendo, deixe-o no berço e saia do quarto. Se após vinte minutos ele continuar chorando, torne a entrar, verifique (um minuto) que não há nada, e volte a sair do quarto. Se após vinte minutos ele continuar chorando etc. Se após três horas ele continuar chorando, alimente-o e recomece.</p>
<p>As duas últimas instruções do Dr. Taubman me parecem especialmente importantes: é impossível superalimentar um bebê por oferecer-lhe muita comida (que o digam as mães que tentam enfiar a papinha em um bebê que não quer comer); e é impossível estragar um bebê dando-lhe muita atenção. Estragar significa prejudicá-lo. Estragar uma criança é bater nela, insultá-la, ridicularizá-la, ignorar seu choro. Contrariamente, dar atenção, dar colo, acariciá-la, consolá-la, falar com ela, beijá-la, sorrir para ela são e sempre foram uma maneira de criá-la bem, não de estragá-la. </p>
<p>Não existe nenhuma doença mental causada por um excesso de colo, de carinho, de afagos&#8230; Não há ninguém na prisão, ou no hospício, porque recebeu colo demais , ou porque cantaram canções de ninar demais para ele, ou porque os pais deixaram que dormisse com eles. Por outro lado, há, sim, pessoas na prisão ou no hospício porque não tiveram pais, ou porque foram maltratados, abandonados ou desprezados pelos pais. E, contudo, a prevenção dessa doença mental imaginária, o estrago infantil crônico , parece ser a maior preocupação de nossa sociedade. E se não, amiga leitora, relembre e compare: quantas pessoas, desde que você ficou grávida, avisaram da importância de colocar protetores de tomada, de guardar em lugar seguro os produtos tóxicos, de usar uma cadeirinha de segurança no carro ou de vacinar seu filho contra o tétano? Quantas pessoas, por outro lado, avisaram para você não dar muito colo, não colocar para dormir na sua cama, não acostumar mal o bebê?</p>
<p>Lee K. The crying pattern of Korean infants and related factors. Dev Med Child Neurol. 1994; 36:601-7<br />
Hunziker UA, Barr RG. Increased carrying reduces infant crying: a randomized controlled trial. Pediatrics 1986;77:641-8<br />
Taubnan B. Clinical trial of treatment of colic by modification of parent-infant interaction. Pediatrics 1984;74:998-1003</p>
<p>Do livro Un regalo para toda la vida- Guía de la lactancia materna, de Carlos González</p>
<p>Tradução: Fernanda Mainier<br />
Revisão: Luciana Freitas </p>
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		<title>O Toque e a teoria da Exterogestação</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Jun 2009 16:55:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruna Leite Santana</dc:creator>
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<img alt="" src="http://farm1.static.flickr.com/34/116811768_ed57f12c16.jpg?v=0" title="toque" class="alignright" width="250"  />Se  levarmos em conta a nossa origem e a importância do toque, podemos até afirmar  que somos todos carentes e mal amados. Somos filhos do AMOR e nascemos para  viver em comunidade. Mas, a necessidade do toque, não é só por isso.<br />
Para  entendermos melhor, vamos voltar um pouco no passado e tentar compreender porque  tanto sacrifício nosso e de nossa mãe nos últimos minutos que antecederam nosso  nascimento.<br />
Nossa gestação na verdade, ao que indicam os estudos, não parece  estar completada dentro do útero até os 266 dias e 12 horas, quando devemos  nascer (UTEROGESTAÇÃO).</p>
<p>A mãe natureza se encarrega desta tarefa, devido  ao tamanho do nosso cérebro que levaria o crânio a dimensões impossíveis de  permitir um nascimento por parto normal no final da gestação. Este final se dá  por volta dos nove meses depois do nascimento, quando se encerra o período da  gestação fora do útero (EXTEROGESTAÇÃO). Devido a imaturidade, todo o sofrimento  provocado pelas contrações do útero, são na verdade massagens necessárias para  ativar os intestinos, vias respiratórias, circulação sangüínea e tudo mais que  permite nossa sobrevivência saudável.</p>
<p>Observe a mamãe gata e mamãe cadela  com seus filhotes. Quantas lambidas que interpretamos como sendo limpeza. Note  bem os pontos mais lambidos. Abdome (intestinos), órgãos genitais (necessidades  fisiológicas) e o peito (tórax, vias respiratórias). Mas, também lambe por todo  o corpo ativando sensibilidades e circulação sangüínea.</p>
<p>Nos animais, cujo  trabalho de parto é muito rápido a a contração do útero é pouca, se fazem  necessárias essas massagens (lambidas) para garantir a sobrevivência do filhote.  Tanto que, se separarmos um filhote de sua mamãe logo após o nascimento sem  compensar essas carícias (massagens), mesmo sendo bem alimentado, fatalmente  morrerá com problemas intestinais, respiratórios, dificuldades para evacuar,  urinar e outras.</p>
<p>Nós humanos aprendemos muita coisa errada mesmo  antes do desenvolvimento completo do feto, o que torna difícil de compreender  certas atitudes em pessoas que aparentemente são normais, mas respondem a  condicionamentos inconscientes, fazendo coisas anormais.</p>
<p>Devemos ter um  cuidado especial com nossos bebês durante os primeiros nove meses de vida. A  importância de mamar não é somente pelas substâncias apropriadas do leite  materno, e sim pelo carinho e aconchego que acontece naturalmente no  relacionamento dos envolvidos nesse ato.</p>
<p>Atenção: Os bebês nascidos de  cesariana antes de ter ocorrido um trabalho de parto, deverão ser tratados de  forma diferenciada, ou seja, com massagens especiais e muito carinho, sob pena  de terem que enfrentar os problemas citados anteriormente, durante e depois do  crescimento.</p>
<p>A PELE é na verdade o MAIOR ÓRGÃO do nosso corpo e atua  também como um grande sensor ativando tudo e todo o organismo. Se não recebemos  durante o nosso desenvolvimento, toques e carinhos de forma adequada, fatalmente  teremos que enfrentar mais tarde problemas de relacionamento pessoal e até de  saúde.</p>
<p>Uma mixagem com textos do Livro &#8220;O Toque&#8221; de Ashley Montagu da  Summus Editorial.<br />
<a href="http://www.motivacao.org/">http://www.motivacao.org/</a><br />
por: Egídio  Garcia Coelho</div>
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