Tudo sobre crianças
Leitura para crianças e adultos – Aventuras em Cananéia
Por Bruna Leite Santana - Blog, Dicas da Kika, Educação
Os irmãos Bianca e Fernando chegam na ilha de Cananéia sem levar suas lendas muito a sério. Mas, ao primeiro passeio pelos sambaquis eles encontrama temida sereia de Cananéia que os envolve em uma grande aventura a procura dos tesouros perdidos do primeiro povoado do Brasil. Eles terão que traduzir mapas antigos, enfrentar piratas, resgatar objetos e enfrentar as criaturas fantásticas que habitam os sonhos caiçaras. Os videogames e as brincadeiras de apartamento da cidade grande nunca mais terão a mesma graça…
Chame as crianças e leia aqui essa deliciosa aventura.
Para adquirir o livro e reler à vontade na cama, na sala, no banheiro:
História em Quadrinhos “Aventuras na Ilha de Cananéia”, de William de Oliveira, escreva para o email – lunabianka@yahoo.com.br e peça o seu com Bianca Lanu.
Valor: R$15,00 + frete.
Ler é um hábito muito importante para a criança!
Por Bruna Leite Santana - Blog, Educação
Uma das coisas mais importantes é incutir o hábito da leitura nas crianças, isto desde que são muito pequenas, pois só assim obterão o espírito critico e terão noção da realidade presente no mundo que os rodeia.
Para que as crianças cultivem o hábito de ler e aprendam a gostar de livros desde pequenas pode sempre adoptar uma estratégia: incentive a criança a descobrir o mundo maravilhoso que se encontra envolvido em cada livro.
Para isso os especialista
s sugerem que:
- Leia, frequentemente, às crianças desde pequenas.
- Leia livros diferentes por semana e vá aumentando o número de livros progressivamente.
- Evite que as crianças vejam muita televisão e/ou faça o mesmo. É fundamental servir de exemplo para poder ensinar.
- Leve as crianças a visitar bibliotecas ou livrarias para que elas descubram livros interessantes.
- Explique que também lê muito no trabalho.
- Utilize jogos onde se use letras, palavras e abecedários.
- Incentive-os a assistir a programas e séries de televisão didácticas.
- Ensine-os a procurar livros em livrarias ou bibliotecas de acordo com o gosto e a idade.
- Volte a pegar em livros que anteriormente tivessem representado uma dificuldade para a criança para que possa observar os progressos alcançados.
- Celebre o número de livros lidos fazendo aquilo que a criança gosta, como por exemplo, por cada 10 livros lidos ir ao cinema.
- Elogie o seu filho pelos livros que já leu dando-lhe consciência da evolução que tem feito e do que tem aprendido.
- Incentive as crianças a participarem em oficinas de leitura, de escrita e de teatro.
- Compre programas multimédia para melhorar as competências linguísticas das crianças, com exercícios adaptados à sua fase de desenvolvimento, não só na leitura, mas na linguagem e ortografia.
- Mostre interesse pelos livros que o seu filho lê e pergunte-lhe o que é que aprendeu e o que é que lhe chamou mais à atenção.
- Tenha livros infantis espalhados por toda a casa: na sala, no quarto ou até mesmo na casa de banho.
- Tenha sempre consigo um livro para que a criança possa ler nos tempos de espera, por exemplo enquanto aguarda por uma consulta.
- Incentive o seu filho a ler para os irmãos ou outros familiares mais novos que ele.
- Leve livros como parte da bagagem quando vão de férias.
- Incentive o seu filho a ler cartazes ou revistas infantis.
Lembre-se que só a ler é que o seu filho obterá um sentido crítico e profundo da realidade que o rodeia, não valem os substitutos como a televisão ou as conversas com os amigos, ler é insubstituível para se compreender o mundo a um nível mais elevado. Para além disso, é muito divertido e económico.
Postado Originalmente em Todo Papas.
É de pequeno que se aprender a ler e ver o mundo
Por Bruna Leite Santana - Blog, Dicas da Kika
Seguindo links do twitter me deparei com três espaços lindos para quem gosta de ler e quer incentivar os filhos a seguirem o mesmo caminho!
Fato é que todos precisamos decodificar signos, ler o mundo ao nosso redor. E se for com prazer, com aquele gostinho por cada letrinha, aventura, história, melhor, né?
O Blog Pequenos Leitores é um espaço democrático onde pais e mães apresentam livros que leram para os filhos ou que eles mesmos leram. É muito legal, porque é aberto para todos os pais que quiserem postar uma dica. É só entrar lá e mandar um email com todos os dados necessários.
E dos pequenos leitores, nasceram pequenos escritores: um espaço de filhos de blogueiros que compartilham suas descobertas de mundo! É muito bacana ver a criançada escrevendo e expondo suas idéias! Chama-se VER PARA CRESCER.
“Por que ver para crescer? Ora, porque a geração atual, que vive com multiplas telas e não sabe imaginar a vida sem a interação delas, cresce e se desenvolve a partir do que vê.
Como mãe de dois garotos ávidos por compartilhar com o mundo as descobertas que fazem – no mundo real, dos livros, gibis, jogos de tabuleiro – ou no mundo virtual – dos jogos de computador e videogame, dos videos de youtube, das redes sociais – senti que um espaço como este seria muito bom para uma troca. Bom é conversar sobre o que se gosta, mas, como proporcionar isso de forma segura para nossos filhos?
Uma alternativa é criar e moderar um espaço virtual. E assim surgiu este blog, como um espaço para que crianças produzam conteúdo para outras crianças lerem.
@samegui ”
E também achei mais este blog lindo, de uma blogueirinha de 8 anos, a Lizandra Rezende que escreve suas próprias “Histórinhas para dormir”
Músicas para se ouvir junto
Por Bruna Leite Santana - Blog, Dicas da Kika
Quando ouvimos música feita para crianças, parece que elas nunca mais vão sair de nós, não é mesmo? As versões atuais, das antigas e deliciosas cantigas de roda e canções de brincar, com aquele teclado de karaokê grudam na nossa cabeça e parece que não vão sair nunca mais. Elas tem lá o seu valor, são divertidas e engraçadas e as crianças adoram um agito.
Na minha infância o que mais se ouvia era Xuxa e fico surpresa que até hoje o que mais vejo são as crianças ouvindo e assistindo a rainha dos baixinhos. Eu ainda não apresentei a senhora Maria das Graças para a Içara, acho que ela terá muito tempo e muito contato com esse repertório na escola, com amiguinhos e em festas. Por hora, tento apresentar os sons que gosto e aproveito para treinar o ouvido da pequena.
Aqui vai uma listinha pessoal do que gosto de ouvir com a Içara e até mesmo sem ela. Porque as músicas são de excelente qualidade, letras e poesias divertidas e inteligentes, vozes suaves e agito na medida certa (sem fazer aquela lavagem cerebral, afinal, você mãe: quantas vezes se pegou pensando e cantarolando: borboletinha, tá na cozinha? Não que não seja uma música boa. Mas, que é bom ampliar o repertório, isso é!
De quando eu mesma era criança…
Saltimbancos de Chico Buarque
espetáculo musical famoso encenado até os dias de hoje. No Rio, você pode conferir com no Teatro Oi Casa Grande.
OUVIR
Saltimbancos Trapalhões
Os Trapalhões levaram uma versão ao cinema. E a trilha sonora é linda e divertida, falando da vida do artista mambembe.
OUVIR
Arca de Noé 1 e 2 de Vinícius de Moraes
(destes eu tinha o vinil!)
Produções que respeitam o ouvinte (de qualquer idade).
Para saber mais e ouvir.
E os Contemporâneos…

Adriana Partimpim
A cantora Adriana Calcanhoto gravou dois albúns voltados ao público infantil. O primeiro ficou conhecido pelas regravações e versões de músicas conhecidas como “Fico assim sem você” e “Ciranda da Bailarina”. Música boa para mães e pais ouvirem.
Adriana Partimpim – UM – para ouvir na Rádio Uol.
Gosto bastante desse, ouvi muito antes de ser mãe.
Adriana Partimpim – DOIS - O site do Partimpim 2 é interativo, dá para pintar e apagar e tem uma linguagem bastante lúdica e é possível escutar TODAS AS MÚSICAS! Nos shows, todos os brinquedos podem ser usados para fazer música.
O DOIS ainda estou conhecendo.

Palavra Cantada - Palavra Cantada foi criado em 1994 por Sandra Peres e Paulo Tatit com o objetivo de produzir uma música infantil moderna que fosse ao mesmo tempo lúdica e poética. Com seus doze CDs autorais e quatro DVDs, o selo conquistou um enorme público formado por pais e filhos, e passou a fazer parte do cotidiano de inúmeras escolas do Brasil, graças à qualidade com a qual as canções são produzidas, no âmbito das letras, melodias e arranjos. A Palavra Cantada tem o orgulho de ajudar com seu trabalho musical a formação da criança do nosso tempo. Saiba tudo sobre o Palavra Cantada aqui.
Isadora Canto – Projeto Acalanto – músicas fofas, suaves e encantadoras.Isadora ministra cursos para profissionais e mães.
Para conhecer Site Projeto Acalanto.
Para ouvir e se encantar.
Acabei de conhecer e aprovei!
Pato Fu – Musica de Brinquedo
Imagine um disco gravado todo com instrumentos de brinquedo, mas sem letras infantis, músicas diversas, de Titãs, passando por Elvis e Roberto Carlos? Tudo isso junto e misturado com vozes de crianças. “Não queríamos aquela sonoridade “coral de crianças”, e sim pequenas participações, marcantes e carregadas da inocência e desafinação pura de espírito que só as crianças conseguem.”
O disco é uma delícia! Minha prima nos presenteou. Obrigada, Leti!

Arnaldo Antunes e turma – Pequeno Cidadão
Arnaldo se reuniu com amigos, também músicos para gravar as músicas que tinham composto para seus filhos.
No Myspace do Pequeno Cidadão, você ouve tudo e assiste aos vídeos.
Sou suspeita. Adoro a voz, o jeito e a poesia do Arnaldo.
Em tempo: Rádio Uol não patrocina este post. É que eu uso bastante para ouvir música no computador. Fique à vontade para procurá-los no site que você mais gosta!
E se você conhece um som bom que não está na listinha, compartilhe conosco! Ouvidos para absorver o Universo!
17 de dezembro de 2010.
Postado por Bruna
Mamãe botou um OVO, Livro
Por Bruna Leite Santana - Blog, Dicas da Kika, Parto
Nas minhas andanças pelas comunidades, reencontrei o livro “mamãe botou um ovo”, que havia lido na época que dava aula de educação infantil, para meus pequenos alunos em um projeto que falava da família.
E aí, fiquei pensando: “será que um dia a içara vai me perguntar, de onde ela veio?”
Lembrei também de uma cena de filme onde a criança perguntava para a mãe, que quase sem ar, perguntava: “De onde VOCÊ, acha que eles vem?” Essa é uma boa opção para as mamães e papais que ainda não estão preparados para responder essa perguntinha complicada!
Seu filho já perguntou?
Se você quer se preparar para este momento, sem usar a antiga cegonha, fica a dica do livro, dá para ler na íntegra AQUI.
E segue este vídeo em espanhol, com legendas em inglês, de crianças explicando com muita naturalidade o trabalho da parteira, o parto em si. Vale a pena conferir.
12/12/2010
Shrek Slingando!
Por Bruna Leite Santana - Blog, Capa, Tudo sobre sling
Quem me conhece de perto, sabe que sou contra incentivar o consumo nas crianças. Roupas, lancheiras, mochilas com desenho animado infantil acho de péssimo gosto. Acredito mesmo que brindes que induzam o consumo de tranqueiras deveriam ser proibidos. Não gosto nem de festas temáticas… (sim, sou chata.. rsrs)
Mas.. mordi a língua.
Quarta-feira passada, fomos no McDonald’s com a vovó Rô. E ela deu para a Içara um Mc Lanche Feliz. Veio a Fiona, toda cheia de marra (que é uma graça!). Aí, na saída estava olhando a vitrine com as opções de brindes quando me deparo com: O SHREK SLINGANDO!
Ah! A criança consumista que há em mim, guardou na memória e hoje fomos ao shopping e comprei o meu (ops..) o Shrek slingueiro para a Içara! rsrs..
Se por um lado estimula o consumismo.. por outro estimula as crianças a verem bebês sendo carregados carinhosamente em sling! E é assim que a cultura, de certa forma, se transforma. Dos males, o menor! ;)
5 de julho de 2010.
Não bata. Eduque.
Por Bruna Leite Santana - Blog, Campanhas
Texto postado originalmente no Blog Mãe é tudo igual.
O Projeto de Lei n. 2654/2003 de autoria da Deputada Federal Maria do Rosário (PT/RS) propõe a punição para castigos físicos moderados ou imoderados em crianças e adolescentes. O projeto encontra defensores e críticos ardorosos porque esbarra num tema complicado. Quase todas as pessoas tem filhos e os criam, bem ou mal. Não há pré condição para ser pai e mãe, com a responsabilidade imensa de criar uma pequena e indefesa criança e ajudá-la a transformar-se num ser humano pleno, seguro e inserido na sociedade. A tarefa é árdua mas qualquer um pode assumi-la. Não é preciso nenhuma carteira especial , como a de habilitação, frequentar qualquer curso regular ou diploma. A grosso modo, basta fazer o filho que, com ajuda da natureza, ele nasce. E depois que nasce, seja o filho desejado ou não , nos impõe desafios e questiona nossas determinações. Muitas vezes não nos conformamos com a insubordinação e sobra para mais fraco. A criança vítima de castigos físicos é um personagem tão recorrente no nosso cotidiano, que em algum momento a sociedade resolveu que o Estado precisa parar os pais que agridem antes que uma nova geração de espancados cresça e continue passando o mal adiante. A quem pense que é absurdo um pai ser levado a refletir, através de apoio psicológico, sobre o abuso que é a violência contra crianças, fica a ponderação: Quando um adulto agride moderada ou imoderadamente um outro adulto o assunto pode acabar na polícia, não pode? Então por que as crianção não podem também ter direito à tutela do Estado no que diz respeito a sua integridade física e moral? Por que ele é “meu filho e tem que me obedecer” não vale como resposta. No site Não bata. Eduque. é possível encontrar outras pessoas e instituições preocupadas com este estado de coisas, informar-se sobre o assunto , fazer parte da rede e ajudar a enriquecer o debate. Educar é mesmo muito, muito difícil e muitas vezes somos adultos assustados diante da possibilidade de termos filhos mal educados ou problemáticos. Outras tantas vezes somos apenas pessoas frustradas em nossas vidas pessoais e precisamos despejar a ira sobre alguém que seja mais fraco e tenha que “obedecer”. É estranho imaginar que nossos filhos possam precisar de proteção contra nós mesmos. Mas acontece.
saiba mais no http://www.naobataeduque.org.br/site/home/index.php
Crianças precisam de toque e atenção
Crianças precisam de toque e atenção, dizem os pesquisadores de Harvard.

A atitude de alguns americanos de “deixar o bebê chorar” pode causar medos e lágrimas quando ficarem adultos, de acordo com 2 pesquisadores da Harvard Medical School.
Em vez de deixarem os bebês chorarem, os pais americanos deveriam manter os bebês por perto, consolá-los quando eles choram, e trazê-los para a cama com eles, onde estarão seguros, palavras dos pesquisadores Michael L. Commons e Patrice M. Miller, do Departamento de Psiquiatria da Harvard Medical School.
Os pesquisadores examinaram os métodos de educação nos EUA e em outras culturas. Eles concluíram que a prática muito comum de colocar bebês em camas separadas – até em quartos separados – e não responder rapidamente ao choro deles, pode gerar incidência de stress pós-traumático e disordens de pânico quando essas crianças alcançarem a idade adulta.
A tensão mental resultante da separação, nessa fase da vida deles, causa mudanças nos cérebros dos bebês, fazendo com que quando adultos no futuro sejam mais suscetíveis ao stress, falam Commons e Miller.
“Os pais devem reconhecer que deixarem seus bebês chorar sem necessidade causam permanentes danos ao bebê,” Commons falou. “Muda o sistema nervoso de uma maneira que eles ficam extremamente sensíveis a futuros traumas.”
O trabalho dos pesquisadores da Harvard é único porque leva em consideração várias disciplinas, ou seja, examina a função cerebral, o aprendizado emocional em bebês, e diferenças culturais, comentam Charles R. Figley, diretor do Instituto de Traumatologia da Universidade Estadual da Flórida e editor do “The Journal of Traumatology”.
“É muito raro mas extremamente importante encontrar esse tipo de relatório científico interdisciplinar e multidisciplinar,” Figley falou. “Leva em consideração diferenças culturais nas respostas emocionais das crianças e as suas habilidades em lidar com stress, incluindo stress resultante de trauma.”
Figley comentou que o trabalho de Commons e Miller iluminou uma rota de estudos futuros e pode ter implicações importantes em todos os esforços dos pais, desde estimular a inteligência das crianças até algumas práticas como circuncisão.
Commons é professor e pesquisador da Medical School’s Department of Psychiatry desde 1987 e membro do Programa em Psiquiatria e Lei do departamento.
Miller é professora do Programa em Psiquiatria e Lei da Universidade desde 1994 e professor assistente de psicologia da Universidade de Salem State College desde 1993. Ela fez mestrado e doutorado em desenvolvimento humano.
Os pesquisadores falam que o jeito da maioria dos americanos (e o mundo ocidental em geral) educar seus filhos é influenciado por vários medos, como o medo de que as crianças cresçam muito dependentes. Em resposta a isso eles dizem que os pais estão no caminho errado: o contato físico e a segurança proporcionada pelos pais farão as crianças MAIS seguras e mais capazaes de formar relações maduras quando elas finalmente se tornarem adultas.
“Nós enfatizamos independência tanto tanto que isso está causando efeitos colaterais negativos,” Miller falou.
Os dois ganharam o centro das atenções em fevereiro, 2003, quando apresentaram as idéias no Congresso da Associação Americana para o Avanço da Ciência, na Philadelphia.
Commons e Miller, usando dados que Miller tinha estudado bastante e tinham sido compilados por Robert A. LeVine, Roy Edward Larsen (Professor de Educação e Desenvolvimento Humano) comparou as práticas americanas de criar crianças com outras culturas, particularmente o povo “Gusii” do Kenya. Mães Gusii dormem com seus bebês e respondem rapidamente aos seus choros.
“Mães Gusii assistiram vídeos de mães dos EUA. Elas ficaram muito angustiadas em ver quanto tempo levou para essas mães responderem aos bebês chorando” – reportaram Commons e Miller.
O jeito como nós somos educados influencia a sociedade totalmente. Americanos em geral não gostam de ser tocados e se orgulham tanto de serem independentes que chegam ao ponto de se isolarem completamente, mesmo quando estão passando por dificuldades.
Apesar da opinião comum de que bebês devem aprender a ser deixados sozinhos, Miller falou que acredita que muitos pais “enganam”, mantém os bebês no mesmo quarto que eles, pelo menos no começo. Além disso, quando o bebê começa a engatinhar muitos acabam por ir ao quarto dos pais.
Pais americanos não deveriam se preocupar com esse comportamento ou ficar com medo de dar carinho aos bebês. Pais devem se sentir livres para dormir com seus bebês, uma opção é ter um colchão no chão no mesmo quarto, e sempre sempre confortar o bebê quando ele chora.
“Existem muitas maneiras de crescer e ser independente sem ter que sujeitar seus bebês a esse trauma”, diz Commons. “Meu conselho é: mantenha suas crianças seguras, então eles vão crescer confiantes e não terão medo de arriscar.”
Além do medo da dependência, os pesquisadores falaram que outros fatores tem contribuído para a formarção dessa maneira de educar, incluindo o medo de que as crianças interfiram na vida sexual do casal se dividirem o mesmo quarto; os medos dos médicos de que os pais possam rolar sobre os bebês e machucá-los se dormirem na mesma cama. Além disso, a prosperidade crescente nos EUA tem ajudado na separação, pois fornece às famílias as condições econômicas para comprar casas maiores e com quartos separados para as crianças.
O resultado, dizem Commons e Miller, é uma nação que não gosta de tomar conta de seus próprios filhos, uma nação violenta e marcada pelas relações liberadas, não-físicas.
“Eu acho que existe uma grande resistência cultural no modo de criar as crianças”, diz Commons. Mas “castigos e abandono nunca foram bons modos de chegar a pessoas carinhosas, que se preocupam com outros, e independentes.”
Fonte: http://solucoes.multiply.com/journal/item/2






