Tudo sobre matérias

Mais uma vez: Segurança dentro do Sling (matéria Record – Hoje em dia)

Essa foi a primeira matéria que realmente valeu a pena ver sobre sling, da avalanche que aconteceu nestas últimas semanas sobre o assunto.

Infelizmente, sempre faltam algumas informações e por isso ressaltamos aqui:

o sling de argolas é apenas um dos tipos de sling. Existem o pouch, wrap, mei tai, kepina, etc..  O wrap sling é o que menos aparece, infelizmente! Mas, quem usa sabe que é impossível viver sem ele!

E ficam registradas as dicas de uso (novamente!!!) Para complementar a matéria da Record.

USE SEUS SENTIDOS

OLHE: Tenha certeza de que o queixo e o peito do bebê
estejam com pelo menos um dedo de distância
OUÇA: a respiração do bebê
SINTA: a temperatura do bebê
O QUE FAZER:
- carregue o bebê acima dos seus quadris
- o bebê deve estar em uma altura que possa ser beijado
- nas posições em que o bebê estiver de frente para quem carrega suas pernas devem estar abertas (como as perninhas de um sapo) e sentado
- Levante os joelhos da criança quando colocar o tecido entre suas pernas

Segue vídeo do R7 – Programa Hoje em dia (30/03/10)

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Informações Equivocadas – Sling Seguro

Agora as notícias sobre os acidentes com os carregadores baby bags (ou sling bags) pipocam também aqui no Brasil. O único problema é que eles colocaram todos os slings sob suspeita também.

Eu como fabricante de slings sempre coloquei a segurança em primeiro lugar, inclusive fui buscar junto ao IPEM, INMETRO, desenvolver uma certificação para regulamentar a fabricação dos slings. Porém, isso seria muito caro para alguém que produz os slings artesanalmente como eu e várias fabricantes (que inclusive estão ali na lista ao lado).

Com essas matérias saindo a todo instante, muitas informações equivocadas são repassadas e por isso resolvi fazer esse post.

1.“Não se deve usar sling em recém nascidos.” Errado! Não se deve usar os Baby Bags em recém nascidos, o sling pode e deve ser usado inclusive por prematuros. Ele ajuda no desenvolvimento da respiração, na amamentação, no vínculo com a mãe. Se prematuros não pudessem usar o sling não existiria o Método Mamãe Canguru. Logicamente que existe a maneira correta de usar, o bebê deve estar na mesma posição que ficaria nos seus braços e com o nariz e a boca livres para respirar.
2.“O sling só deve ser usado até o bebê atingir 10% do peso da mãe.” Errado mais uma vez. Esse conselho até é bom na teoria, mas só seria aplicável se TODA mãe ou pai não carregasse mais seu bebê no colo após ele atingir o peso correspondente a 10% do seu próprio peso. O sling ajuda a distribuir o peso no corpo de quem carrega o bebê, é muito mais confortável que carregar no colo principalmente em lugares onde você precisa ficar com o bebê e não tem como usar um carrinho!
3. “Somente slings industrializados são seguros.” Errado. Slings são peças feitas de mãe para mães (ou pais, avós…). São peças artesanais, desde que bem feitos não necessitam ser industrializados. Aliás, os baby bags é que são industrializados e que causaram o acidente. O sling feito com paciência e cuidado não necessita ser produzido em série para ser seguro.
4.“O sling é uma novidade, por isso não se tem muitas informações a respeito.” Errado. Esse blog é uma prova disso. Há muito tempo que disponibilizamos informações sérias sobre a segurança dos slings. É só dar uma passeada pelo blog que você vai encontrar várias informações sobre argolas, costuras, tecidos, etc.
Por um outro lado tudo isso pode servir para uma certificação dos slings. Isso realmente é necessário, faz muito tempo que buscamos isso mas nunca ninguém se interessou. Abrimos até uma associação para poder unir quem fabrica slings com qualidade, infelizmente ela não está totalmente ativa ainda.

Um sling bem feito e bem utilizado SÓ traz benefícios ao bebê e a quem carrega. Ele é um “ajudante do colo”, e colo é uma necessidade do bebê!

Até mais!

Texto postado em Sling Seguro
Por Marília – Slinguru

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ALERTA – Informações erradas sobre SLING

Olá,

neste mês de março, dois grandes veículos de informação brasileiros: Revista Crescer e Folha de São Paulo, escreveram matérias sobre a segurança dos slings (colocando todos no mesmo “saco”: argolas, pouch, wrap, bag, mochilas) e alertando sobre mortes de bebês que ocorreram nos Estados Unidos.

As mortes foram relacionadas não a sling, mas à Bags da Infantino.

Porém, as matérias fizeram um deserviço de informações, faltou pesquisa para realmente informar corretamante sobre esses tipos de carregadores de bebês.

Para reforçar - o sling que conhecemos (ainda não muito popular no Brasil) são por definição: faixas de tecido, ergônomico (isto é, adequa-se ao corpo do bebê e da mãe) e não-estruturados (não possuem talas ou estruturas para sustentar o bebê. O que sustenta seu peso é o próprio tecido).

Todos os slings: pouch, wrap, argolas PODEM E DEVEM SER USADOS COM RECÉM-NASCIDOS (nas posições indicadas para cada faixa etária), EXCETO O MEI TAI (acima de 4 meses).
As matérias da revista e do jornal dizem que não, mas foi uma errata gigante.
impi

O wrap sling por sinal, é o único que pode ser usado por bebês prematuros e uma variação dele  é utilizado em um projeto Canguru em Pernambuco – IMIP.

Outros erros das matérias:

- o sling que causou mortes nos Estados Unidos não são os slings que segundo a matéria “estão em alta em Hollywood” são: SLING BAGS da marca Infantino.
E nem deveriam ter sling no nome (pela definição citada mais acima).
São espécies de bolsas onde se colocam os bebês, não possuem ajustes adequados e são cheios de estruturas e tecidos nada confortáveis para bebês.
A Claudia Leitte desfilou um desse tipo por aí.

Ela até experimentou um sling de argolas quando grávida. Mas, não foi fotografada usando-o com seu filho.  Só com o boneco.


– Essa marca Infantino teve dois modelos chamados para recall.
- Nenhuma morte ou sufocamento foi constatado no uso de sling (argolas, pouch, mei tai ou wrap).
– Os slings: argolas, pouch, wrap e mei tai são seguros desde que feitos por pessoas responsáveis e competentes, com argolas seguras, tecidos de qualidade e costuras reforçadas. Existe uma lista muito boa sobre fabricantes no site Sling Seguro e todas as informações  para saber se seu sling é seguro, se as argolas são adequadas e a costura correta.

A primeira matéria da Revista Crescer, depois de muitos comentários críticos, foi retirada do ar e substituída. (clique nas fotos para ler matérias na íntegra).

É tão gritante o erro que as fotos foram modificadas.

Na primeira matéria (a esquerda) a foto é de um sling

de argolas. Já na segunda matéria, com correções, a

foto é do carregador que realmente está em recall.

Caso não consiga visualizar, veja a primeira matéria

aqui e a segunda aqui.

Já a Folha de São Paulo, escreveu ontem a matéria (muito semelhante com a primeira da Revista Crescer na parte de Saúde) e hoje anunciou o recall das bags na parte de dinheiro (?!). E ainda fez uma enquete perguntando se as pessoas acham o sling seguro. Realmente, depois de ler essa matéria, se eu não soubesse de todas as vantagens do sling, sairia correndo e chamaria a polícia ao ver um bebê enroladinho no tecido.  Já enviei um email para o ombudsman da Folha e aguardo resposta (ansiosamente).

Os slings mais comuns comercializados pelo Brasil e pelo mundo afora são:

sling argolas

- sling de argolas: são carregadores feitos em tecido, possuem de 2m a 2,20m de comprimento por 90cm de largura e em sua extremidade são costuradas duas argolas. Ele pode ser muito seguro, sim,  se tiver costuras bem feitas e argolas de qualidade. Existe nos Estados Unidos a Ring Sling que produz argolas próprias para sling. Um bom sling ring ou argolas será confecionado com estas argolas e com costuras reforçadas (no mínimo 3 além de outra em zigue-zag). Existem excelentes fabricantes desse modelo no Brasil e apesar de ainda não ser regulamentado, existem profissionais responsáveis e conscientes em suas produções, podemos citar: About Sling, Casulinho e Mania de Sling by Dida, BSB Sling, por exemplo.

- pouch sling: são carregadores de pano feito em tecido e sob medida. Ele não possui argolas. É apenas uma faixa de tecido dobrada ao meio e colocada na diagonal, onde o bebê será encaixado. Alguns possuem regulagem, como da Sampa Sling e outros não,  como da Amor em Fios. O mais importante neste sling é a costura que deve ser extremamente reforçada para não ceder.

mei tai casulinho

- mei tai: é o ancestral do canguru, mas ao contrário deste (que é o mais conhecido e comercializado no Brasil) possui faixas largas e costuras reforçadas para distribuir adequadamente o peso do bebê e não forçar as costas da mãe. O pessoal da Casulinho, do Recife, também faz peças muito bonitas e com muita responsabilidade.

- wrap sling: é uma faixa de tecido comprida (de 3 a 5m), sem costura. O suporte para a criança é feito através de amarrações no corpo da mãe e ela encaixa o bebê nas diversas posições. Nós, da Kika de Pano confeccionamos este modelo e também a Tatiana Gama, MãeGuru de Brasília, entre outros.

Vale lembrar que o que é tido como “novidade” é utilizado há séculos pelo mundo, a novidade em si é o nome. Veja aqui fotos de diversos “slings” em épocas e culturas diferentes,  confeccionados artesanalmente e atravessaram a história com muito louvor e utilidade.

E ressalto também este post em nosso blog de como utilizar seu wrap sling corretamente.

Espero ter esclarecido possíveis dúvidas e peço a ajuda de todos os slingueiros que comentem as matérias, votem na enquete e continuem a fazer uso de seus slings!

Porque LUGAR DE CRIANÇA É NO COLO!

ATUALIZANDO (27/03/10):

Enquanto muitas matérias feitas pela metade ou com informações insuficientes circulam por aí, também temos o outro lado. Dê uma olhada no texto da Marília, da Slinguru.

Abraços,

Bruna Leite Santana
Kikadepano.com

24/03/2010

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