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	<title>Sling - Kika de Pano &#187; natural</title>
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<title>Sling - Kika de Pano</title>
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		<title>Febre: Amiga ou Inimiga?</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Mar 2011 18:43:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruna Leite Santana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dê-me febre, e posso curar todas as doenças” – Hipócrates Texto de Colleen Huber, www.naturopathyworks.com (Tradução: Pat Feldman) Muitos pais consideram a febre por si só perigosa. Alguns pais têm tanto medo, que só da temperatura do seu filho aumentar para 37 graus, eles dão a ele uma substância tóxica ao fígado, como acetaminofeno ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Dê-me febre, e posso curar todas as doenças” – Hipócrates<br />
</strong><br />
Texto de Colleen Huber, www.naturopathyworks.com</p>
<p>(Tradução: Pat Feldman)</p>
<p>Muitos pais consideram a febre por si só perigosa. Alguns pais têm tanto medo, que só da temperatura do seu filho aumentar para 37 graus, eles dão a ele uma substância tóxica ao fígado, como acetaminofeno ou iboprufeno. Pior ainda são alguns pais que dão aspirina aos seus filhos a qualquer sinal de febre, que os expõe a um risco perigoso de desenvolver a doença de Reye, que exige tratamento para o resto da vida (Nota minha: não conheço esta doença, mas vou buscar algum link sobre o assunto).</p>
<p><strong>Como a febre tornou-se uma condição tão perigosa aos nossos olhos, a ponto de colocarmos em risco o bem estar das nossas crianças só para baixá-la?<br />
</strong><br />
<strong>Vamos primeiro considerar as funções da febre e como ela funciona. As duas funções da febre são:<br />
</strong><br />
Estimular o sistema imunológico.<br />
 Criar um meio “desagradável” para organismos invasores. Isso significa tornar a temperatura alta o suficiente para que os micróbios invasores não sobrevivam.<br />
Tipicamente, quando qualquer tipo de micróbio invade o corpo, ele é comido vivo pela primeira linha de defesa: macrófagos (os “grandes comedores”). Os macrófagos então recrutam outras células do sistema imunológico e fazem a interleucina um(IL-1). IL-1 é um dos muitos pirógenos endógenos, o que significa que é uma parte do corpo que dá o sinal para que a temperatura seja aumentada.</p>
<p><strong>Como a febre é feita<br />
</strong><br />
IL-1, junto com outros pirógenos e proteínas é lançado na corrente sanguínea e segue para o hipotálamo no cérebro.</p>
<p>O hipotálamo age como um perfeccionista quando diz que a temperatura corporal deve ser exatamente 36,5 graus. Ele também nos diz que nossos hormônios devem ser mantidos em quantidades fixas na nossa corrente sanguínea. Então quando o hipotálamo recebe o sinal da IL-1, ele fica sabendo que a temperatura corporal normal não é mais suficiente para manter o bom andamento do organismo.</p>
<p>Agora nós temos a mais incomum circunstância de vários patógenos invasores, e em momentos extraordinários como este, a temperatura deve se elevar em alguns graus se queremos nos ver livres do mal e manter nosso organismo saudável. Então o hipotálamo produz outra substância química, o PGE-2. O PGE-2 então aumenta a temperatura do corpo até, vamos dizer, 38 graus ou qualquer outra temperatura determinada pelo hipotálamo, suficiente para proteger o corpo do invasor.</p>
<p><strong>Então como o corpo realmente aumenta a temperatura, uma vez que o hipotálamo determinou que isso se faz necessário?<br />
</strong><br />
Se ainda estamos saudáveis e dispostos o suficiente para deixar as coisas chegarem neste ponto, então nossos mecanismos geradores de calor incluem o seguinte:</p>
<p>- Tremor<br />
- O hormônio TRH<br />
- Vasoconstrição</p>
<p>Outro mecanismo que toma parte é a “piloereção” (arrepios), que está associado à supressão do suor. Suor é um mecanismo de resfriamento do corpo, então agora que temos calor sendo gerado, não querermos perdê-lo (o calor). Isto resulta numa fantástica sinergia de mecanismos de auto-cura em nosso organismo – uma verdadeira sinfonia de respostas coordenadas respondem à febre.</p>
<p><strong>Os benefícios da febre </strong></p>
<p>Mais antocorpos – células treinadas para atacar especificamente o tipo exato de invasor que está atrapalhando nosso corpo – a febre aumenta mais a produção dos anticorpos do que qualquer remédio químico.<br />
Mais glóbulos brancos (os “bons moços”) são produzidos, circulando, mobilizando e armando para lutar e expulsar os invasores.<br />
Mais “interferon” é produzido (outro “bom moço” do sistema imunológico, que bloqueia os vírus de se espalharem pelas células saudáveis).<br />
Aumenta a temperatura corporal, o que efetivamente mata micróbios. (A maioria dos vírus e bactérias efetivamente crescem melhor abaixo da temperatura corporal, é por isso que eles gostam dos nossos narizes gelados no inverno). Papais e mamães, não são seus filhos que estão pedindo um anti-térmico para baixar a febre, são os germes!</p>
<p><strong>Tratando a febre de uma forma natural </strong></p>
<p>O tratamento natural é para manter a febre, a não ser que ela suba muito ou muito rápido. Uma febre de 38,7 C a 39,5 C é considerada uma defesa excelente contra micróbios. Temperaturas como esta também curam o corpo de forma mais efetiva. Manter a febre significa trabalhar pela cura. Por exemplo, um efeito da febre é reduzir o movimento peristáltico, que é o movimento da comida no intestino.</p>
<p>Para manter a febre os médicos naturalistas recomendam consumir alimentos como caldos e água até a febre cessar. A febre também é melhor suportada com descanso. Mesmo quando a criança aparenta sono, o seu organismo está trabalhando a todo vapor, para executar todas as funções descritas acima.</p>
<p>Exercícios e outros tipos de atividades distraem a energia do corpo para este processo de vital importância do sistema imunológico. Os naturopatas olham para a doença enquanto o corpo tenta se curar. Além do mais, é melhor ajudar as defesas do organismo, e não suprimi-las com exercícios ou trabalhos nessas horas.</p>
<p>Os naturopatas comparam o medo dos sintomas de febre com aquele medo que você sente quando vê uma luz diferente acesa no painel do seu carro. A luz diz que tem algo errado, mas apagá-la simplesmente não resolve o problema que a fez acender. Baixar a febre é como apagar a luz do painel sem consertar o problema que a fez acender. O certo é consertar o problema, desta forma a luz automaticamente se apaga. Os pais deveriam se perguntar como eles podem enxergar os sintomas de seus filhos de forma lógica e racional como eles enxergam o problema com a luz do carro: será que nós realmente queremos suprimir os sinais de alerta do nosso organismo?</p>
<p>No caso da febre, o sinal de alerta é muito mais uma ajuda para se defender da doença do que a fonte de doença propriamente dita.</p>
<p><strong>Quando é hora de procurar ajuda de um médico?<br />
</strong><br />
- Bebês com menos de 1 mês de idade e temperatura acima de 38 C. Procure ajuda médica imediatamente se seu filho se encaixa neste quadro. Enquanto espera por atendimento, amamente com leite materno sempre que o bebê quiser. O leite materno tem anticorpos produzidos imediatamente quando a boca do bebê está em contato com o bico do seio, então são produzidos anticorpos específicos para o problema do bebê.<br />
- Bebês entre 1 e 3 meses de idade com temperatura superior a 38 graus, se eles parecerem dentes. Novamente, amamente em livre demanda enquanto espera o atendimento médico.<br />
- Crianças entre 3 meses e 3 anos de idade, com temperatura acima de 39 C, se eles parecerem doentes e abatidos.<br />
- Qualquer pessoa, adulto ou criança, com temperatura acima de 40 C.<br />
- Para crianças fora das condições descritas acima, descanso (de preferência deitados na cama) e ingestão regular de líquidos controlarão a febre e a deixarão fazer o que tem que ser feito; curar seu filho.</p>
<p><strong>Colleen Huber, 46, é esposa, mãe e estudante</strong> do Southwest College of Naturopathic Medicine em Tempe, Arizona (EUA), onde ela está estudando para ser uma médica naturopata. Sua pesquisa original dos mecanismos da enxaqueca foram publicados na Lancet e Headache Quarterly, e foram repostadas no prestigioso The Washington Post.</p>
<p>Sua pesquisa com placebos duplo cego controlado com homeopatia foi publicado no Journal of the American Institute of Homeopathy, European Journal of Classical Homeopathy, and Homeopathy Today. Seu site Naturopathy Works introduz a medicina naturalista aos leigos e mostra vasta referência no assunto.</p>
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		<title>Desmame Natural (é possível?)</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Feb 2011 02:10:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruna Leite Santana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Amamentação]]></category>
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		<description><![CDATA[Elsa Regina Justo Giugliani* *Pediatra, professora da Faculdade de Medicina da UFRGS, presidente do Departamento de Aleitamento Materno da SBP, Especialista em Aleitamento Materno pelo IBLCE (International Board of Lactation Consultant Examiners) O homem é o único mamífero em que o desmame (aqui definido como a cessação do aleitamento materno) não é primariamente determinado por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Elsa Regina Justo Giugliani*</p>
<p>*Pediatra, professora da Faculdade de Medicina da UFRGS, presidente do Departamento de Aleitamento Materno da SBP, Especialista em Aleitamento Materno pelo IBLCE (International Board of Lactation Consultant Examiners)</p>
<p>O homem é o único mamífero em que o desmame (aqui definido como a cessação do aleitamento materno) não é primariamente determinado por fatores genéticos e instinto, sendo fortemente influenciado por fatores socioculturais. Hoje, ao contrário do que ocorreu por pelo menos dois milhões de anos, ao longo da evolução da espécie humana, a mulher opta (ou não) pela amamentação e, influenciada por múltiplos fatores, decide por quanto tempo vai (ou pode) amamentar. Muitas vezes, as preferências culturais (não amamentação, introdução precoce de outros alimentos na dieta da criança, amamentação de curta duração) entram em conflito com a expectativa da espécie. Algumas conseqüências dessa divergência já puderam ser observadas, como desnutrição e alta mortalidade infantis, sobretudo em áreas menos desenvolvidas. Porém, as conseqüências a longo prazo ainda não são totalmente conhecidas, já que transformações genéticas não ocorrem com a rapidez com que podem ocorrer mudanças de hábitos. Começam a ser mostradas evidências de que o não amamentar segundo as expectativas da espécie pode ter repercussões negativas ao longo da vida dos indivíduos. Assim, a não amamentação ou amamentação sub-ótima pode favorecer o aparecimento de doenças alérgicas, diversas doenças do sistema imunológico, alguns tipos de cânceres, obesidade, diabete e doenças cardiovasculares, além de interferir negativamente no desenvolvimento oro-facial. Provavelmente, com o aparecimento de novas pesquisas nessa área, outros males serão relacionados com os hábitos “modernos” de alimentação infantil, mas alguns aspectos dificilmente podem ser quantificados, especialmente os relacionados com a psique humana.</p>
<p>Atualmente, em especial nas sociedades ocidentais, a amamentação é vista primordialmente como uma forma de alimentar a criança, sob o controle total dos adultos. Assim, perdeu-se a percepção da amamentação como um processo mais amplo, complexo, envolvendo intimamente duas pessoas e com repercussão na saúde física e no desenvolvimento cognitivo e emocional da criança, além de repercussões para a saúde física e psíquica da mãe. Hoje, em muitas culturas “modernas”, a amamentação prolongada (cujo conceito varia de acordo com a “convenção” da época e do local) freqüentemente é vista como um distúrbio inter-relacional entre mãe e bebê. Perdeu-se a noção de que o desmame não é um evento e sim um processo, que faz parte da evolução da mulher como mãe e do desenvolvimento da criança, assim como sentar, andar, correr, falar. Nesta lógica, assim como nenhuma criança começa a andar antes de estar pronta, nenhuma criança deveria ser desmamada antes de atingir a maturidade para tal. Em harmonia com esta linha de pensamento, Dr. William Sears, um antigo pediatra, recomendava “Não limite a duração da amamentação a um período pré-determinado. Siga os sinais do bebê. A vida é uma série de desmames, do útero, do seio, de casa para a escola, da escola para o trabalho. Quando uma criança é forçada a entrar em um estágio antes de estar pronta, corre o risco de afetar o seu desenvolvimento emocional”. Essas palavras sábias podem ter pouco respaldo em sociedades individualistas, que tendem a acelerar o processo de independização do ser humano, substituindo o seio por métodos de auto-consolo como chupetas, paninhos, mantinhas, ursinhos, etc.</p>
<p>Segundo diversas teorias, o período natural de amamentação para a espécie humana seria de 2,5 a sete anos. Atualmente, a Organização Mundial da Saúde recomenda aleitamento materno por dois anos ou mais, sendo exclusivo nos primeiros seis meses. Apesar dessa recomendação, muito poucas mulheres no Brasil amamentam por mais de dois anos. As razões para a não amamentação prolongada variam desde dificuldade em conciliar a amamentação com outras atividades, até crença de que aleitamento materno além do primeiro ano é danoso para a criança sob o ponto de vista psicológico. Uma parcela de mães, apesar de demonstrar desejo em continuar a amamentação, sente-se pressionada a desmamar por profissionais de saúde, seus maridos, parentes, vizinhos e amigos. Pois, para a manutenção do paradigma que sustenta a afirmação de que amamentação prolongada não é natural, foi necessário criar vários mitos tais como o de que uma criança jamais desmama por si própria, que a amamentação prolongada é um sinal de problema sexual ou necessidade materna e não da criança e que a criança que mama fica muito dependente. Algumas mães, de fato, desmamam para promover a independência da criança. No entanto, é importante lembrar que o desmame provavelmente não vai mudar a personalidade da criança. Além disso, o desmame forçado pode gerar insegurança na criança, o que dificulta o processo de independização.</p>
<p>O desmame pode ser agrupado em quatro categorias básicas: abrupto, planejado ou gradual, parcial e natural. Sob a ótica de que o desmame é um processo de desenvolvimento da criança, parece razoável afirmar que o ideal seria que ele ocorresse naturalmente, na medida em que a criança vai adquirindo competências para tal. No desmame natural a criança se auto-desmama, o que pode ocorrer em diferentes idades, em média entre dois e quatro anos e raramente antes de um ano. Costuma ser gradual, mas às vezes pode ser súbito, como por exemplo em uma nova gravidez da mãe (a criança pode estranhar o gosto do leite, que se altera, e o volume, que diminui). A mãe também participa ativamente no processo, sugerindo passos quando a criança estiver pronta para aceitá-los e impondo limites adequados à idade. O Quadro 1 apresenta os sinais indicativos de que criança pode estar pronta para iniciar o desmame:</p>
<p>Quadro 1. Sinais sugestivos de que a criança está madura para o desmame</p>
<p>• Idade maior que um ano</p>
<p>• Menos interesse nas mamadas</p>
<p>• Aceita variedade de outros alimentos</p>
<p>• É segura na sua relação com a mãe</p>
<p>• Aceita outras formas de consolo</p>
<p>• Aceita não ser amamentada em certas ocasiões e locais</p>
<p>• Às vezes dorme sem mamar no peito</p>
<p>• Mostra pouca ansiedade quando encorajada a não amamentar</p>
<p>• Às vezes prefere brincar ou fazer outra atividade com a mãe ao invés de mamar</p>
<p>É importante que a mãe não confunda o auto-desmame natural com a chamada “greve de amamentação” do bebê. Esta ocorre principalmente em crianças menores de um ano, é de início súbito e inesperado, a criança parece insatisfeita e em geral é possível identificar uma causa: doença, dentição, diminuição do volume ou sabor do leite, estresse e excesso de mamadeira ou chupeta. Essa condição usualmente não dura mais que 2-4 dias.</p>
<p>Algumas vantagens do desmame natural encontram-se no Quadro 2:</p>
<p>Quadro 2. Vantagens do desmame natural</p>
<p>• Transição tranqüila, menos estressante para a mãe e a criança</p>
<p>• Preenche as necessidades da criança até elas estarem maduras para o desmame</p>
<p>• Fortalece a relação mãe-filho</p>
<p>• Ajuda a mãe a ser menos ansiosa com relação aos estágios de desenvolvimento de seu filho</p>
<p>O desmame abrupto é desencorajado, pois se a criança não está pronta, ela pode se sentir rejeitada pela mãe, gerando insegurança e muitas vezes rebeldia. Na mãe, o desmame abrupto pode precipitar ingurgitamento mamário, bloqueio de ducto lactífero e mastite, além de tristeza ou depressão, por luto pela perda da amamentação ou por mudanças hormonais.</p>
<p>Muitas vezes a mulher se depara com a situação de querer ou ter que desmamar antes de a criança estar pronta. Nesses casos, o profissional de saúde, em especial o pediatra, deve respeitar o desejo da mãe e ajudá-la nesse processo. O quadro 3 apresenta os fatores que facilitam o encorajamento do bebê para o desmame.</p>
<p>Quadro 3. Encorajando o bebê a desmamar: facilitadores</p>
<p>• Mãe segura de que quer (ou deve) desmamar</p>
<p>• Entendimento da mãe de que o processo pode ser lento e demandar energia, tanto maior quanto menos pronta estiver a criança</p>
<p>• Flexibilidade, pois o curso é imprevisível</p>
<p>• Paciência (dar tempo à criança) e compreensão</p>
<p>• Suporte e atenção adicionais à criança – mãe não deve se afastar neste período</p>
<p>• Ausência de outras mudanças ocorrendo: Ex.: controle dos esficteres</p>
<p>• Sempre que possível, desmame gradual, retirando uma mamada do dia a cada 1-2 semanas.</p>
<p>A técnica utilizada para fazer a criança desmamar varia de acordo com a idade da mesma. Se a criança for maior, o desmame pode ser planejado com ela. Pode-se propor uma data, oferecer uma recompensa e até mesmo uma festa. A mãe pode começar não oferecendo o seio, mas também não recusando. Pode também encurtar as mamadas e adiá-las. Mamadas podem ser suprimidas distraindo a criança com brincadeiras, chamando amiguinhos, entretendo a criança com algo que lhe prenda a atenção. A participação do pai no processo, sempre que possível, é importante. A mãe pode também evitar certas atitudes que estimulam a criança a mamar, por exemplo, não sentar na poltrona em que costuma amamentar.</p>
<p>Algumas vezes, o desmame forçado gera tanta ansiedade na mãe e no bebê, que é preferível adiar um pouco mais o processo, se possível. A mãe pode, também, optar por restringir as mamadas a certos horários e locais.</p>
<p>As mulheres devem estar preparadas para as mudanças físicas e emocionais que o desmame pode desencadear, tais como: mudança de tamanho das mamas, mudança de peso e sentimentos diversos tais como alívio, paz, tristeza, depressão, culpa e arrependimento.</p>
<p>Já se avançou muito na valorização do aleitamento materno nos últimos tempos. A recomendação da duração da amamentação passou de 10 meses na década de 30 para dois anos ou mais nos dias de hoje. Atualmente, fala-se em desmame natural como a forma ideal de desmame, sem especificar uma idade mínima ou máxima para que esse processo ocorra. Apesar desse avanço ainda estamos longe de encararmos o desmame como um marco do desenvolvimento da criança. Para chegarmos a este estágio, faz-se necessário entender e enfrentar as circunstâncias que, segundo Souza e Almeida, “ultrapassam a natureza e desafiam a cultura e a sociedade”. </p>
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		<title>Quando é necessário fazer cesariana?</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Feb 2011 20:10:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruna Leite Santana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Fonte: IG &#8211; Delas O Brasil é recordista mundial em número de cesarianas. Enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que 15% dos partos sejam feitos desta forma, na rede médica particular brasileira este número chega a 84%, segundo dado da Agência Nacional de Saúde. As razões são muitas: desde remuneração insuficiente por parte [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Fonte:</strong><a href="http://delas.ig.com.br/filhos/quando+e+necessario+fazer+cesariana/n1237980108366.html"> IG &#8211; Delas</a></p>
<p><strong>O Brasil é recordista mundial em número de cesarianas. Enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que 15% dos partos sejam feitos desta forma, na rede médica particular brasileira este número chega a 84%, segundo dado da Agência Nacional de Saúde. As razões são muitas: desde remuneração insuficiente por parte dos convênios aos médicos que fazem parto natural até o medo das dores do parto. No entanto, o parto normal tem várias vantagens, como recuperação mais rápida e menos dolorida da mãe, menor risco de infecções e hemorragias e menor risco de dificuldade respiratória no bebê. O mais importante é que a escolha seja feita pela principal personagem desta história: a mãe.<br />
</strong></p>
<p><img alt="" src="http://i0.ig.com/fw/4j/qs/no/4jqsnof51h91lwpsa8ghj2615.jpg" title="cesarea" class="alignleft" width="316" height="237" />&#8220;Como donos da informação, muitos obstetras não admitem questionamentos”, diz a ginecologista e obstetra Melania Amorim. “É difícil argumentar quando não se tem essas informações. Afinal de contas, quem está dizendo isso é o médico em quem a mulher confia e que acompanhou todo o pré-natal”, completa a obstetra Andrea Campos.</p>
<p>Foto: Getty Images</p>
<p><strong>Nem sempre os dignósticos significam que a única saída é a cesárea<br />
</strong><br />
Os argumentos listados abaixo são comumente ouvidos pelas gestantes, mas nem sempre significam que à mãe só resta a opção da cesárea. Use toda informação a seu favor – até para encontrar um obstetra alinhado com seus objetivos. O ideal é que, em cada caso abaixo, o médico seja claro em relação às porcentagens reais de risco e ofereça informações completas para a escolha da mãe.<br />
<strong><br />
“O bebê está com o cordão enrolado”</strong><br />
“A ocorrência é muito comum e acomete até 40% dos partos”, conta Melania. Só que o diagnóstico de circular de cordão – quando o cordão umbilical está enrolado em qualquer parte do corpo do bebê – não é determinante, porque ele se mexe dentro da barriga o tempo todo. A ultrassonografia pode mostrar uma circular que irá se desfazer e o bebê nascer sem circular – ou, ao contrário, o bebê pode não apresentar circular no ultrassom e nascer com circular. “O bebê não ‘respira’ como nós, ele está em um meio líquido, seu pulmão é fechado e sua oxigenação é através do cordão umbilical. Ao nascer e observar a presença de circular, apenas retira-se, como um ‘cachecol’, pela cabeça ou corpinho”, explica a obstetra Mariana Simões.<br />
<strong><br />
“Você está com a pressão alta” ou “Você está com a pressão baixa”</strong><br />
A pressão baixa é comum na gravidez, não requer nenhuma medida drástica. Já a pressão alta pode levar a uma interrupção da gestação – não necessariamente cirúrgica. “Isso pode ser feito através da indução de um parto normal”, explica a Andrea Campos. Os obstetras podem se utilizar de hormônios ou procedimentos mecânicos, como o rompimento artificial da bolsa ou exames de toque vigorosos.<br />
<strong><br />
“O bebê não está encaixado”</strong><br />
O posicionamento correto do bebê pode acontecer só durante o trabalho de parto. São as contrações efetivas que fazem com que ele “desça” e se encaixe.<br />
<strong><br />
“O bebê passou do tempo”</strong><br />
“Bebês não ‘passam do tempo’, apenas têm um tempo diferente de maturidade. Segundo estudos mais recentes, após 41 semanas e 1 dia deve haver acompanhamento, mas não interrupção com cesárea”, diz Mariana. De qualquer forma, mesmo nestes casos a solução não é só a cesárea – também dá para acelerar ou induzir o trabalho de parto.</p>
<p><strong>“Os batimentos do bebê estão acelerados”<br />
</strong>Bebês dormem e se movimentam. Como nós, se dormimos ou estamos em repouso, há uma queda do batimento. Se nos agitamos, os batimentos se aceleram. Agora, se há uma aceleração persistente e foram excluídas causas fisiológicas – como taquicardia ou febre da mãe – pode ser indício de sofrimento fetal. “Neste caso, a cesariana pode ser necessária”, alerta Andrea.</p>
<p><strong>“A cabeça do bebê é muito grande”<br />
</strong>A desproporção céfalo-pélvica é um motivo real para escolher pela cesariana, mas o problema está no diagnóstico. “Muitas vezes usa-se esta desculpa antes do trabalho de parto, mas só dá para saber que existe a desproporção durante o trabalho de parto”, conta Melania. O problema acontece quando a cabeça do bebê não consegue passar pela parte mais estreita da bacia da mãe, mesmo quando a dilatação do colo uterino já é total. Por isso, é recomendável que mesmo quem opta pelo parto normal tenha uma estrutura de hospitalar à disposição.</p>
<p><strong>“O bebê é muito grande”<br />
</strong>A ultrassonografia não é precisa para determinar o peso do bebê. Mesmo assim, bebês com mais de 4 kg ainda podem nascer de parto normal. “Desde que a mãe não tenha uma diabetes descompensada, isso não é problema. O bebê geralmente tem o tamanho que passaria pela pelve”, conta Andrea.</p>
<p><strong>“Você já fez uma cesárea anteriormente”<br />
</strong>Muitas mulheres ficam surpresas e não acreditam que, mesmo depois de terem passado por uma cesárea, podem ter o segundo filho de parto normal. “Com até duas cesáreas anteriores, os riscos reais em trabalho de parto natural (sem indução farmacológica) é de cerca de 0,5%. Já com três cesáreas anteriores, pode-se haver até 5% de riscos de ruptura uterina e esse número para a medicina é considerado um valor alto”, descreve Mariana.</p>
<p><strong>“Você não tem dilatação”<br />
</strong>Antes do trabalho de parto, é normal não haver dilatação. Em geral, o colo só se dilata significativamente durante o processo. O que caracteriza o trabalho de parto são as contrações regulares a cada três minutos, com duração de em média três minutos. Antes disso, não há razão para esperar uma dilatação.<br />
<strong><br />
“Você está constipada”</strong><br />
“A constipação intestinal não exerce nenhuma influência sobre o parto”, garante Andrea. Nesses casos, complicações da cesárea podem agravar o quadro, já que o intestino pode ficar paralisado por algum tempo.</p>
<p><strong>&#8220;O período expulsivo está demorando muito&#8221;<br />
</strong>O período expulsivo é a segunda fase do parto natural. Ele vai da hora em que a dilatação está completa até o momento em que o bebê efetivamente nasce. Os limites toleráveis para a duração do período expulsivo são muito variáveis. “Há quem indique cesárea depois de 30 ou 40 minutos de período expulsivo. Mas, com analgesia, o ACOG (American College of Obstetricians and Gynecologists) considera segura uma duração de até 3 horas. Sem analgesia, 2 horas”, explica Melania. Antes disso, outras medidas podem ser tomadas, como a prescrição de ocitocina (hormônio que acelera as contrações), vácuo-extração ou fórceps. “Mas eu diria que só chegar a período expulsivo hoje no Brasil é uma vitória. A maioria das cesáreas são eletivas, realizadas antes do trabalho de parto”, lamenta Melania. E, consequentemente, antes de ser possível avaliar a real necessidade da intervenção cirúrgica.</p>
<p><strong>Quando a cesárea necessária<br />
</strong><br />
Existem, sim, muitos casos em que ela pode salvar a vida da mãe e do feto. Mas a maioria das justificativas aparecem só durante o trabalho de parto. E mesmo as cesáreas eletivas – ou seja, marcadas – podem esperar este momento para ter certeza que o bebê está pronto para vir ao mundo. Veja alguns motivos que podem levar à cesariana e entenda porque, nestes casos, a intervenção cirúrgica é melhor:</p>
<p><strong>- Estado Fetal Intranquilizador (sofrimento fetal):</strong> quando o bebê não está bem e o nascimento precisa ocorrer prontamente – e a cesárea é a via de parto mais rápida.</p>
<p><strong>- Apresentação córmica:</strong> quando o bebê está atravessado no momento do trabalho de parto.</p>
<p><strong>- Hemorragias maternas no final da gravidez:</strong> podem ocorrer por descolamento da placenta (quando a placenta descola antes de o bebê nascer) ou placenta prévia (quando a placenta recobre o colo do útero). As duas pedem uma cesárea. Mas sangramentos pequenos podem acontecer também pela dilatação do colo do útero e, neste caso, não há necessidade de cirurgia.</p>
<p><strong>- Mãe portadora do HIV:</strong> pesquisadores do International HIV Group analisaram diversos estudos e concluíram que as chances de transmissão do vírus da mãe para o bebê diminui em 50% se feita a cesariana programada.</p>
<p><strong>- Apresentação pélvica em primigesta (bebê sentado em mulheres que nunca pariram):</strong> o bebê pode nascer sentado, mas nestes casos o risco relativo do parto normal é maior que o da cesárea.</p>
<p><strong>- Herpes genital com lesão ativa:</strong> há maior chance de o bebê se infectar durante o parto normal do que na cesariana eletiva.</p>
<p><strong>- Prolapso de cordão: </strong>o cordão sai antes do bebê. O problema é que quando o bebê passa pelo canal, quando feito o parto normal, provoca uma pressão no cordão, impedindo a passagem de sangue para a criança.&#8221;</p>
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		<title>Idade Natural do Desmame</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Jan 2011 01:26:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruna Leite Santana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Katherine Dettwyler, PhD TRAD. Janaína de O. Ribeiro Universidade do Texas A e M Meu estudo se baseou nas diversas variáveis que se relacionam com a “história de vida” (tempo de gestação, peso ao nascer, taxa de crescimento, época em que acontece a maturidade sexual, idade de dentição, tempo de vida, etc.) em primatas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Katherine Dettwyler, PhD          TRAD. Janaína de O. Ribeiro</p>
<p>Universidade do Texas A e M</p>
<p>Meu estudo se baseou nas diversas variáveis que se relacionam com a “história de vida” (tempo de gestação, peso ao nascer, taxa de crescimento, época em que acontece a maturidade sexual, idade de dentição, tempo de vida, etc.) em primatas não-humanos, e posteriormente observou-se como essas variáveis se correlacionam com a idade de desmame desses animais.</p>
<p>Trata-se dos nossos parentes mais próximos no reino animal, especialmente os gorilas e os chipanzés, que compartilham 98% dos genes humanos. Elaborei uma lista de previsões para quando os humanos efetuariam o desmame “natural” se não tivessem tantas normas culturais a esse respeito. Meu interesse surgiu a partir der uma leitura inter-cultural sobre a idade de desmame, que demonstra que diferentes culturas sustentam crenças bastante diversas sobre quando uma criança deve ser desmamada, desde muito cedo nos E.U.A. até muito tarde em alguns lugares.</p>
<p>É comum escutar que a idade média de desleitamento em todo mundo seja de 4.2 anos, porém este número não é nem exato, nem significativo. Um levantamento de 64 estudos “tradicionais” realizado antes dos anos 40 demonstrou uma duração média de amamentação de 2 anos e 8 meses, mas, com algumas culturas desmamando muito mais cedo, e outras bem mais tarde. É sem sentido, estatisticamente, <strong>falar de uma idade média de desaleitamento mundial, quando muitas crianças nem chegam a ser amamentadas, ou, suas mães desistem nos primeiros dias, ou, nas 6 semanas quando retornam ao trabalho.</strong> É verdade que ainda existem muitas sociedades onde as crianças são amamentadas rotineiramente até os quatro ou cinco anos, ou mais, e até mesmo nos Estados Unidos, algumas crianças são amamentadas por esse período, e algumas por períodos mais longos. <strong>Nas sociedades em que é permitido às crianças serem amamentadas no peito “até quando quiserem”, elas geralmente desmamam por si próprias, sem discussões ou traumas emocionais, entre os três e os quatro anos de idade.</strong> Esse interesse também surgiu da percepção que outros animais possuem uma idade “natural” de desmame, cerca de 8 semanas para os cachorros, de 8 a 12 meses para os cavalos, etc.  Presume-se que esses animais não detenham crenças culturais sobre quando o desmame seria apropriado.</p>
<p>Alguns dos resultados são como segue:</p>
<p>1. Em um grupo de 21 espécies de primatas não-humanos (macacos e gorilas) estudados por Holly Smith, ela verificou que a prole era desleitada ao mesmo tempo em que apareciam seus primeiros molares permanentes. Nos humanos, isso aconteceria entre 5.5- 6 anos de idade.</p>
<p>2. É comum os pediatras afirmarem que a duração da gestação é aproximadamente igual à duração da amamentação em muitas espécies, sugerindo uma idade de desmame aos 9 meses para os humanos. No entanto, essa relação acaba por ser afetada pelo tamanho dos animais – quanto maiores os adultos, maior a duração da amamentação em relação à gestação. Para os chipanzés e os gorilas, os dois primatas mais próximos aos humanos em tamanho e na genética, a relação é seis para 1. Querendo dizer que elas amamentam sua prole por 6 vezes a duração da gestação ( de fato 6.1 para os chipanzés e 6.4 para os gorilas; com os humanos ficando na metade do caminho entre esses dois). Nos humanos, a relação seria: 4.5 anos de amamentação  (seis vezes os nove meses da gestação).</p>
<p>3. É comum os pediatras afirmarem que a maioria dos mamíferos desmama sua prole quando esta atinge o triplo do seu peso de nascimento, sugerindo uma idade de desmame a 1 ano de idade nos humanos. Porém, novamente, essa conta é afetada pelo peso corporal, com mamíferos maiores amamentando sua prole até que esta tenha quadruplicado o peso com que nasceu. Nos humanos, o quádruplo do peso do nascimento é atingido aos 2.5 e 3.5 anos de idade, geralmente.</p>
<p>4. Um estudo dos primatas revelou que suas crias eram desmamadas quando atingiam cerca de 1/3 do seu peso na idade adulta. Isso acontece para os humanos entre os 5 e os 7 anos de idade.</p>
<p>5. Uma comparação entre a idade de desmame e a maturidade sexual em primatas não-humanos sugere uma idade de desmame entre os  6-7 para os humanos (por volta da metade do caminho para a maturidade reprodutiva).</p>
<p>6. Estudos demonstraram que o sistema imunológico de uma criança não completa sua maturidade até cerca dos 6 anos de idade, e é bem estabelecido que o leite materno ajuda a desenvolver o sistema imunológico e melhorá-lo com anticorpos maternos enquanto o leite materno for produzido (até os dois anos, nenhum estudo foi realizado sobre a composição do leite materno mais de dois anos após o parto).</p>
<p><strong>Assim, a idade mínima esperada para o desmame natural nos humanos é de dois anos e meio, com um máximo de 7 anos.</strong></p>
<p>Em termos dos <strong>benefícios da amamentação duradoura </strong> já existe um número de estudos comparando bebês amamentados no peito e bebês amamentados através de mamadeira com relação a diversas enfermidades, e também relacionando os resultados do exame de QI. Em todos os casos,<strong> os bebês amamentados no peito apresentaram um risco menor de doenças e resultados de QI superiores aos dos bebês amamentados por mamadeira.</strong> Naqueles estudos que classificavam bebês amamentados no peito pela duração da amamentação, os bebês que foram amamentados por mais tempo se sobressaíram tanto em termos de menor incidência de doenças, como apresentaram um resultado de QI superior. Em outras palavras, se as categorias fossem 0-6 meses de amamentação, 6-12 meses, 12-18 meses, 18-24+ meses, os últimos se saíram melhor, e as de 12-18 meses de amamentação foram os próximos melhores, e os bebês amamentados de 0-6 apresentaram os piores resultados entre os bebês amamentados no peito, mas, ainda se saíram muito melhor do que os grupos amamentados por mamadeira. Isto tem se demonstrado através de distúrbios gastrointestinais, afetação do sistema respiratório superior, escleroses múltiplas, diabetes, doenças do coração, e assim por diante. Da mesma forma, os bebês que foram amamentados no peito por mais tempo atingiram os melhores resultados nos exames de QI. Um ponto a se observar é que nenhum desses estudos foi realizado com crianças que tivessem sido amamentadas mais de 2 anos. Qualquer um amamentado entre 18-24 meses ou mais, foi aglomerado na grande categoria. Presume-se que os benefícios continuem a acontecer, já que o seu corpo não *sabe* que o bebê fez aniversário passando a produzir leite menos valioso nutricional e imunologicamente.</p>
<p>No entanto, ainda não foi comprovado nem que os benefícios da amamentação no peito continuam nem que cessam aos 2 anos de idade, por que os estudos apropriadas ainda não foram realizados. A tendência durante os primeiros dois anos é claramente que os benefícios aumentam quanto maior o tempo da amamentação. É evidente os benefícios do fenômeno de rendimento decrescente funcionando aqui &#8211; os primeiros seis meses de amamentação são claramente mais importantes em termos da nutrição e desenvolvimento do bebê do que os seis meses dos 3.5 aos 4 anos. Isso não significa que você não deve continuar a suprir leite materno se o seu bebê assim o quer e você também. Seria como dizer : &#8211; Bem Mabel, nós não recebemos mais tanto dinheiro daquele poço de petróleo. Antes eram R$ 56 por mês dos royalities , agora com sorte recebemos R$ 25 por ano. Acho que deveríamos dizer a eles para guardarem seu maldito dinheiro. E Mabel responde:- Santa Misericórdia, Clyde, não seja ridículo. Aquele cheque ainda compra R$ 25 de comida. Onde você está com a cabeça?</p>
<p>Sem dúvida, os bebês nascidos nos E.U.A não estão sujeitos a  tantas doenças, parasitas, e água contaminada quanto os bebês dos países do Terceiro Mundo. Nós temos mais suplementos alimentares que de modo geral podemos confiar que sejam limpos e seguros. Podemos imunizar nossas crianças, e utilizar antibióticos para infecções, se necessário. O fato de nós *podermos* não significa que a amamentação seja insignificante. Bebês amamentados no peito ainda apresentam melhor saúde do que os amamentados por mamadeira, mesmo em ambientes exemplarmente limpos e com o melhor atendimento médico. Eles adoecem menos, são mais inteligentes, são mais felizes. Outra consideração importante para as crianças mais velhas, é que elas conseguem manter seu vínculo emocional ligado a outra pessoa, em vez de transferir a ligação para um objeto inanimado, como um ursinho ou um cobertor.</p>
<p>Acredito que este fato proporcione o cenário para uma vida orientada para pessoas, em vez do materialismo, e considero esse fator positivo. <strong>Também não consigo imaginar passar pelos primeiros anos de vida de uma criança sem aquela conexão amorosa à criança enquanto essa passa por enormes transformações, algumas até frustrantes. </strong>Eu poderia prosseguir indefinidamente, mas pararei aqui.</p>
<p>Espero que tenha contribuído com esse estudo. Essas idéias são desenvolvidas de maneira muito mais eloqüente e com maior riqueza de detalhes no meu capítulo “Tempo de Desmamar” no livro Breastfeeding: Biocultural Perspectives, sendo publicado por Aldine de Grutyer.</p>
<p>Preparado no dia 3 de agosto de 1995. Editado no dia 10 de fevereiro de 1997.</p>
<p>fonte: http://www.slingando.com</p>
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		<title>Partejar &#8211; desvendando mitos do parto normal/natural</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Oct 2010 03:41:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruna Leite Santana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acabo de assistir este vídeo informativo, esclarecedor e emocionante e preciso dividir com vocês. Mitos esclarecidos com sabedoria. Espero que a divulgação deste vídeo como tantas outras informações postadas aqui possam auxiliar mães a parirem de forma natural e digna e que bebês cheguem ao mundo de forma plena e significativa. Mitos abordados: - circular [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acabo de assistir este vídeo informativo, esclarecedor e emocionante e preciso dividir com vocês.</p>
<p>Mitos esclarecidos com sabedoria.</p>
<p>Espero que a divulgação deste vídeo como tantas outras informações postadas aqui possam auxiliar mães a parirem de forma natural e digna e que bebês cheguem ao mundo de forma plena e significativa.</p>
<p><strong>Mitos abordados:</strong><br />
- circular do cordão &#8211; cordão enrolado no pescoço<br />
- indicações de cesárea<br />
- falta de dilatação<br />
- rompimento da bolsa<br />
- episiotomia (corte do períneo)<br />
- dor durante o parto</p>
<p>Vale a pena assistir os 15m até o fim.</p>
<p><object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/mLa55FVO6Mw?fs=1&amp;hl=pt_BR"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/mLa55FVO6Mw?fs=1&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object></p>
<p>Bruna &#8211; 01:43 &#8211; 19 de outubro de 2010</p>
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		<title>Mini-Curso de Pomadas Naturais</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Jul 2010 22:29:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruna Leite Santana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Participem gratuitamente do Mini-curso de Pomadas Naturais com Plantas Medicinais ministrado pela aromaterapeuta e mestre Reiki Maria Angélica Abramo, ofertado pelo Projeto &#8220;Plante seu Alimento, Faça seu Remédio&#8221;, coordenado pelo Coletivo Educador de Cananéia, uma realização da Associação Rede Cananéia com apoio da Petrobras. Quando? 24 de julho, das 9 às 17hs Onde? Escola Municipal [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Participem gratuitamente do <strong>Mini-curso de Pomadas Naturais com Plantas Medicinais </strong>ministrado pela aromaterapeuta e mestre Reiki Maria Angélica Abramo, ofertado pelo Projeto <strong>&#8220;Plante seu Alimento, Faça seu Remédio&#8221;</strong>, coordenado pelo Coletivo Educador de Cananéia, uma realização da Associação Rede Cananéia com apoio da Petrobras.</p>
<p><strong>Quando?</strong><br />
24 de julho, das 9 às 17hs</p>
<p><strong>Onde?</strong><br />
Escola Municipal Osvaldo Lucachaki, no Bairro Itapitangui, área continental de Cananéia, Vale do Ribeira, SP</p>
<p>Você terá a oportunidade de conhecer algumas práticas de manipulação de plantas medicinais, desde a coleta, limpeza e armazenamento para o preparo de pomadas (unguentos), tinturas à base de álcool e oleaturas. Não perca! Será fornecido certificado.</p>
<p><strong>Mais informações através dos contatos:</strong></p>
<p>Ass. Rede Cananéia- (13) 3851-1201<br />
André- (13) 9786-0409<br />
Bianca- (14) 8149-7078</p>
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		<title>GAMA &#8211; Grupo de Apoio à Maternidade Ativa &#8211; SP</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Feb 2010 03:33:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruna Leite Santana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Gama é um espaço muito receptivo e onde nós mães podemos encontrar outras mães e ter acompanhamento de profissionais desde a gestação, pós-parto e mais além. Conheci pessoalmente o espaço e recomendo. Saiba mais sobre o gama. Clique no logo. Missão: Promover uma atitude positiva, ativa e consciente em relação à maternidade. Objetivos: Fornecer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Gama é um espaço muito receptivo e onde nós mães podemos encontrar outras mães e ter acompanhamento de profissionais desde a gestação, pós-parto e mais além.<br />
Conheci pessoalmente o espaço e recomendo.</p>
<p>Saiba mais sobre o gama. Clique no logo.<br />
<a href="http://www.maternidadeativa.com.br/index.html"><img alt="" src="http://www.maternidadeativa.com.br/gama.gif" title="GAMA" class="aligncenter" width="312" height="94" /></a></p>
<p>Missão:<br />
Promover uma atitude positiva, ativa e consciente em relação à maternidade.</p>
<p>Objetivos:<br />
Fornecer &#8211; a gestantes e profissionais &#8211; produtos e serviços de alta qualidade, que ajudem a promover uma atitude saudável e consciente em relação ao ciclo da gestação, parto e pós-parto.</p>
<p>Valores e princípios:<br />
- Incentivo ao parto normal e natural;<br />
- Incentivo à formação, ao reconhecimento e à prática de enfermeiras obstetras, obstetrizes, parteiras e doulas;<br />
- Incentivo ao atendimento multidisciplinar a gestantes, parturientes e puérperas;<br />
- Incentivo ao parto domiciliar, casas de parto e à humanização do atendimento e da ambientação hospitalar;<br />
- Incentivo ao uso das melhores evidências na prática obstétrica e à observância das recomendações da Organização Mundial da Saúde;<br />
- Incentivo ao aleitamento materno exclusivo até os 6 meses e misto até 2 anos de idade ou mais.</p>
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		<title>O parto e a montanha russa</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 17:06:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruna Leite Santana</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tem gente que acha loucura sentir dor para parir. Muitas coisas na vida são mais loucas e as pessoas fazem. E sem que haja bem estar algum em jogo. Pense no seu parto como se fosse um passeio de montanha russa. Essa foi a melhor metáfora que encontrei! Imagine a sua gestação como uma daquelas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/vcheregati/2711383406"><img src="http://www.kikadepano.com/wp-content/uploads/2009/10/montanha_russa.jpg" alt="" title="montanha_russa" width="500" height="281" class="aligncenter size-full wp-image-494" /></a></p>
<p>Tem gente que acha loucura sentir dor para parir.</p>
<p><span id="more-404"></span></p>
<p>Muitas coisas na vida são mais loucas e as pessoas fazem. E sem que haja bem estar algum em jogo. Pense no seu parto como se fosse um passeio de montanha russa. Essa foi a melhor metáfora que encontrei! Imagine a sua gestação como uma daquelas filas enormes em dia de excursão de escola no Hopi Hari. No verão. Você ali esperando aquela fila se deslocado devagar&#8230; muito devagar. Você cansada, os pés doendo. Você vê gente com medo, apreensiva. Gente empolgada que descreve como vai ser para quem nunca andou. E você ali. Sem saber o que esperar. Você também escuta alguns: você é louca! Andar nisso aí??? Nunca!!! Você não viu aquela montanha russa lá em Ximbiquinha do Sudoeste que quebrou e matou todo mundo? > E o pior foram os que ficaram mutilados pro resto da vida!</p>
<p>Você faz ouvido mouco e continua ali. Avançando devagarinho. Não tem pra onde ir, é tarde pra pular fora, as grades que separam a fila são altas, só dá pra seguir em frente. Aí você vê quem está saindo, gente meio tonta, com uma expressão que você não entende, cambaleando, passando mal. E você pensa: onde é que eu fui me meter?</p>
<p>Quando você está chegando perto o cansaço está maior, você tem que ficar encostada quase o tempo todo. Ai, não chega nunca. Pra melhorar no finalzinho ainda tem uma baita escada pra subir na plataforma de embarque. Bem que podia ter uma escadazinha rolante aqui&#8230;Você chega na ultima parte da fila. De repente parece que toda aquela morosidade foi embora. A fila anda muito mais rápido agora. Ou será que você é quem acha isso porque a hora de embarcar está se aproximando? Subir as escadas exige um esforço extra. Parece que seu peso aumentou uns quinze quilos.</p>
<p>Você não sabe se é o calor, o tempo de pé, ou se foi aquele combo gigante de hambúrguer fritas e balde de refrigerante que estão pesando. </p>
<p>Mas você sobe, um degrau de cada vez. E o topo vai se aproximando. É quando você avista: tem uma saída de emergência lá em cima. Saída estratégica pela esquerda. Acho que é nessa que eu vou! Mas aí você pensa. Já vim até aqui&#8230; e se for tudo o que dizem mesmo? Como é que eu vou saber? Que o destino decida então: vou jogar uma moeda. Se der cara eu vou. Cara! Melhor de três então. Cara de novo. Ai, ai&#8230; Continua avançando. Ah, se aquela mocinha desmilinguida embarcar, eu vou também. Se ela consegue eu também. Ela embarca.</p>
<p>Ok, acho que vou. a não ser é claro que chova. Se não for totalmente seguro não vou. E eu acho que estou vendo uma nuvenzinha lá longe. Se o carrinho que vier for vermelho também não! Vermelho me dá um azar! E eu não vou arriscar. Sua vez está chegando, você já vai chegar na plataforma. Uma moça amarela bem na sua frente, sai correndo pela saída de emergência. Você se estica e consegue enxergá-la lá embaixo, na saída da lojinha&#8230; tem alguma coisa na mão, mas o olhar parece meio distante. Eu vou! Não quero ficar imaginando como teria sido.</p>
<p>Chega a sua vez. O coração sobe na boca. O fôlego fica suspenso alguns instantes. Mas você respira fundo e sobe no carrinho. E pensa: ainda bem que não era um vermelho!</p>
<p>A viagem começa devagarinho. Tec tec tec. O carrinho vai subindo devagar. Tranquilo. Não é tudo aquilo! Que povo medroso! Dá até pra tirar a mão. Ainda bem que não desisti! A brisa no rosto. A paisagem tão linda. Ainda bem que fui forte! </p>
<p>Sobe, sobe, sobe. Puxa, mas que alto&#8230; dá uma vertigem de leve&#8230; De repente você se vê no final da subida. C******, que altura, ai, eu vou morrer. Me deixa descer, me deixa sair daqui. F***** da P*** daquela professora que yoga que disse que eu não ia me arrepender. Se estivesse aqui agora, eu matava!!! Será que aquela doula ia fazer muita diferença segurando aqui a minha mão??? Bando de louca&#8230; ah, eu mato se eu sair viva daqui! E a minha prima, aquela V*** que me convenceu a vir. Vai ser legal, você vai ver, você vai querer ir de novo. Ai, eu mato, eu mato. Cadê ela? Porque não está aqui? Duvido que quando ela andou foi nessa tão alta, aposto que foi na menor!!!</p>
<p>E vem a descida. O looping, uma subidinha, curva, mais curva, outra curva. Você já não está vendo nada direito, está meio tonta, parece meio fora de si. Tem mais gente gritando, ou será que é você mesma? Está doendo tudo, esse bate bate no carrinho vai doer ainda mais amanhã. Vai parecer que fui atropelada.. . Você nem sabe mais se está de ponta cabeça. Dá medo de olhar. Você espia, fecha o olho de novo. Não quero nem ver. Não vou olhar. Se eu olhar é pior!</p>
<p>Vai chegando no final. O carrinho desacelera. Você está meio abobada, grogue. Alguém ajuda a descer. Você nem vê quem é. Podia ser o Brad Pitt e você não ia nem notar. Seu cabelo está parecendo uma piaçava depois da faxina, mas você esqueceu de prendê-lo. E agora nem lembra mais que tem cabelo. Mas tem alguma coisa diferente. Algo a mais em você. Vim, vi e<br />
venci. Sou praticamente um Julio Cesar! Suas pernas cambaleiam um pouco, mas você anda. A brisa bate e aos poucos você se recobra. Levanta a cabeça e sorri. Era só isso? Porque tive tanto medo?</p>
<p>Vou pra fila de novo!</p>
<p>Quem já andou de montanha russa sabe do que estou falando. Quem passou por um trabalho de parto também.</p>
<p>E você, já andou de montanha russa?</p>
<p>Katia Barga<br />
(louca de pedra) </p>
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