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Picos de crescimento

O que são picos de crescimento?

Picos de crescimento são alturas em que o bebé aumenta a sua necessidade de ingestão de leite, ou seja, pede para mamar mais vezes e fica mais agitado. Isto acontece, pois devido ao seu desenvolvimento, o bebé vai precisar de mais alimento, e como o peito não aumenta automaticamente a sua produção, o bebé precisa mamar mais vezes para receber a quantidade de leite que precisa. Esta situação também pode acontecer em alturas em que o bebé aprende coisas novas, como aprender a virar-se, a gatinhar, a andar ou a falar, o leite materno também é alimento para o cérebro!

Quando é que os bebés têm picos de crescimento?

As alturas mais comuns de picos de crescimentos são nos primeiros dias do bebé, por volta dos 7-10 dias, 2-3 semanas, 4-6 semanas, 3 meses, 4 meses, 6 meses e 9 meses, é claro que estas são alturas que podem variar de bebé para bebé ou podem acontecer e a mãe nem dar por isso, mas é bom ter uma ideia das alturas aproximadas em que isto pode acontecer. Estes picos podem continuar a ocorrer após o primeiro ano, mas como a criança já come outros alimentos mais regularmente, não são tão fáceis de detectar.

Quanto tempo dura um pico de crescimento?

Normalmente duram 2-3 dias, mas podem durar mais. Para que estes picos sejam mais suaves e durem menos tempo, siga os conselhos que apresentamos a seguir.

O que fazer quando surge um pico de crescimento?

Deve oferecer-se o peito sempre que o bebé pede, nestas alturas o regime livre torna-se ainda mais importante pois o bebé precisa receber uma maior quantidade de leite, e como não o consegue obter todo de uma só vez, vai precisar mamar mais vezes! Quantas mais vezes o bebé mamar, maior será o estímulo e maior será a produção de leite, só assim o seu corpo se poderá adaptar às novas necessidades do bebé. Não é aconselhável suplementar, pois ao oferecer um suplemento, o bebé não vai estimular o peito tantas vezes e assim a produção não tem a oportunidade de aumentar, e não irá acompanhar o crescimento do bebé.
Nestas alturas, a mãe que amamenta pode sentir mais fome e mais sede, e deve responder a estes pedidos do seu corpo, pois pode ser necessário para o aumento da produção!
O contacto pele a pele também pode ser uma ajuda, tanto para acalmar o bebé como para aumentar a produção de leite.

Traduzido e Adaptado por APPM
Fonte: http://www.kellymom.com/bf/normal/growth-spurt.html

(clique na imagem para ampliar)

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A crise dos 3 meses – bebês

Por volta de 2-3 meses de idade, alguns bebês tornam-se tão eficientes na mamada que são capazes de mamar tudo o que precisam em 5 ou 7 minutos, algumas vezes em 3 minutos. Se ninguém disso isso para a mãe e ela espera que a criança fique no seio por “pelo menos 10 minutos”, ela vai achar que seu filho não está mamando o suficiente, como esta mãe aqui:

Eu tenho uma filha de 4 meses. Meu problema é que não sei se ela está mamando o suficiente. Ela passa somente 3-4 minutos no peito e eu fico com receio de que ela não está mamando leite suficiente. Quando ela tinha 2 meses, ela mamava por 10 minutos de um lado e 5 do outro e ganhava peso rapidamente; agora ela está caindo na curva de crescimento.

Eu também notei que meus seios não enchem mais como antes, eles chegavam até a vazar!

O que mais me intriga é que nos primeiros 2 minutos ela engole muito leite, bem rápido e e depois começa a tirar a boca do peito e a colocar novamente, sem ficar quieta. Eu tenho que alternar os lados e tentar posições diferentes para ela mamar ao menos 10 minutos. Eu me pergunto se ela faz isso porque ainda está com fome.

Outra coisa que me preocupa é que ela está mamando mais vezes, especialmente de noite. Ela dormia 5-6 horas seguidas de noite, agora dorme no máximo 3-4 horas, até menos.

O pediatra me disse que eu posso começar a dar leite artificial na mamadeira. Já tentei, mas ela não aceita, mesmo que outra pessoa ofereça a mamadeira.

O caso desta mãe ilustra bem a crise dos 3 meses de idade:

1. O bebê que mamava 10 minutos agora termina em 5 minutos ou menos.
2. Os seios, antes cheios e pesados, agora estão macios e “vazios”.
3. O leite não vaza mais.
4. O ganho de peso do bebê diminui.

Tudo isso é absolutamente normal. O engurgitamento das mamas nas primeiras semanas pós-parto não tem nada a ver com a quantidade de leite produzida e sim com uma inflamação temporária que acontece no início da lactação. Mamas cheias e vazamento são problemas iniciais, que desaparecem assim que a amamentação está estabelecida.

E a diminuição no ganho de peso, claro, é esperada. Os bebês ganham menos e menos peso a cada mês que passa. É por isso que as curvas de crescimento são curvas e não retas. Entre 1 e 2 meses, uma menina amamentada ao seio ganha tipicamenate 400g a 1,3 kg, com a média sendo um pouco acima de 800g. Eliminamos o primeiro mês, porque sempre há perda de peso e depois ganho, o que faz a conta final muito variável. SE o bebê fosse continuar ganhando peso neste padrão, em 1 ano ganharia 5 a 15 kg, com média de 10 kg. Na realidade, durante o primeiro ano de vida, meninas ganham entre 4,5 a 6,5 kg, com a média sendo 5,5kg. Em outras palavras, uma menina que ganhou 500g no primeiro mês de vida (alguns podem achar muito pouco, mas na realidade é normal) ganhará menos peso eventualmente. Todos os pesos são medidas aproximadas. Meninos geralmente ganham um pouco mais que meninas.

Claro que o bebê da mãe do exemplo não aceitou a mamadeira com complemento; ela não estava com fome. Infelizmente nem todos os bebês mostram tal controle e, algumas vezes, especialmente se a mãe insiste muito, eles tomam a mamadeira msmo sem estarem com fome.

Se alguém tivesse explicado a esta mãe o que estaria para acontecer no terceiro mês, ela não teria se preocupado. Mas a mudança inesperada deixou-a insegura. Mesmo assim, se ela estivesse confiante na própria habilidade para amamentar, ela não teria se estressado. A explicação mais lógica para todas as mudanças é “eu tenho tanto leite que minha filha fica cheia em 3 minutos”. Mas o medo do fracasso na amamentação é tão incutido em nossa sociedade, que não importa o que acontece, a mãe sempre pensa (ou é convencida a pensar) que ela não tem leite suficiente.

A mãe também se preocupa com outro mito moderno: que as crianças, à medida em que o tempo passa, aprendem a dormir mais. Na realidade, as crianças passam mais tempo acordadas quando vão crescendo. É verdade que um dia elas dormirão mais horas seguidas e vão começar a dormir a noite inteira, mas dificilmente isso acontece aos 4 meses de idade. Entre o nascimento e 4 meses de vida, é mais provável que você observe seu bebê dormindo menos. Muitos bebês mamam várias vezes por noite durante os primeiros anos de vida (o que é muito mais fácil que preparar mamadeiras de madrugada, especialmente se o bebê dorme na mesma cama que a mãe).

A mãe do exemplo já começou a forçar a filha a comer. É um beco sem saída. É fácil deduzir que, a menos que a mãe decida mudar radicalmente seus hábitos, a introdução de sólidos será uma luta.”

Retirado na íntegra do livro My Child Won’t Eat, do pediatra Carlos González, recomendado pela La Leche League

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Saltos de desenvolvimento

(Pouco se fala neste fator que interfere e MUITO no dia-a-dia dos bebês e em como se alimentam e dormem. Nestes períodos é comum os pediatras recomendarem complementar a alimentação ou utilizar outros artifícios. Porém, a única solução para esses dias mais difíceis é paciência, tranquilidade, amamentação em livre demanda e MUITO COLINHO! Existe um grupo muito bacana no orkut que auxilia as mamães, chama-se “Soluções para noites sem choro” e é de lá esse texto a seguir.)

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