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Mais uma vez: Segurança dentro do Sling (matéria Record – Hoje em dia)
Essa foi a primeira matéria que realmente valeu a pena ver sobre sling, da avalanche que aconteceu nestas últimas semanas sobre o assunto.
Infelizmente, sempre faltam algumas informações e por isso ressaltamos aqui:
o sling de argolas é apenas um dos tipos de sling. Existem o pouch, wrap, mei tai, kepina, etc.. O wrap sling é o que menos aparece, infelizmente! Mas, quem usa sabe que é impossível viver sem ele!
E ficam registradas as dicas de uso (novamente!!!) Para complementar a matéria da Record.
USE SEUS SENTIDOS
Segue vídeo do R7 – Programa Hoje em dia (30/03/10)
15 bebês morrem por asfixia por dia
Depois das matérias para as mães ficarem “antenadas” sobre a segurança dos slings e o perigo de bebês morrerem asfixiados, acho interessante postar esta matéria, infelizmente é algo que acontece (dentro e fora do sling) e é sério.
Mamães grávidas e de bebês recém-nascido: fiquem atentas!
Metade das mortes ocorre em recém-nascidos de baixo risco; número é considerado alto por médicos
Cientistas de sociedade de pediatria colheram dados de certidões de óbitos de bebês na 1ª semana de vida em secretarias da saúde do país
GABRIELA CUPANI
Todos os dias, morrem 15 recém-nascidos com asfixia no Brasil na primeira semana de vida. Seis deles são bebês considerados de baixo risco -não são prematuros nem têm malformações. O dado é de um estudo inédito, feito por pesquisadores do Programa de Reanimação Neonatal da Sociedade Brasileira de Pediatria, que será apresentado no Congresso Paulista de Pediatria, que começa hoje, em São Paulo.
Isso significa uma morte em cada mil nascidos vivos. Para se ter uma ideia, na maior maternidade dos EUA, apenas cinco bebês em cada dez mil nascimentos sofrem asfixia, e nem todos morrem.
“Sabíamos que o número era alto, mas não imaginávamos que fosse tanto assim”, diz Maria Fernanda de Almeida, professora da Unifesp e coordenadora do Programa de Reanimação Neonatal da SBP.
Os pesquisadores realizaram uma busca em todos os atestados de óbito de crianças com até seis dias de vida em todos os Estados do país. Foram considerados os registros que incluíam condições que envolveram a asfixia, como hipóxia intrauterina ou síndrome da aspiração meconial -mesmo que essa não fosse a principal causa da morte.
A asfixia ocorre quando há falta de oxigenação no cérebro e nos órgãos do bebê. Ela pode levar à morte ou deixar graves sequelas. Em grande parte dos casos, pode ser evitada, com um bom acompanhamento no pré-natal para avaliar a saúde da gestante e o desenvolvimento do feto e com atenção no parto, monitorando o bebê.
Além disso, quando a asfixia é constatada, podem ser adotadas medidas de reanimação neonatal, que podem reverter o quadro se tomadas a tempo.
Estimativas internacionais mostram que o atendimento ao parto por profissionais habilitados pode reduzir em 20% a 30% a mortalidade neonatal. As técnicas de reanimação podem garantir uma redução adicional de 5% a 20% dessas taxas, levando à queda de 45% das mortes por asfixia.
“Essas mortes tiveram na asfixia um colaborador”, explica Ruth Guinsburg, uma das autoras, professora da Unifesp e coordenadora do Programa de Reanimação Neonatal da SBP. Segundo o Datasus, a asfixia é a causa de 9% dos óbitos que acontecem na primeira semana de vida. Mas, segundo a pesquisa, o dado não leva em conta a contribuição da asfixia nas mortes por outras causas. Nesse caso, o valor sobe para 20%.
“Ponta do iceberg”
A pesquisa encontrou 5.366 óbitos que foram associados à asfixia ao nascer. A enorme maioria (94%) eram fetos únicos e 56% morreram antes de completar 24 horas de vida. 61% dos partos foram vaginais.
“Isso é so a ponta do iceberg”, diz Guinsburg. “Nem dá para mensurar quantos bebês sofrem asfixia e sobrevivem com sequelas, sem contar as subnotificações, pois muitos morrem sem nem ter registro.”
Os dados foram colhidos em 2005, mas os pesquisadores já estão analisando os números de 2006 e de 2007 e a situação não é muito diferente. “É preciso qualificação em toda a cadeia, desde o pré-natal adequado até o atendimento no parto”, diz Guinsburg.
“Não temos uma estatística precisa sobre as mortes por asfixia pois, de fato, uma criança com asfixia pode ter uma infecção, por exemplo, e isso é o que será considerado a causa da morte”, exemplifica Elza Giugliani, coordenadora da área técnica da saúde da criança do Ministério da Saúde. “O ministério tem consciência do problema e estamos trabalhando para diminuir a mortalidade neonatal”, diz Giugliani.
Ela cita várias ações, que incluem capacitação de profissionais, principalmente nas regiões Norte e Nordeste -onde a mortalidade é maior-, além da qualificação do pré-natal.
Uma das ações visa capacitar pediatras em reanimação neonatal e vem sendo feita em parceria com a Sociedade Brasileira de Pediatria. O programa já capacitou mais de 700 profissionais. Ao longo dos últimos 11 anos, o programa da SBP já treinou mais de 40 mil profissionais da saúde.
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Dicas para usar seu Wrap Sling
Posições:
0-3 meses (sem controle da cabeça e pescoço):
- berço
- abraço recém-nascido
- canguru
- amamentando
3-4 meses (pernas esticadas, ainda não senta)
(e se o bebê aceitar continue usando as posições anteriores)
- abraço
5-6 meses (bom controle do pescoço e da cabeça, já sentando sozinho)
- Lotus
- Carona de lado
- Carona nas costas
- Abraço
Sling X Bag
A Revista Crescer (leia aqui) publicou uma matéria sobre a segurança dos slings. A matéria foca o assunto em mortes de bebês que aconteceram nos Estados Unidos, dentro de sling bags, porém coloca uma foto de sling de argolas estampando o texto. Uma escolha infeliz, já que o sling de argolas não se encaixa no perfil das bags que foram vinculadas à essas tristes mortes.
O sling bag é estruturado, sem ajustes adequados ao corpo da mãe e do bebê e não proporciona o conforto e a segurança, sendo completamente diferente do sling feito de pano, não-estruturado e ergonômico.
Pela definição que temos e trabalhamos aqui no Brasil sobre sling, essas bolsas de colocar bebê nem deveriam ser chamadas de sling.
A sling bag mais famosa do Brasil foi usada pela Claudia Leitte (que já apareceu aqui na sessão de artigos) e até algumas mães já nos perguntaram onde comprar. Esse sling não é seguro e já foram registradas mortes nos Estados Unidos devido ao seu uso.
Aqui no Brasil, existe um grupo de profissionais preocupados com o uso correto, qualidade e divulgação do sling e a Marília Mercer fez um texto muito sério e rico em informações imprescindíveis para aprofundar o debate correto sobre uso do sling no site: Sling Seguro (clique em cima para ler).
Infelizmente a Revista foi infeliz em publicar sem aprofundar o assunto. A felicidade é que temos muitas profissionais sérias e responsáveis no meio.
A elas, nosso muito obrigada!
Cama Familiar ou Compartilhada
O que significa?
Cama compartilhada é mais que um termo, talvez seja uma filosofia de ‘parenting’. Existem diversas variações, pode ser bebê no mesmo quarto dos pais, com bercinho ao lado da cama, pode ser bebê na cama dos pais.




